Vereadora forjou sequestro para não votar na oposição em Ponta Grossa; PT fala em expulsão

Deputado Péricles Mello.

Deputado Péricles Mello.

Enquanto a repercussão do falso sequestro da vereadora Ana Maria Branco de Holleben (PT) atinge projeção nacional, a reportagem do Jornal da Manhã obtém documentos que detalham as versões do segurança da petista, Idalécio Valverde de Souza, e da mulher dele, Susicleia Rocha Valverde da Silva, os quais participaram da simulação e estão presos acusados pela Polícia Civil de falsa comunicação de crime, fraude processual e formação de quadrilha, assim como a própria Ana Maria.

No interrogatório, Idalécio e Susicléia afirmam que a petista não queria votar no candidato da oposição, Paulo Cenoura (PSC), devido à  participação do vereador Marcelo Careca no grupo, o qual é ex-assessor de Ana Maria, correligionário e concorrente nas eleições de outubro, tendo sido eleito, inclusive, com mais votos que ela (2.097 a 2.084) e se tornado um desafeto da professora. No entanto, de acordo com o relato do motorista, ela também não se sentia à  vontade para aderir ao grupo da situação. Em entrevista exclusiva ao JM, Idalécio reiterou os detalhes declarados. No caminho a vereadora falou: “Idalécio eu não vou votar na sessão porque as duas chapas estão erradas. Não quero votar. Vou sumir”!.

Segundo o deputado estadual Péricles de Mello, presidente municipal do PT e primo de Ana, o caso deve ter mais desdobramentos, pois uma quarta pessoa, que continua foragida e cuja identidade não foi revelada, seria ligada ao PSB, partido do vice-prefeito Doutor Zeca e com interesse na eleição da Câmara.

“Não podemos assegurar nada ainda, mas vendo o depoimento da Ana e ao mesmo tempo envolvimento dessa pessoa, tenho certeza que o caso terá muito desdobramento. Se fosse simplesmente para não ir à  sessão da Câmara, ela poderia ter agido de outra forma, pois é uma pessoa muito respeitada, tem história no partido e na cidade”, afirmou ao Estadão.

As informações são do Jornal da Manhã e do Estadão.

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