Brasil adota modelo de desenvolvimento chinês, diz Washington Post

da BBC Brasil

Em meio a desaceleração, Brasil se fecha em ‘modelo chinês’, diz jornal

Dilma Rousseff.

A desaceleração econômica iniciada no ano passado levou o governo brasileiro a fechar seu mercado e buscar inspiração na China, segundo avaliação de reportagem publicada na edição desta terça-feira do diário americano The Washington Post.

De acordo com o jornal, medidas tomadas nos últimos meses, como o aumento de tarifas de importação de peças automotivas, geram preocupação no governo americano com o crescente protecionismo brasileiro.

“A desaceleração econômica e a resposta do governo a isso são uma crescente preocupação entre autoridades americanas, temerosas de que o Brasil possa estar adotando um novo rumo agressivo – se afastando do caminho que os Estados Unidos defenderam com sucesso para o México, a Colômbia e outras nações latino-americanas, e em direção ao capitalismo dirigido pelo Estado que os Estados Unidos vêm lutando para mudar na China”, afirma a reportagem.

“Enquanto a economia global luta por políticas comuns que possam estimular uma recuperação ainda incipiente, o impulso na direção do protecionismo por um influente país em desenvolvimento é visto em Washington como um retrocesso”, diz o texto.

O diário observa que o governo brasileiro argumenta que as medidas são uma proteção temporária para ajudar o país a enfrentar a concorrência da mão de obra barata da China e do crédito barato gerado pela política de relaxamento monetário do banco central dos Estados Unidos.

‘Posição desonrosa’

A reportagem comenta que a voz do Brasil sobre questões econômicas e de comércio global vem ganhando força, pelo fato de o país ter tirado uma grande parcela da população da pobreza, além de ter grandes reservas de recursos naturais e de ter alcançado o posto de sexta maior economia mundial.

Apesar disso, observa o jornal, o revés econômico recente “obscureceu a teoria aceita de que as economias emergentes poderiam sozinhas manter o sistema global estável e crescendo” num momento em que os países desenvolvidos enfrentam graves crises.

“As autoridades e as empresas americanas vêm defendendo laços americanos mais profundos com nações como a China e o Brasil com a expectativa de que, mesmo que a capacidade industrial e os empregos sejam transferidos para esses locais, seu crescimento e sucesso beneficiariam os Estados Unidos – uma estratégia que presume que esses mercados se abram de maneira constante”, diz o jornal.

Para a reportagem, apesar do “milagre” econômico da última década, com o controle da inflação e das contas públicas e da elevação de 35 milhões de pessoas à  classe média, o Brasil ainda não conseguiu desenvolver sua indústria a ponto de deixar de depender de seus recursos naturais e do consumo interno para crescer.

O Washington Post conclui afirmando que “a situação deixa um ambiente econômico complicado” e observa que um recente estudo do Banco Mundial colocou o país como 130!º entre 185 países em um ranking sobre facilidade para fazer negócios. Para o jornal, “uma posição desonrosa para um país que tenta se apresentar como um modelo global”.

11 Comentários

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  1. os americanos ainda não explicou ao mundo ,e a convenção de genebra . sobre o napalm lançado no vietnan . o napalm e uma arma quimica .agora estão preocupados com a siria ,por ser eles ,os americanos a usar o produto.os americanos conhecem o desastre ambiental que provoca .hoje ha muitas area que não prduzem nada no vietnan por causa do napalm.. Nixon foi um grande assassino..

  2. A DILMA ESTÁ CORRETÍSSIMA AO INCENTIVAR A INDÚSTRIA NACIONAL, E NÃO APENAS O CONSUMO INTERNO. É CACETE NA LOBISTAIADA E NAS RAPOSAS EXTERNAS.

  3. Acabou o tempo de americanos ganharem dinheiro fácil em cima do povo brasileiro. Isso era no tempo da tucanada.

  4. Esses estadounidenses são uma piada, quando eles fazem protecionismo pode, quando os outros fazem não pode. Eles continuam os mesmos, sempre querendo sacanear os outros países para que só eles se beneficiem.

  5. os americanos que vão se reindustriazar. a maioria das empresas americanas estão na china ,mão de obra escrava ,mas no brasil esta melhor que nos estados unidos,muitos americanos perderam o emprego pela ganancia , dos empresarios. washington post tambem favoreceu a ditadura no brasil. agora vem com essa ladainha de bobo…

  6. Gostaria de ressaltar que os gringos nos vêem como um país que “tenta se apresentar como modelo global”… Quanto diferença entre isso e o FHC chorando pro Bill Clinton… Obrigado ao PT e aos movimentos sociais que tornaram isso possível.

  7. O protecionismo econômico é a melhor saída para o auto-desenvolvimento em pesquisas e tecnologias próprias em um mundo de capitalismo multinacional agressivo que destrói as economias locais.

  8. olha aí gente!!!!! os patrocinadores do PIG mostrando a cara. tal como em outras epocas no patropi.

  9. Críticas sejam feitas ao PT, mas, sob o aspecto econômico, ninguém teria feito melhor, e nem fará, sem o Projeto Novo e Alternativo de Nação e de Política-partidária-eleitoral, como propõe o HoMeM. A desgraça é que para confiar no Fux, no Barbosa, na Rosa, na Carmém e Cia. bastaram apenas alguns minutos de conversa fiada, mas no HoMeM nem mesmo 32 anos de companheirismo, lealdade e comilança de sal juntos não bastam. Coisas do petismo.

  10. o que o editorial prega é: Os E.U.A entram com o pé e o Brasil com a bunda…

  11. os estrados unidos nao estao em condições de dar aula para ninguem… é um dos paises mais protecionistas do mundo, aliado a uma crise causada por incompetecia e desrregulamentação desenfreada, a colombia e o mexico são exemplos do que exatamente? economicamente estão quebrados, em materia de violencia parece são paulo, o reportagenzinha escrita pela miriam leitçao.