Stephanes, o privatista, será chefe de si mesmo na Casa Civil

Stephanes troca mandato de deputado federal por secretaria (Casa Civil) sem poder político e sem função administrativa. Que altruísmo é esse?

Stephanes troca mandato de deputado federal por secretaria (Casa Civil) sem poder político e sem função administrativa. Que altruísmo é esse?

Tucanos, assemelhados e abobados racharam o bico de tanto rir da mensagem do governador Beto Richa (PSDB), enviada nesta quarta-feira (6) à  Assembleia Legislativa do Paraná, que cria a Secretaria de Governo e que reduz o papel da Casa Civil.

O titular da Secretaria de Governo, César Silvestre (PPS), terá a caneta carrega de tinta. Ficará com o filet mignon, pois ficará com a tarefa política e poder de nomear e demitir funcionários comissionados.

Por outro lado, o ex-ministro Reinold Stephanes (PSD), o homem que privatizou o banco Banestado na era Jaime Lerner, será chefe de si mesmo. Nem secretária para atender telefone ele terá, segundo mensagem enviada à  Assembleia.

Afinal, do que riam os parlamentares? Segundo um deles, o filho do secretário da Casa Civil, Stephanes Junior, o deputado do canudinho, falava para quem quisesse ouvir que seu pai “jamais” aceitaria a pasta esvaziada e sem caneta.

Pois bem, a mensagem que chegou hoje à  Assembleia não deixa dúvidas. Stephanes pai aceitou a pasta sem caneta e esvaziada.

A pergunta que tucanos, assemelhados e abobados não souberam ainda responder: Que atrativo viu o ex-ministro Stephanes na Casa Civil para deixar a Câmara Federal? Se não terá caneta muito menos papel político no governo, o que o motiva a sacrificar o mandato parlamentar? Não seria um altruísmo exagerado?

Ora, bolas, carambolas! O velho Stephanes só precisa de um telefone para formatar novas privatizações em curso. Alguém duvida?

12 Comentários

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  1. Olho Vivo, agora ele está no lugar certo, no momento certo e no governo errado, kkkkkkkkkkkk, simplesmente ele está ao lado do pior governador da história que o Paraná ja teve, só isso. Ele esta ao lado do governador que é contra a redução da conta de energia elétrica, do governador que é a favor do tarifaço do Detran, do governador que é a favor do aumento na conta da água da Sanepar, do governador amigão das concessionárias de pedágio, do governador que inventa lei de redução em gastos de pessoal em 20% e que emprega 41 aliados, só para apanigua-los, enfim, Stephanes está agora vestindo a camisa desse tipo de governo.

  2. Um grande político, extremamente sério e honesto, coisa rara na política de hoje.

  3. Primeira providencia do mamador…nomear a mulher, querem apostar….

  4. Quando ele era ministro do PT ninguém falava nada né? Agora que está ao lado do Beto ele passa a ser ruim? PTzada burra mesmo!

    • Olho ele não era ministro DO PT, e sim, foi uma indicação da composição partidária que dava apoio ao PT.

  5. De políticos administrando secretarias e órgãos executivos estamos cheios. Levam tudo pro buraco. Aqui temos comentários falando da privatização do Banestado. Sabem essas pessoas que o Banestado estava QUEBRADÍSSIMO graças aos políticos que o administraram? Não tinha mais solução.
    Quanto ao Stephanes, queiram ou não é o melhor executivo político que este Pais já teve.
    Caneta para nomear e demitir comissionados é coisa prá gente pequena que só pensa em poder prá si mesmo e pros seus. . Precisamos de pessoas que tenham um mínimo de conhecimento para arrumar este Estado que está um caos. Secretários incompetentes, começando pelo irmão do Governador que não disse prá que veio. Passando pela Sedu, pela Secretaria de Educação. Secretários pensando em si próprios e nos seus. O Estado que se dane. Stephanes é diferente, tem um ideal profissional de administrador.
    Foi uma boa e talvez última esperança de se arrumar este governo.

    • Toninho não escreva bobagem…

      sexta-feira, 13 de agosto de 2010
      Banestado não estava quebrado
      Alcy Ramalho Filho

      Na cidade do Cairo pratiquei com especulador egípcio de alto coturno que deu-me lição de mercado. Sempre venda. Venda qualquer coisa. Venda tudo. Venda bastante. Intrigado questionei pela razão. Explicou o local que em bolsa de valores sempre há notícia ruim em profusão no mundo para justificar grande queda. Fato de qualquer natureza motiva baixa. Para a alta urgem breves específicas que tragam claro benefício para ações ou mercado. Para despencar basta o Clinton arrumar estagiária nova. Razão lhe assistia.

      Ora, mercados são voláteis por própria definição. Beto Richa se torna governador do Paraná. No ano que vem ou talvez em 2012 – é o fim do mundo, segundo calendário asteca ou outra bobagem – e eis que surge nova crise financeira ou, pior, econômica mundial. Quebra a China, por exemplo, e arrasa o oriente. De roldão cai o ocidente. O preço das ações desaba. Efeito manada. Papéis de companhias de energia passariam a valer dez por cento do valor de face. E daí?

      Daí o governador Beto vende a Copel, por trinta dinheiros, e de troco entrega a Sanepar. Que, nesta cena hipotética, porém factível, valeriam ninharias. Quem quer energia? Ninguém. Não serve para nada. Lei de oferta e procura. E privatiza o porto de Paranaguá por mil réis que viraria em sangria de dinheiro público. Mundo em crise, comércio exterior em catástrofe. Vende as estradas estaduais também, vazias de caminhões de escoamento de produção. Não haveria nenhuma. É o pior dos cenários. Mas impossível de acontecer não é!

      Como certeza não se tem do apocalipse correm mais dois anos e a economia do mundo se recupera aos antigos patamares. A Copel e a Sanepar voltam a valer o que valem hoje. Com o Ibovespa tendendo a 70 mil pontos. O Paraná de pobre passa a paupérrimo. E um banco de oportunidades lucra bilhões. Em real, euro, dólar ou libra esterlina. Quem faz um cesto, faz um cento, ensina provérbio. Quem privatizou uma vez privatizará cem. Beto é privativista.

      O Banco do Estado do Paraná estava em dificuldades. Jamais falido. Todos os bancos estaduais estavam em idêntica situação. Faltou vontade política para a salvação. Faltou voz forte para exigir a federalização como a efetuada em bancos estaduais de outras unidades da federação. O Giovani Gionédis ficava sozinho em Brasília, sem apoio algum, a tomar chá de cadeira de horas no corredor do ministro da Fazenda. Meses a fio. E lá ia o Gionédis ser humilhado e ter de ainda pedir desculpas. Disse a ele. Pode qualquer cidadão confirmar.

      Quem no Paraná defendeu o Bamerindus? Ninguém. Uma exceção honrosa: Roberto Requião. Deixou de lado pendengas menores com José Eduardo de Andrade Vieira e tentou impedir a malsinada doação de Gustavo Loyola, então presidente do Banco Central sob a égide do tucano Fernando Henrique Cardoso, ao sino-inglês HSBC. Fernando Henrique queria pavonear-se de trazer ao Brasil o renomado grupo. Pegou o chapéu dos outros para fazer a cortesia. O Paraná foi roubado!

      Tudo vi e a tudo assisti. Requião referiu-se a passagem anos depois, já governador, em jantar no Palácio com donos de jornais. Fui acomodado a seu lado e de frente com José Eduardo que confirmou a defesa de Requião no Senado. Sou amigo pessoal do Gionédis. Falamos sempre no celular. Fui um dos primeiros a dele ouvir a notícia da capitulação. Brasília, sob o PSDB, fechou as burras e mandou vender o Banestado por melhor oferta.

      Em crise que instituição suporta funcionar sem ir ao redesconto na Caixa Econômica? Nenhuma. Na última os EUA perderam bancos centenários. Naquele ano a bancada federal do Paraná em Brasília foi omissa. Um grande paranista, que do nome não declino, me fez o acompanhar em visitas a grandes fortunas da terra. Fomos. Ninguém se dispôs a dar nada. Dez ou vinte milhões? Coisa nenhuma. Que morra a míngua o Banestado. Deram de ombros a iniciativa do empresário. Do ramo da comunicação social.

      O Banestado poderia ter sido recuperado sim. Mas os senhores deputados, como o Carlos Alberto Richa, fizeram corpo mole. Não se mexeram. Omissos. Bem mais sossegado homologar a venda. E pronto. Faliu, vende-se a massa. Ora, bolas. Para que se incomodar? E o Paraná ficou sem banco. Dentro da estrita visão de Beto Richa, assumida ontem no debate da Bandeirantes, fica claro até aos beócios que se crise mundial houver o governador Beto passa a Copel no dinheiro bem rapidinho. Dificuldades? Ora, venda-se. Alguém compra.

      Claro, quem compra é o especulador egípcio citado na introdução. Vende na alta, espera o despencório e recompra. O atrativo em vender reside na obviedade que se poderá comprar amanhã a preço de bagatela. Sei. Sou especulador. É basilar em opções e futuros que até hoje opero na BM&F. Conheço a prática e a exerço. O mercado é assim desde La Bourse. Favorece especuladores sempre simpáticos a políticos desinteressados e lenientes em recuperar empresa pública em dificuldades. Se achava que Beto venderia hoje tenho certeza. Absoluta!

      http://pp1-editorial.blogspot.com.br/2010/08/banestado-nao-estava-quebrado.html

  6. A pergunta que tucanos, assemelhados e abobados não souberam ainda responder: Que atrativo viu o ex-ministro Stephanes na Casa Civil para deixar a Câmara Federal? Se não terá caneta muito menos papel político no governo, o que o motiva a sacrificar o mandato parlamentar? Não seria um altruísmo exagerado?”

    Muita$$$$ verdes razões o levaram a tomar esse altruísmo pagão, que o diga um tal de Almeida….

  7. Se há um jornalista ridículo nesta cidade, este é o ‘cara de cuque’ da CBN. Aquele lapeano que comanda o programa da manhã na rádio e à tarde (quase noite) o jornal da Band local. Ele e o velho Mazza são o supra sumo da mídia golpista, mentirosa e comprada por propagandas.
    Hoje ele cobriu de elogios a indicação de Stephanes, o co-responsável pela venda criminosa do Banestado.
    Será que quando esta corja morrer nós teremos gente mais correta na política ?
    Acho que não, pois mesmo com a morte de Martinez e Anibal Khoury as coisas continuaram podres moralmente.

    • Thomas infelizmente não teremos, porque eles já estão preparando os filhos e netos e a cartilha e a mesma de sempre, rouba meu filho.

  8. Parece que esse Cezar decidiu ficar em Curitiba nessa secretaria pra comandar mais de perto a rede de corrupção que foi instalada na prefeitura de Guarapuava, onde seu filhinho é prefeito.

  9. Esse Cezar Silvestri aí é outro mané, aos poucos o governo Richa vai se afundando sozinho, respirando com ajuda de aparelhos.