Nas vésperas da greve, tucanos acusam politização! na greve dos professores do Paraná

Cerca de 100 mil professores e funcionários de escolas públicas do Paraná prometem cruzar os braços a partir de 13 de março. A greve da Educação poderá colocar em risco o projeto de reeleição do tucano Beto Richa.

Cerca de 100 mil professores e funcionários de escolas públicas do Paraná prometem cruzar os braços a partir de 13 de março. A greve da Educação poderá colocar em risco o projeto de reeleição do tucano Beto Richa.

No próximo dia 13 de março, mais de 100 mil professores e funcionários de 2,1 mil escolas da rede pública estadual vão cruzar os braços por tempo indeterminado no Paraná. Só há uma maneira de o governo de Beto Richa (PSDB) impedir o movimento paredista: cumprir o que prometera à  categoria na campanha de 2010 e durante os dois primeiros anos de gestão.

Entre as reivindicações dos educadores paranaenses estão a implantação de 33,3% de hora-atividade (período dentro da jornada de trabalho do professor para atividades extraclasse); aumento salarial de 7,12% para se alcançar o novo valor do Piso Nacional dos professores; aprovação de adequações na carreira e reajuste de 8,59% para os funcionários de escolas; instituição de um novo modelo de atendimento à  saúde dos servidores. Outra demanda diz respeito à  revisão e ao debate da matriz curricular do ensino fundamental, adotada no final do ano passado pelo governo sem a devida consulta aos educadores.

A Secretaria de Estado da Educação (SEED) é comandada pelo vice-governador Flávio Arns (PSDB), cuja eficiência à  frente da pasta vem sendo muito questionada pela comunidade escolar. A área tornou-se um verdadeiro Calcanhar de Aquiles! da administração tucana. Tanto é que trolls! (militantes virtuais contratados), ligados ao PSDB, tentam desestabilizar discussões nas redes sociais da internet. A última deles é que a greve está sendo politizada! pelos petistas.

Ora, a greve que não é política tem eficácia questionável. A politização de movimentos paredistas é fundamental para elevação do nível de consciência de determinada classe, além estreitar aliança com a sociedade. A luta pura e simples pelas questões econômicas, a greve economicista, tende a levar os grevistas ao isolamento político.

O medo dos tucanos do Paraná com a greve tem outro nome: Gleisi Hoffmann, do PT, a ministra-chefe da Casa Civil que se prepara para disputar o Palácio Iguaçu em 2014 contra Beto Richa.

A greve beneficia a petista? Naturalmente. A greve prejudica o tucano. Naturalmente. Como, então, deixar o jogo empatado? Basta Richa cumprir suas promessas e atender todas as reindicações dos professores e funcionários das escolas. Não existe fórmula mágica. à‰ simples assim.

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