Professor Lemos, do PT, quer puxar o tapete do prefeito reeleito de Cascavel

via O Paraná

Lemos denuncia prefeito Edgar por manter caixa 2 na eleição.

Lemos denuncia prefeito Edgar por manter caixa 2 na eleição.

O gasto de R$ 1.012.026,36 declarado pelo prefeito Edgar Bueno (PDT) durante a campanha eleitoral do ano passado está sendo questionado pela coligação A Cascavel que Queremos Inclui Você! (PT, PMDB, PCdoB, PPL e PRB), que disputou o segundo turno com o candidato Professor Lemos (PT).

O grupo de partidos denuncia o prefeito e o vice, Maurício Theodoro, de manterem caixa 2 durante a campanha eleitoral, o que é proibido e pode ser punido com cassação de mandato.

A representação eleitoral é extensa e aponta a falta de verossimilhança entre o valor gasto e a gigante estrutura de campanha utilizada pela coligação Minha Vida é Cascavel!, de Edgar Bueno. A ação lista ocultação e subfaturamento de diversas despesas. Uma delas é o aluguel de veículos.

Na prestação de contas da coligação consta a contratação da empresa Cotrans Locação de Veículos LTDA, que teria cedido 25 carros ao custo total de R$ 8.278,04 para uso entre os dias 5 de julho e 26 de outubro.

A representação mostra a discrepância em relação ao valor de mercado para aluguel de veículos com base nos valores pagos pela própria coligação de Lemos, que também alugou veículos. A locação de um Celta 1.0, custou R$ 90 por dia. Também foi alugado um Chevrolet Classic 1.0 com ar e direção hidráulica, que custou R$ 128 à  coligação encabeçada pelo PT.

Um simples cálculo aritmético com base nos valores apresentados nas notas ficais juntadas pelos representados [prefeito e vice], verifica-se que cada veículo [incluindo um caminhão palco que acompanhou toda a campanha] custou cerca de R$ 9 por dia de locação, valor que não encontra qualquer respaldo fático!, relata a representação, que também mostra fotografias de carros usados na campanha e que teriam sido omitidos na prestação de contas.

A ação também aponta inconsistências na contratação de pessoal, locação de imóveis, publicidade, pesquisas eleitorais e até o uso do balão que sobrevoou a cidade durante a campanha. A coligação requer a cassação dos diplomas de Edgar Bueno e Maurício Theodoro.

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