Governos de Brasília e Ponta Grossa intervieram no transporte coletivo. O que Fruet vai fazer em Curitiba?

Eleito sob o signo da mudança e da transparência, Gustavo Fruet (PDT) tem oportunidade ímpar para mostrar firmeza e lado nessa disputa com o monopólio do transporte coletivo. Que Brasília e Ponta Grossa sirvam de bom exemplo para Curitiba. Que caia o monopólio da família Gulin. Amém.

Eleito sob o signo da mudança e da transparência, Gustavo Fruet (PDT) tem oportunidade ímpar para mostrar firmeza e lado nessa disputa com o monopólio do transporte coletivo. Que Brasília e Ponta Grossa sirvam de bom exemplo para Curitiba. Que caia o monopólio da família Gulin. Amém.

Aos poucos, os monopólios no transporte coletivo de diversas cidades vão sofrendo duros golpes. Esses grupos econômicos que dominam área essencial à  população não têm alma nem coração. Eles querem apenas otimizar o lucro, muitas vezes à  custas da qualidade do serviço que prestam, de tarifas caras e de penalizar muito os trabalhadores e demais usuários do sistema que precisam ir e vir diariamente país afora.

Em Brasília, o governador Agnelo Queiroz (PT), interveio em três empresas que são campeãs de reclamação dos usuários. O governo assumiu a operação das linhas. A decisão pode se estender para outras empresas.

A família do empresário Wagner Canhedo Filho, ex-dona da falida VASP, também explora o serviço de transporte público há 50 anos no Distrito Federal. Suas empresas estão na alça da mira do governo petista.

Em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais, Paraná, o prefeito Marcelo Rangel (PPS), anulou na tarde de ontem a renovação do contrato para a prestação do serviço de transporte coletivo com a empresa Viação Campos Gerais (VCG). Uma nova licitação deverá ser aberta no município.

Pois bem, qual vai ser o rumo do prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), nesta questão do transporte coletivo? Cederá à  pressão dos empresários do transporte coletivo, aumentando a tarifa, ou se alinhará ao desejo dos usuários mantendo congelado o preço da passagem?

Nesse mar de indecisão, ontem à  tarde veio à  tona uma sugestão interessante do vereador novato Rogério Campos (PSC): extinguir a Urbs (empresa mista que gerencia o transporte coletivo) e criar uma nova Secretaria do Transporte Coletivo de Curitiba. Acho uma boa a proposta, pois não faz sentido uma S/A!, onde só o poder público entra com dinheiro, gerenciar uma área tão estratégica ao município.

O prefeito Gustavo Fruet não pode perder a oportunidade !“ e o bonde da história !“ de abrir a famigerada caixa-preta! do transporte coletivo. Não pode se entregar aos paraguaios! em um momento em que governantes têm tido posições firmes em relação aos monopólios.

Que Brasília e Ponta Grossa sirvam de bom exemplo para Curitiba. Que caia o monopólio da família Gulin. Amém.

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