10 mil trabalhadores do Porto de Paranaguá entram em greve na sexta-feira

Trabalhadores Portuários Avulsos de Paranaguá (TPAs) temem por empregos; Tucano Beto Richa imputa à  ministra petista Gleisi Hoffmann a pecha de privatista.

Trabalhadores Portuários Avulsos de Paranaguá (TPAs) temem por empregos; Tucano Beto Richa imputa à  ministra petista Gleisi Hoffmann a pecha de privatista.

A edição da MP 595 pela Secretaria de Portos, órgão vinculado diretamente à  Presidência da República, está provocando uma série de protesto em todo o país. Na próxima sexta-feira (22), por exemplo, todos os sindicatos de trabalhadores do Porto de Paranaguá — ensacadores, estivadores, arrumadores, conferentes e os funcionários !“ prometem cruzar os braços. São cerca de 10 mil trabalhadores.

Paralelamente a essa manifestação dos portuários, dirigentes petistas entraram em campo para apagar um incêndio de proporções romanas (daquelas provocadas por Nero). No litoral paranaense, o PT luta para tirar do colo da ministra-chefe da Casa Civil o boato de que ela seria a responsável pela privatização do Porto de Paranaguá. Coube ao governador Beto Richa (PSDB) espalhar que a adversária havia se convertido ao neoliberalismo (clique aqui para relembrar).

Ontem à  tarde, em nota oficial enviada a este blog, a Presidência da República negou que esteja privatizando o Porto de Paranaguá.

Não procedem as notícias veiculadas, anunciando a privatização de portos públicos e, particularmente, do Porto de Paranaguá!, desmentiu o Palácio do Planalto (clique aqui para ler a nota oficial), mas os trabalhadores daquele porto acreditam que o pior ainda está por vir. Por isso convocaram a greve na sexta.

O blog apurou que os líderes sindicais querem negociar com a presidenta Dilma Rousseff e a ministra Gleisi Hoffmann a não extinção do trabalho avulso, pois eles dizem que o surgimento de empresas privadas vai propiciar o fim dessa modalidade de ocupação portuária.

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