9 de março de 2013
por Esmael Morais
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Veja como está a assembleia dos professores

20130309-105937.jpgCerca de três mil professores e funcionários de escolas públicas do Paraná realizam, neste momento, em Curitiba, assembleia geral que pode deflagar greve a partir de quarta-feira (13). O Teatro do Positivo está lotado. Os educadores estão divididos e desconfiam do governo Beto Richa (PSDB). ... 

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9 de março de 2013
por Esmael Morais
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Artigo de Carla Pimentel: “à‰ preciso avançar mais na política”

por Carla Pimentel*
Vivemos novos tempos. Tempos de grandes mulheres. Mulheres que marcam a história e alçam voo na vida pública.

Mas nem sempre foi assim. De luta em luta, conquista em conquista, a mulher chegou ao direito ao voto. Em sua grandeza, a história política brasileira mostra mulheres de honra e de fibra, sem medo do pragmatismo. Em 1935 foi eleita a primeira mulher, a deputada estadual, Maria do Céu Fernandes.

Hoje, a mulher está no posto mais importante da nação na figura da presidente da República, Dilma Roussef. Resultado também da força feminina, que representa 52% da população.

Mulheres de tantas faces: trabalhadoras, mães, esposas, donas-de-casa, políticas, estudantes, mulheres provedoras, arrimo da família, mulheres belas e guerreiras!

Qual é o teu grande desafio? Tua história te revela brava e forte! Mas tua caminhada ainda continua…

à‰ preciso avançar mais na política, onde ainda somos minoria. Na Câmara de Vereadores de Curitiba, de 38 cadeiras, ocupamos apenas seis. Lutar contra o machismo e o preconceito no trabalho, pois as mulheres ainda recebem salários menores do que os homens em alguns setores.

A maior batalha, no entanto, sem dúvida é contra a violência. Violência doméstica, assédio moral e sexual, que acabam por destruir muitas vidas.

Essa luta vai ser travada até que a mulher possa ocupar o espaço do qual é merecedora enquanto cidadã. Espaço esse, que garanta uma vida digna, justa, feliz para realizar seus sonhos…

*Carla Pimentel é vereadora de Curitiba Leia mais

9 de março de 2013
por Esmael Morais
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Chávez, notável reformador

Editorial da CartaCapital

O Brasil tem um ponto em comum com a Venezuela: o brutal desequilíbrio social. Havia outro até data recente, representado pela extraordinária semelhança entre a mídia venezuelana e a brasileira, uma e outra a serviço da oligarquia e da treva, sempre e sempre dispostas a inventar, omitir e mentir. Se hoje não há como alegar esta inglória parecença, é porque Hugo Chávez, ao contrário do governo do Brasil, decidiu enfrentar o inimigo.

No momento, mais da metade dos órgãos de comunicação venezuelanos são públicos, o que permite restabelecer um razoável equilíbrio entre as forças envolvidas nesta guerra. As palavras guerra e inimigo estão longe de ser exageradas. O ataque ao governo de Dilma Rousseff é feroz e diuturno, assim como foi a Lula e a Chávez. A mídia nativa, aliás, continua na ofensiva contra o líder venezuelano e celebra sua morte como se o odiado inimigo tivesse tombado no campo de batalha.

As razões são óbvias. Chávez, como Lula e Dilma, mexeu com os interesses da minoria privilegiada. Há diferenças entre o venezuelano e os brasileiros, ao contrário destes, aquele recorreu a formas autoritárias de poder. Mesmo assim, tratou-se de um formidável reformador e de um incentivador da unidade latino-americana a bem da independência do subcontinente, enfim livre da condição de quintal do Leia mais

9 de março de 2013
por Esmael Morais
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Dilemas dos professores do PR: deflagrar greve ou intensificar a política do cafezinho?

Daqui a pouco, a partir das 8h30, no Teatro Positivo, em Curitiba, professores e funcionários que representam 2,1 mil escolas da rede pública do Paraná participam de uma histórica assembleia.

Os educadores vão à  reunião com um dilema e uma certeza.

O dilema é se eles devem deflagrar a greve a partir da próxima quarta-feira, dia 13, conforme aprovação na assembleia de dezembro passado, ou se intensificam a política do cafezinho, ou seja, se aprofundam as conversas com o governo do estado para obter ganhos à  categoria.

A certeza dos educadores é que eles vêm sendo enrolados pelo governo de Beto Richa (PSDB) há mais de dois anos, sem que a Lei Nacional do Piso seja cumprida efetivamente pelo secretário da Educação e vice-governador Flávio Arns (PSDB).

O movimento pela greve é mais forte no interior do estado. Em Foz do Iguaçu, na região Oeste, por exemplo, os profissionais do magistério aprovaram um manifesto pela paralisação já.

Em União da Vitória, região Sul, semana passada, houve protesto da APP-Sindicato regional durante a presença do governador na cidade.

Em Apucarana, região Norte, professores e funcionários foram à  sessão itinerante da Assembleia Legislativa, também na semana passada, portando faixas com os seguintes dizeres: Governador, se não cumprir a negociação terá greve na educação!!.

A última greve da educação ocorrida no Paraná foi em 2000, ainda no governo Jaime Lerner. Antes dessa houve a de 1988, no governo Alvaro Dias, hoje senador da República.

Geralmente, os governos que enfrentam greves de professores e funcionários de escolas, dada a capilaridade dessa área, tendem carregar consigo uma rejeição para resto de suas carreiras políticas. à‰ isso que a História tem mostrado no Paraná.

Promessas não cumpridas

O governo fala em parcelar os benefícios aos educadores, tipo crediário, a perder de vista. Parte da categoria acha que a lei precisa ser cumprida já, principalmente os 33,33% de hora-atividade, pois o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que a regra vale desde 2011.

Alguns professores estão ressabiados com o governo tucano. Os mestres temem levar um tombo como levaram os diretores de escolas. Um ano depois de receberem promessa de gratificação pelo cargo que ocupam ainda continuam chupando dedos (clique aqui para relembrar).

Embora a APP-Sindicato tenha dado ultimato a Richa e Arns até ontem (sexta, 8), o governo somente enviou mensagem à  Assembleia Legislativa. Ou seja, a assembleia geral da categoria ocorrerá hoje sem garantias de que a pauta de reivindicação seja efetivamente aprovada no parlamento.

Afinal, perguntam os educadores, alguém ainda acredita nas Leia mais