Requião suspeita que subsídio da tarifa de ônibus em Curitiba “engordou” caixa 2 tucano

Senador compara subsídio da tarifa de Richa à  redução de pedágio de Lerner

Requião: O subsídio [de Richa] não foi para o povo. Foi direto para os empresários concessionários do transporte coletivo. A gente pode imaginar o que isso significou de aporte, recursos improváveis, caixa dois de campanha eleitoral!.

Requião: O subsídio [de Richa] não foi para o povo. Foi direto para os empresários concessionários do transporte coletivo. A gente pode imaginar o que isso significou de aporte, recursos improváveis, caixa dois de campanha eleitoral!.

O senador Roberto Requião (PMDB/PR) lembrou que quando disputou o governo do Paraná com Jaime Lerner a implantação do pedágio havia desgastado muito a imagem do então governador, que numa manobra eleitoreira reduziu as tarifas. Depois de reeleito, Lerner concedeu um aumento de 116% nas tarifas do pedágio.

Esta manipulação surge hoje com o Beto Richa. No ano eleitoral, ele subsidia durante um ano, com R$ 60 milhões, o transporte coletivo de Curitiba para favorecer a eleição do seu candidato. Subsídio só para Curitiba. Não foi suficiente. Ele perdeu a eleição!, lembrou Requião.

O senador enfatiza que não houve nenhuma auditoria na tarifa do transporte coletivo da capital. O subsídio não foi para o povo. Foi direto para os empresários concessionários do transporte coletivo. A gente pode imaginar o que isso significou de aporte, recursos improváveis, caixa dois de campanha eleitoral!, afirmou.

Requião informou que está mandando um pedido de informação para o Governo do Paraná e o Tribunal de Contas para saber exatamente como estão as finanças do Estado. O governador assumiu o governo e criou 330 e poucos cargos em comissão. Paralelamente a isso foi cooptada a Assembléia inteira!, destacou.

Agora, na véspera das eleições para o diretório estadual do PMDB do Paraná, a bancada inteira resolvei apoiar o Beto Richa e combater a minha candidatura à  presidência do partido. E o governador criou 70 novos cargos comissionados paralelamente ao processo eleitoral!, contou.

Se houvesse Ministério Público funcionando no Paraná isto já teria sido investigado. Não há dúvida que é crime eleitoral e improbidade administrativa. Mas no Paraná seguramente nós não temos Ministério Público!, disse Requião.

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