Prefeitura reduz em 37% valor pago por uso de radares. à‰ para rir ou chorar?

radarPor questão de princípio, eu sou contra a indústria da multa.

Você se lembra da Consilux, aquela empresa de radar denunciada no Fantástico? Então, ela continua atuando em Curitiba (desde sempre).

A prefeitura diz que reduziu em 37% o valor pago por uso de 196 radares. Comemora isso como se fosse um gol (só se for contra). Está no site da prefeitura (clique aqui para acessar). Um horror.

Indigne-se com razão (mas não cometa suicídio, caro leitor). Mesmo com a redução, os trouxas (os contribuintes) continuarão pagando valor mensal de R$ 464.003,23. Isto mesmo, por mês! A tungada era de R$ 737.427,28.

à‰ para rir ou chorar?

O ideal, prefeito Gustavo Fruet (PDT), seria mandar esses equipamentos para o ferro velho.

Se eu fosse o prefeito, pagaria ZERO para a indústria da multa.

Acerca da denúncia no Fantástico

Em abril de 2011, o programa Fantástico da Rede Globo veiculou reportagem apontando a existência de uma máfia! da indústria da multa! em diversos pontos do País, que manipularia licitações, pagando propina para obter contratos com prefeituras para a operação de radares e lombadas eletrônicas. Entre as envolvidas estaria a Consilux, que desde 1998 mantém contratos com a prefeitura de Curitiba. A reportagem citava ainda a Perkons, que fabrica e faz a manutenção de lombadas eletrônicas na Capital e em outras cidades paranaenses, e a Dataprom, com sede em Pinhais, região Metropolitana de Curitiba.

No caso da Consilux, o Fantástico exibiu gravações em que o então diretor comercial da empresa, Heterley Richter Jr, afirmava haver um esquema de pagamento de propina de até 5% para a obtenção de contratos de operação de radares. Ele admitia ser possível apagar! multas de políticos e apadrinhados, confessando inclusive que isso já havia sido feito em Curitiba.

Devido a divulgação das denúncias e a repercussão nacional do caso, o então prefeito Luciano Ducci (PSB) havia determinado a suspensão do contrato com a Consilux, anunciando a estatização de radares e lombadas, o que de fato não se concretizou.

Com informações do portal Bem Paraná.

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