Câmara vai devolver simbolicamente mandato a 173 deputados cassados na ditadura

Luiza Erundina.

da Agência Brasil

Cento e setenta e três deputados cassados sem o devido processo legal entre 1964 e 1977, durante o período da ditadura militar no Brasil (1964-1985), terão os mandatos devolvidos simbolicamente, durante solenidade amanhã (6), na Câmara dos Deputados. A iniciativa é da Comissão Parlamentar Memória, Verdade e Justiça, que integra a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, pretende resgatar a história e a importância dos parlamentares eleitos pelo povo e impedidos de exercer o mandato.

A presidenta da comissão parlamentar, deputada Luiza Erundina (PSB-SP), lamentou que entre os deputados cassados menos de 30 estejam vivos. Ela informou que 17 deles já confirmaram presença no evento.

Para o coordenador da Comissão Nacional da Verdade, Claudio Fonteles, trata-se de um ato de extrema grandeza!. A comissão apura as violações de direitos humanos praticadas por agentes públicos no período da ditadura militar.

Significa restaurar pessoas que, por fidelidade ao seus mandatos e por manifestarem coerência a suas posições político-ideológicas, sofreram um ato de subversão total!, avaliou.

Durante a homenagem, serão entregues aos ex-deputados ou a seus parentes documento em forma de diploma e broche de uso parlamentar. Logo após a sessão solene, será inaugurada a exposição Parlamento Mutilado: Deputados Federais Cassados pela Ditadura de 1964 e lançado livro de mesmo nome, assinado pelos consultores legislativos Márcio Rabat e Débora Bithiah de Azevedo.

A exposição, que será montada no corredor de acesso ao plenário e no hall da Taquigrafia, reúne imagens que retratam os momentos mais tensos vividos pelo Congresso Nacional entre 1964 e 1985. O destaque da mostra é o painel A verdade ainda que tardia, do artista plástico Elifas Andreato, que compôs uma visão sobre a repressão e a resistência nos chamados anos de chumbo.

6 Comentários

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  1. Grande evento, Câmara dos Deputados lotada, tive a honra de participar abraçando nacionalistas como Alencar Furtado, Léo de Almeida Neves (PDT), Plínio de Arruda Sampaio, Bernardo Cabral e Lígia Doutel de Andrade (PDT), que falou em nome dos homenageados… Foi comovente testemunhar a alegria dos velhos baluartes das causas públicas recebendo seus mandatos de volta, porque foram usurpados pela ditadura, embora que simbolicamente (irônico isto quando o ‘consenso das cúpulas’ deliberou dar um ano para Sarney, 25 anos atrás, não foi ato simbólico)..

  2. sera que alencar furtado ex deputado do mdb vai receber tambem? engraçado o caso heitor furtado nunca foi esclarecido ,não me lembro que a justiça desamarrou esse nó de sete pontas….geiser foi o maior cassador de deputados ,não era o stf ,não precisava processo .somente criticasse o sr geiser ,ele madava cassar o madato ,alencar furtado dormiu deputado e acordou sem mandato…

  3. Será que devolverão os subsídios destes também???

  4. Na Ditadura não tinha essa ladrãozada, tanto na rua como na política, era cassete,porrada,ai sim a coisa funcionava.
    Hoje ficamos observando tudo errado em nossa volta e tá tudo certo.
    Viva a falsa Democracia, digo,roubocracia.

  5. e quando vao amparar os que morreram pela mao da petezada….

  6. CARAMBA ERA DITADURA , SERA QUE ESSES LERDOS NAO ENTENDEM…