EUA querem aumentar privacidade de aparelhos móveis

do New York Times, via Folha

Ilustração.

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Em um movimento forte para proteger a privacidade dos americanos que acessam a internet pelos smartphones e tablets, a FTC (Comissão Federal de Comércio) na sexta-feira recomendou à  indústria de equipamentos móveis que inclua recursos do-not-track (que impede rastreamento) em softwares e aplicativos.

Jon Leibowitz, presidente da FTC, disse que a indústria móvel deve permitir aos usuários não ter suas atividades on-line rastreadas.

O relatório aprovado pela comissão não é obrigatório, mas é uma indicação de quão sério a agência está focada na privacidade móvel.

Na mesma direção, na sexta a comissão multou em US$ 800 mil o aplicativo Path, por desrespeitar regras federais de proteção da privacidade de crianças. O aplicativo, segundo a comissão, recolhia informações pessoais sobre usuários menores de idade, incluindo quase todos os catálogos de endereços dos usuários.

“Nós estamos olhando para questões de privacidade por décadas”, disse Jon Leibowitz. “As novas medidas são necessárias porque o comércio está se movendo para os celulares, e muitas das regras e práticas no espaço móvel são uma espécie de Oeste Selvagem.”

O relatório apresenta um quadro claro de que tipo de atividades podem levar uma empresa a sofrer investigação –como, por exemplo, dar a impressão de que um aplicativo vai reunir dados de geolocalização apenas uma vez, quando, na verdade, ele faz isso repetidamente.

Para empresas como Apple, Google, Microsoft, Amazon e BlackBerry, as sugestões têm o peso de regulamentação. Mas a FTC também tem em vista milhares de pequenas empresas que criam aplicativos.. A introdução dos smartphones criou uma espécie de corrida do ouro entre as start-ups para criar aplicativos com jogos, músicas, mapas e serviços de consumo, como compras e redes sociais.

Morgan Reed, diretor-executivo da Associação para Tecnologia Competitiva, um grupo comercial que representa os desenvolvedores de aplicativos, disse que a organização apoia o relatório da comissão, mas com preocupações a respeito do que chamou de “conseqà¼ências não intencionais”.

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