Requião vem aí em 2014

Gleisi Hoffmann (PT), Beto Richa (PSDB) e Roberto Requião (PMDB).

Gleisi Hoffmann (PT), Beto Richa (PSDB) e Roberto Requião (PMDB).

Caro leitor, anote aí e depois me cobre. A possibilidade de o senador Roberto Requião disputar o governo do Paraná em 2014 cresce a cada dia que passa. E não é facão, típico blefe no jogo de truco. O curso da política está resgatando pelas barbas o peemedebista.

Vamos aos fatos. O arranjo montado para derrotar Requião na convenção do PMDB, em dezembro último, envolveu o governo de Beto Richa (PSDB), e as várias alas do partido: a da bancada estadual na Assembleia e a do ex-governador Orlando Pessuti (considerado o fiel da balança na legenda).

Pois bem, não há santo que faça os deputados se unirem em torno de um único nome para a reforma no secretariado de Richa. Um veta ao outro. O humor dos parlamentares, inclusive, vai se alterando. Agora eles falam que apoio na Assembleia não significa apoio automático à  reeleição do tucano em 2014.

Richa pretende o PMDB apenas para passar um inverno!. Quer garantia que terá maioria na Assembleia até chegar 2014. Depois descarta o aliado, pois sabe que !“ pelo menos hoje !“ terreno na lua! não tem valor comercial.

E o que farão os combativos deputados do PMDB daqui dois anos? Para salvar sua própria pele, muito provavelmente, vão buscar Requião para disputar o Palácio Iguaçu. à‰ o script. Já vi este filme antes, quero registrar.

Não há no horizonte chance alguma de o PMDB se coligar com o PSDB aqui no Paraná ou em qualquer outro estado, pois o partido tende a repetir o vice Michel Temer na chapa da presidenta Dilma Rousseff.

Quem não se lembra dos anos 90 quando Requião perdeu o comando do PMDB para o então governador Mário Pereira? Entretanto, temendo ficar sem coligação e legenda na proporcional, tempos depois os deputados resgataram o velho peemedebista para disputar o governo. E ganhou.

Portanto, em 2014, a tendência que tenhamos três competitivas candidaturas ao governo do Paraná: Gleisi Hoffmann (PT), Beto Richa (PSDB) e Roberto Requião (PMDB).

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