Os rebeldes do Paraná: da ocupação da PUC ao impeachment de Collor; veja o vídeo

Há 20 anos estudantes entraram para a história ao participarem do impeachment do presidente Collor. No mesmo momento, em Curitiba, centenas de jovens ocupavam o campus da Universidade Católica do Paraná por mais de um mês para lutar por seus direitos e continuar seus estudos. Tanto a “pequena história” quanto a “grande história” estão contada em um livro de Mário Hélio Gomes.

No vídeo promocional acima, depoimentos do então presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Francisco Zanicoti, e dos diretores da entidade em 1992, Guilherme Gonçalves, Ricardo Gomyde e Luiz Fernando Pereira.

A obra “Rebeldes do Paraná – o impeachment do presidente Fernando Collor e a ocupação da PUCPR” será lançada no próximo dia 11 de dezembro, à s 17 horas, no Bar Brahma, em Curitiba.

Em fevereiro de 2013, um novo lançamento do livro será feito na PUCPR com as presenças do ex-presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), senador Lindbergh Faria (PT-RJ), e dos atuais dirigentes da agremiação.

13 Comentários

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  1. Pingback: Estudantes querem "estatização", congelamento das mensalidades e democratização na PUCPR | Esmael Morais

  2. Fui um dos 5 expulsos ao final da ocupação. Um destes só apareceu no primeiro dia e quebrou a porta. Um laranja coitado. Os outros três foram o Francisco Zanicoti, O Pereirinha e outro que me esqueço o nome agora, mas tão determinante quanto. O Gomide também teve sua participação mas, este gordinho que fala no vídeo, este nunca apareceu por lá, nem sei quem é. Teve muita gente importante no movimento, mas ninguém pode negar que a pessoa mais determinante neste processo foi o Pereirinha. Um garoto com grande capacidade intelectual, articulação e uma oratória de dar inveja a qualquer um. Não se pode medir a participação pelo tempo que se ficava no prédio da reitoria, mas pelos atos de cada um. Queria ver o “Mac Giver” contando algumas coisas. Fora o laranja da porta, estou certo que nós quatro que fomos expulsos trazemos este episódio com orgulho em nossos currículos e todos as outras centenas de estudantes que também estavam lá podem se orgulhar de não terem passado pela história, mas de tê-la construído. Confesso minha decepção em não ter dado meu depoimento para este livro. No livro do Manfredini cheguei a escrever dois capítulos, acho que tinha algumas coisas para relatar. Enfim, a história pertence a quem a narra. De qualquer forma fica o registro deste momento.

    • Sergio, concordo com tudo que citou, mas tem muiiiitttaaa gente que não foi ouvida e tinha muito o que contar…
      Abraços a todos e fora os Pelegos…. KKKKKK

  3. Grotesca falsicação da história. Por isso o Pereirinha sabotou a publicação do livro factual do jornalista Luis Manfredini. Pereirinha usou o método da censura stalinista e engavetou a obra

  4. As reações do impeachment de Collor no Paraná nada mais foi do que um “beicinho” para a “MAMÃE CONSERVADORA”. O estado que deu o maior percentual para a vitória de Collor não tinha muita moral para destituí-lo do poder com tanto desprezo.

  5. Os “protagonistas do vídeo”, rebeldes ? Só pode ser piada. Aliás, o Guilherme Gonçalves, se não me falha a memória, nem na PUCPr estudou.

    Muitos outros que participaram da ocupação tiveram envolvimento mais legítimo que estes.

    Qual a finalidade do livro, a não ser promover 3 ou 4 ?

    Esse momento do movimento estudantil foi emblemática e bonito, deve ser contado com isenção, e não como produto de promoção barata ou de auto promoção.

  6. Fui estudante na epoca, acompanhei essa turma toda. O lider na verdade daqele movimento não tem cargo público e está esquecido, o até hoje humilde e amigo Zanicoti, que junto com os secundaristas do PCdoB (esses seguravam a barra pesada) sustentaram o movimento, muitas só comendo pão com mortadela.

    Pereirinha, Gomyde, Guilherme só chegavam ao meio-dia, de banho tomado, cabelo penteado e café tomado no Hotel De Rey. Ia esquecendo nas horas das entrevistas eles estavam. E o Zani, depois de tudo aquilo, pirou e teve que visitar psicologos. Essa é a verdadeira história jornalista Esmael Moraes.

    Outra coisa, eu e muitos do curso de comunicação fomos entrevistados por uma moça e um jornalista, não lembro o nome agora, sobre um livro, tiramos fotos e tudo. Você sabe desse outro livro?

    Acompanho o seu trabalho e admiro a sua coragem. Era necessário falar isso também. Se voce estiver no lançamento vou apresentar para vc.

    Obrigado Esmael

  7. Participei dessa ocupação ficamos um mes acampados na Puc tenho fotos desse momento. Estão lançando um livro? Essa história foi construída, vivida por muitos autores.

  8. Parabéns aos companheiros Gomyde,Luiz Fernando e Chico. Saudades dos bons tempos de DCE da PUC

  9. Chega dos mesmos. Que venha agora o HoMeM do Mapa da Mina, o PNBC e a Meritocracia Eleitoral.

    “Novas ilusões?
    Quem sabe.
    Mas sem elas, é
    a rotina do já
    visto, das
    malfeitorias e
    dos “não sei,
    não vi”

    FHC também já é nosso e boi não lambe.

    Do Jornal Zero Hora, de Porto Alegre/RS

  10. Rebeldes, ou rebeldes pero no mucho ? Eis a questão. Há 31 anos fechei a conclusão sobre Sodoma (modello de república) e Gomorra (modello pollítico-partidário-eleitoral), e a necessidade imperiosa do Projeto Novo e Alternativo de Nação e de Política-partidária-eleitoral para por fim às ditas cujas, passando a espreitá-las passo-a-passo, dia após dia, durante anos, até chegar à conclusão do PNBC e da Meritocracia Eleitoral. E daí, à pergunta que nunca mais quis se calar no meu cérebro: destruir ou não destruir Sodoma e Gomorra ? Eis a questão.

  11. Pena que o tempo passa! E, parafraseando Heráclito, tudo muda…