Por Esmael Morais

A violência é a mais nova esperança da oposição. Agora vai?

Publicado em 03/03/2013

No entanto, uma nova linha de ataque começa a se desenvolver: a de que petistas trabalham para minar, por dentro, a democracia. Tudo começou no fim do ano passado, quando o ministro Gilberto Carvalho se dirigiu aos filiados do partido e, num vídeo, sugeriu aos militantes que fossem à s ruas defender o legado dos governos de Lula e Dilma, diante dos ataques do principal adversário, que seria o chamado “Partido da Imprensa Golpista”. Uma frase, a de que em 2013 “o bicho vai pegar”, tem sido interpretada por opositores de Lula como uma prova de que o PT estaria incitando atos de violência contra seus opositores.

Neste domingo, o jornalista Merval Pereira relata que, na sexta-feira passada, viveu seu momento Yoani Sánchez, depois de ser xingado de “fdp” e de ter seu carro cercado. De quem é a culpa? De Gilberto Carvalho, segundo Merval Pereira (leia mais aqui).

Quando a cubana Yoani Sánchez veio ao Brasil, a revista Veja, de Roberto Civita, desenvolveu a tese de que diversos ataques a ela estariam sendo orquestrados dentro do Palácio do Planalto, também por Gilberto Carvalho. E a frase “o bicho vai pegar” foi novamente resgatada. “A ação dos fascistas petistas contra Yoani Sanchéz confirmou a previsão! do ex-seminarista Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência da República. Em dezembro, disse que em 2013 o bicho vai pegar.! Pelo que assistimos, o bicho já pegou!, disse Marco Antonio Villa, que se apresenta como historiador, mas é apenas um militante político, além de representante do Instituto Millenium.

Quem foi ainda mais longe nessa tese foi Reinaldo Azevedo, blogueiro de Veja.com. “Gilberto Carvalho prometeu: em 2013 o bicho vai pegar! Hoje, eles só nos xingam; amanhã, começarão a nos espancar”, antecipou. Não será surpresa se, nos próximos dias, os personagens de sempre, como Marco Antonio Villa, Augusto Nunes e próprio Reinaldo, se levantarem contra a agressão perpetrada pelo PT à  “imprensa livre”, representada pela figura de Merval Pereira.

Afinal, como disse o colunista do Globo, “a violência está no ar”. E talvez ela, a violência, seja a esperança que resta à  oposição.