2 de fevereiro de 2013
por Esmael Morais
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“CIA tem acesso ao material do Google”, revela Assange

do Estadão

imageA Internet está se transformando no maior instrumento de vigilância já criado e a liberdade que ela representa estaria seriamente ameaçada. A avaliação é de Julian Assange, criador do Wikileaks e que, há sete meses, vive na embaixada do Equador em Londres. Para ele, a web redefiniu as relações de poder no mundo, se transformou no sistema nervoso central hoje das sociedades! e chega a ser mais determinante que armas. O problema é que esse poder está agora se virando contra as populações.

O australiano recebeu a reportagem do Estado para uma entrevista sobre seu livro Cypherpunks, Liberdade e o Futuro da Internet!, que está sendo lançado no Brasil nesta semana pela Boitempo Editorial.

Segundo ele, ao colocar informações em redes sociais, internautas pelo mundo estão fazendo um trabalho de graça para a CIA. Hoje, o Google sabe mais sobre você que sua mãe!, disse. Esse é o maior roubo da história!.

Durante a entrevista, Assange defendeu seu anfitrião, o presidente equatoriano Rafael Correa, diante de sua ação contra jornais no Equador.

Sobre o futuro do Wikileaks, Assange já prometeu que, em 2013, um milhão de novos documentos serão publicados. Ao Estado, ele garantiu: haverá muita coisa sobre o Brasil!. Confira abaixo alguns trechos:

O Estado de S. Paulo: A Internet é o símbolo da emancipação para muitos e foi apresentada como a maior revolução já feita. Mas agora o sr. traz a ideia de que há uma contra-ofensiva a isso tudo. O sr. considera que a Internet está em uma encruzilhada?

Julian Assange: Diferentes tecnologias produzem mais poder para estruturas existentes ou indivíduos e isso tem sido a história do desenvolvimento tecnológico, ao ponto que podemos ver a história da civilização humana como a história do desenvolvimento de diferentes armas de diferentes tipos. Por exemplo, quando rifles, que podiam ser obtidos por pequenos grupos, eram as armas dominantes em seu dia, ou navios de guerra ou bombas atômicas. E isso define a relação de poder entre diferentes grupos de pessoas pelo mundo. Desde 1945, a relação entre as superpotências dominantes tem sido definida por quem tem acesso à s armas atômicas. Mas o que ocorre agora é que Internet é tão significativa que está começando a redefinir as relações de força que antes eram definidas pelos diferentes sistemas de armas que um país tinha. Isso porque todas as sociedades que tem qualquer desenvolvimento tecnológico, que são as sociedades influentes, se fundiram totalmente com a Internet. Portanto, não há uma separação entre o que nós pensamos normalmente que é uma sociedade, indivíduos, burocracia, estados e internet.

A internet é o alicerce da sociedade, suas artérias, os nervos e está conectando os estados por cima das fronteiras. A Internet é um centro, se não for o centro, da nossa sociedade. Ela está envolvida na forma que uma sociedade se comunica consigo mesmo, como se comunica entre elas. Não é só simplesmente um sistema de armas ou fonte energia. Não é certo pensar como se fosse o sangue da sociedade. à‰ o sistema nervoso central da socidade. Portanto, se há um problema na Internet, há um problema com o sistema nervoso da sociedade. Agora, víamos antes a internet como uma força liberatadora, que garantia à s pessoas que não tinham informação com informação e, mais importante ainda, com conhecimento. Conhecimento é poder. Outras coisas tambem são poder. Mas ela deu muito poder a pessoas que antes não tinham poder. E não apenas mudou a relação entre os que tem poder e aquelas que não tem, dando conhecimento à queles que não tinham conhecimento. Mas também fez todo o sistema funcionar de forma mais inteligente. Todos passaram a poder tomar decisões mais inteligentes e puderam passar a cooperar de forma mais inteligente. Agindo contrário a essa força está a vigilância em massa criada por parte do estado. Leia mais

2 de fevereiro de 2013
por Esmael Morais
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PM de Santa Catarina registra 14 atentados contra órgãos públicos e incêndios em ônibus

da Agência Brasil

A Polícia Militar (PM) de Santa Catarina contabilizou 14 atentados contra órgãos públicos e incêndios em ônibus e um guincho. O levantamento foi feito entre as 20h de ontem (1!º) e as 7h de hoje (2) e divulgado pelo governo do estado.

A base da Polícia Militar, um presídio, uma delegacia e a prefeitura de Itajaí foram atacados. A PM também registrou sete ônibus e um guincho particular incendiados e tentativas de ataques contra um ônibus e um caminhão.

Segundo as informações divulgadas pelo governo estadual, ninguém saiu ferido dos atos de vandalismo. A polícia deteve 14 adultos e um adolescente. Por causa do agravamento das ações de violência no decorrer da semana, o governo estadual anunciou, na tarde de ontem, uma série de medidas para enfrentar e coibir os atos criminosos.

Para combater novos ataques contra transportes coletivos, a Polícia Militar informou Leia mais

2 de fevereiro de 2013
por Esmael Morais
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Abaixo os imbecis!

Excelente editorial da revista CartaCapital, desta semana, assinado pelo jornalista Mino Carta, no qual analisa as causas da imbecilização da sociedade brasileira. Vale a pena conferir:

A imbecilização do Brasil

Há muito tempo o Brasil não produz escritores como Guimarães Rosa ou Gilberto Freyre. Há muito tempo o Brasil não produz pintores como Candido Portinari. Há muito tempo o Brasil não produz historiadores como Raymundo Faoro. Há muito tempo o Brasil não produz polivalentes cultores da ironia como Nelson Rodrigues. Há muito tempo o Brasil não produz jornalistas como Claudio Abramo, e mesmo repórteres como Rubem Braga e Joel Silveira. Há muito tempo…

Os derradeiros, notáveis intérpretes da cultura brasileira já passaram dos 60 anos, quando não dos 70, como Alfredo Bosi ou Ariano Suassuna ou Paulo Mendes da Rocha. Sobra no mais um deserto de oásis raros e até inesperados. Como o filme O Som ao Redor, de Kleber Mendonça, que acaba de ser lançado, para os nossos encantos e surpresa.

Nos últimos dez anos o País experimentou inegáveis progressos econômicos e sociais, e a história ensina que estes, quando ocorrem, costumam coincidir com avanços culturais. Vale sublinhar, está claro, que o novo consumidor não adquire automaticamente a consciência da cidadania. Houve, de resto, e por exemplo, progressos em termos de educação, de ensino público? Muito pelo contrário.

Nossa vanguarda. Imbatíveis à  testa da Operação Deserto

E houve, decerto, algo pior, o esforço concentrado dos senhores da casa-grande no sentido de manter a maioria no limbo, caso não fosse possível segurá-la debaixo do tacão. Neste nosso limbo terrestre a ignorância é comum a todos, mas, obviamente, o poder pertence a poucos, certos de que lhes cabe por dire Leia mais

2 de fevereiro de 2013
por Esmael Morais
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Quais são os Judas do PSDB que votaram em Renan?

do Brasil 247

Quais foram os senadores do PSDB que traíram a orientação do partido pelo voto em Pedro Taques, do PDT, e não, como rezava todo o combinado, em Renan Calheiros, para presidente do Senado? De sete votos tucanos contabilizados pelo vitorioso PMDB, dois já se sabem: o do noviço no Senado e octagenário Rubem Figueiró (MT), de 81 anos, e do veterano ex-governador Cícero Lucena (PB). Faltam ser identificado cinco entre nove tucanos !“ uma vez que a bancada tem 11 senadores.

De toda forma, a gratidão pela pulada de cerca dos tucanos se deu, após algum regateio e conferência dos cálculos em torno do voto secreto. O partido ganhou a 1!ª secretaria da mesa diretora, que será ocupada pelo senador Flexa Ribeiro (PA). Pelo jeito, ele pode ter sido mais um dos que votaram em Renan.

O líder àlvaro Dias não gostou, publicamente, da história. Abalado pela, na prática, perda de liderança, uma vez que não conseguiu manter a bancada unida em torno do voto no oposicionista Taques, Dias saiu-se com a seguinte: “Por mim, a gente abriria mão desse cargo”.

Não é o que vai acontecer. A partir da primeira hora da gestão de Renan, com sete dissidentes apontados em 11 a favor de sua eleição, o PSDB pode ser visto, por um ângulo rigoroso, como um partido de apenas quatro senadores. Os demais estão, como dizem os políticos, votando com suas consciências, e não com a disciplina necessária para fazer parte de uma agremiação partidária. Os receosos de uma pulverização de quadros do PSDB ganharam, no Senado, um novo motivo para se preocuparem ainda mais.

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2 de fevereiro de 2013
por Esmael Morais
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Requião: Copel fala em nome do interesse público, mas visa lucro dos acionistas privados

por Luiz Carlos Azenha, do Vi o Mundo

O senador Roberto Requião não é fã incondicional do modelo adotado pelo governo Dilma para o setor elétrico. Diz que os consumidores do Paraná eram e continuam sendo prejudicados. Mas rejeita a noção de que a empresa estatal de energia do Estado, a Copel, não tenha aderido à  proposta do governo federal !“ de antecipar a renovação de concessões em troca de redução de tarifas !” para defender o patrimônio público. Isso porque, segundo o senador, 70% das ações da Copel estão nas mãos de acionistas privados, cujo interesse fez o Paraná deixar de ter a tarifa mais baixa do Brasil.

No ano passado, durante o bombardeio contra a medida provisória do governo Dilma que alterava o setor, para reduzir o custo das tarifas, Requião fez um discurso inflamado no Senado (ver abaixo). Em recente entrevista, o senador acrescentou detalhes:

Viomundo: Senador, como mudou a gestão da Copel de quando o sr. era o governador do Paraná?

Roberto Requião: A Companhia de Energia Elétrica do Paraná, quando eu assumi o governo, estava falida. Falida não apenas por má gestão, mas em função de desvios administrativos. Ela fez um acordo com a Argentina, de compra de energia, que era mais ou menos assim: vamos supor que ela comprava o megawatt hora da Argentina por 117 reais, é apenas um exemplo, não me lembro qual era o valor exato, é aproximado. A Argentina naquela época não tinha energia para oferecer, estava numa crise, falta de energia muito grande. A fornecedora comprava energia no mercado spot brasileiro, a 30 reais o megawatt, e vendia à  Copel por 117. A Copel comprava energia brasileira, à s vezes dela mesma !” que vendia por 10 reais !” e comprava por 117! Eu tive que agir e liquidar com esse tipo de contrato.

Viomundo: Houve outros casos parecidos?

Roberto Requião: Sim, a Copel tinha feito uma usina a gás em Araucária e ao lado tinha feito uma usina de processamento de gás, tocada por americanos, porque diziam que o gás da Bolívia não seria compatível com a usina de produção de energia. Eu levantei uma suspeit Leia mais

2 de fevereiro de 2013
por Esmael Morais
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Audiência do Jornal Nacional derrete e pode acelerar mudanças na TV Globo

do Brasil 247

Numa declaração sincera, mas nem tão feliz assim, o jornalista William Bonner, da Globo, disse certa vez que apresentava o Jornal Nacional para o “Homer Simpson”, o que explicaria a falta de profundidade nas análises do principal noticiário da televisão brasileira. A fórmula, no entanto, parece estar envelhecendo. Dados levantados pela coluna Zapping, da Folha de S. Paulo, indicam que a audiência do JN está praticamente derretendo.

“Com uma média de 24,5 pontos, o “Jornal Nacional” (Globo) registrou o pior janeiro de sua história. Em relação ao mesmo período de 2012, o telejornal de William Bonner e Patrícia Poeta caiu sete pontos: no ano passado, registrou 31,3 pontos. Antes disso, o pior Ibope do “JN” havia sido marcado em janeiro de 2010 (29,2 pontos). O melhor resultado foi em 2001, quando encerrou o mês de janeiro com 40 pontos”, informa a coluna.

Como o JN é o principal produto jornalístico da Globo, de onde vem sua influência e, portanto, sua audiência publicitária, os dados são alarmantes. Recentemente, a Globo contratou o publicitário Sérgio Valente, ex-presidente da DM9, uma agência do grupo de Nizan Guanaes, para azeitar suas relações com o governo e com o mercado publicitário. A missão de Valente será fazer com que a Globo continue a ter uma receita que é, a cada dia que passa, mais desproporcional em relação à  sua audiência, que vem evaporando.

No ano passado, apesar de sua audiência menor, a Globo fechou seus balanços com um faturamento 10% maior do que o de 2011, com receitas de R$ 12 bilhões. Não será tão simples manter o ritmo em 2013.

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