Após 9 dias, velório de Chávez chega ao fim; acompanhe ao vivo

Foram centenas de milhares de pessoas que passaram pela Academia Militar, em Caracas, para prestar sua homenagem ao presidente Hugo Chávez, cujo corpo permaneceu no local por nove dias; nesta sexta-feira, as quilométricas filas, os pequenos altares com fotos de Chávez e a música do venezuelano mudam de endereço; Chávez ficará daqui em diante no Quartel da Montanha, no bairro de 23 de Janeiro, na zona oeste da capital, onde repousará no Museu da Revolução.

Foram centenas de milhares de pessoas que passaram pela Academia Militar, em Caracas, para prestar sua homenagem ao presidente Hugo Chávez, cujo corpo permaneceu no local por nove dias; nesta sexta-feira, as quilométricas filas, os pequenos altares com fotos de Chávez e a música do venezuelano mudam de endereço; Chávez ficará daqui em diante no Quartel da Montanha, no bairro de 23 de Janeiro, na zona oeste da capital, onde repousará no Museu da Revolução.

Com informações da Agência Brasil, Opera Mundi e Brasil 247.

Acompanhe ao vivo pela Venezolana de Televisión:

Continue lendo sobre o velório de Chávez e o clima em Caracas:

Leandra Felipe*
Correspondente da Agência Brasil/EBC

Bogotá !“ Terminou há pouco a missa e cerimônia militar em homenagem ao presidente Hugo Chávez. Neste momento, o corpo de Chávez está sendo transportado da Academia Militar ao Museu Histórico Militar, dentro do Quartel da Montanha. Lá, segundo o governo, Chávez ‘repousará’. Ainda não se sabe se posteriormente o corpo de Chávez poderá ser levado ao Panteon !“ lugar onde estão os restos mortais do herói nacional Simon Bolívar, e nem se ele poderá ser embalsamado de maneira definitiva. De acordo com informações da TV estatal Telesur, foi construído um mausoléu para receber o corpo do ex-presidente. O cortejo está sendo transmitido ao vivo pela estatal.

Várias avenidas de Caracas foram fechadas para o translado e milhares de pessoas estão posicionadas para acompanhar a passagem do carro onde o corpo do ex-presidente está sendo transportado.

O chanceler venezuelano, Elias Jauá e o presidente da Bolívia, Evo Morales, participam da caravana oficial que translada o corpo de Chávez. O Quartel da Montanha é um dos lugares mais importantes na trajetória política do ex-presidente. Foi de lá que Chávez comandou a tentativa de golpe em 4 de fevereiro de 1992, que o projetou politicamente para o país. Além disso, o quartel fica dentro do bairro 23 de Janeiro, um dos maiores redutos do chavismo no país. A morte de Chávez foi anunciada na terça-feira (4). O funeral teve início na quarta-feira (6).

*Com informações da Telesur

Edição: Denise Griesinger

Leia reportagem do Opera Mundi sobre o clima em Caracas:

Opera Mundi – 15 de março de 2013. Exatamente dez dias após o falecimento de Hugo Chávez, o velório do presidente venezuelano será finalmente encerrado. Foram centenas de milhares de pessoas que passaram pela Academia Militar, em Caracas, para prestar sua homenagem ao líder do país, cujo corpo permaneceu no local por nove dias. Agora, as quilométricas filas, os pequenos altares com fotos de Chávez e a música do venezuelano Ali Primera mudarão de endereço. Chávez ficará daqui em diante no Quartel da Montanha, no bairro de 23 de Janeiro, na zona oeste da capital. Lá repousará no Museu da Revolução.

O local escolhido para o memorial tem grande significado histórico para os venezuelanos, tanto por ser onde Chávez comandou a rebelião de 4 de fevereiro de 1992, como pela importância do 23 de Janeiro !“ um bairro conhecido por resistir a governos repressores e por reunir forte apoio ao presidente. Nesta sexta-feira, na academia, haverá uma parada militar em homenagem ao líder venezuelano.

O presidente interino, Nicolás Maduro, a quem Chávez designou como seu herdeiro político e candidato governista três meses antes de morrer, liderou o cortejo ao lado do líder boliviano, Evo Morales. Apesar de ter dito que o corpo seria embalsamado, como Lenin e Mao Tse-tung, Maduro admitiu que será “bastante difícil”, porque os procedimentos deveriam ter começado antes.

A procissão até o 23 gerou imagens de devoção ao presidente como as do cortejo fúnebre de 6 de março, quando ele foi levado à  Academia Militar. Desde aquele dia, as filas para ver o corpo do presidente não cessaram. Integrantes da equipe de voluntários, que trabalharam todos esses dias para providenciar água e comida a todos, contam que todos se impressionaram com o fervor da homenagem.

Yuri Buzcategui, de 49 anos, veio do Estado de Anzoátegui para ajudar. “Trabalho para a PDVSA [estatal petrolífera] e me ofereci. Estou aqui para apoiar a revolução, para que ela continue. Sabemos que a maioria pensa assim, mas de verdade fiquei emocionado com as demonstrações de amor ao presidente”, confessa. Ao seu redor, dezenas de voluntários organizavam garrafas de água, suco, laranjas e kits com sanduíche e uma barra de cereal.

Na mesma tenda, Juan Carlos Peraza, de 40 anos, conta que vive em Nova York, onde atua na Frente Francisco Miranda, e que veio não só para colaborar, como também para compartilhar as histórias de agradecimento dos nova-iorquinos. Chávez colocou em prática um programa de distribuição gratuita de petróleo para aquecimento nos últimos oito anos em locais como o Bronx. “Vivo há 20 anos lá, imigrei por razões econômicas. E agora estou aqui para relatar a todos o amor que o povo desses locais beneficiados tem pelo presidente. Isso os Estados Unidos nunca reconhecerão: que Chávez salvou milhões do frio e da morte”, diz o venezuelano.

O fornecimento é garantido total ou parcialmente pela refinaria Citgo, da estatal PDVSA. A doação é intermediada pela CEC (Citizens Energy Corporation), organização fundada e dirigida pelo ex-deputado Joe Patrick Kennedy, filho do ex-senador Robert e sobrinho do ex-presidente John F. Kennedy. A CEC distribuiu nos EUA mais de 700 bilhões de litros de petróleo da Citgo. “Chávez sempre se preocupou com os pobres da Venezuela e de outros países, mesmo os de uma nação que sempre foi tão hostil com ele”, afirma Peraza.

O presidente Hugo Chávez morreu aos 58 anos, após longo tratamento contra um câncer. Ele havia sido reeleito em outubro do ano passado, mas não chegou a assumir o novo mandato na data prevista (10 de janeiro), porque estava em Cuba, onde foi submetido, em dezembro, à  quarta e última cirurgia. O governo venezuelano já anunciou que irá investigar a doença do presidente, devido à  suspeita de envenenamento.

1 Comentário

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  1. Nossa deve estar o maior FEDOR lá na Venezuela….Já que gostam tanto dele, deviam mandar empalhar o homem e colocar de pé na frente do palácio do governo…