Bolívia nacionaliza distribuidoras de energia de companhia espanhola

da Agência France Presse

Policial boliviano vigia sede da empresa de distribuição de eletricidade Electropaz, uma subsidiária da companhia espanhola Iberdrola. O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse neste sábado que decretou a nacionalização das duas empresas distribuidoras de eletricidade do grupo espanhol Iberdrola, para ampliar a cobertura do serviço em áreas rurais. Foto: David Mercado / Reuters.

Policial boliviano vigia sede da empresa de distribuição de eletricidade Electropaz, uma subsidiária da companhia espanhola Iberdrola. O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse neste sábado que decretou a nacionalização das duas empresas distribuidoras de eletricidade do grupo espanhol Iberdrola, para ampliar a cobertura do serviço em áreas rurais. Foto: David Mercado / Reuters.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, decretou neste sábado a nacionalização das empresas distribuidoras de eletricidade das cidades de La Paz e Oruro, geridas pela companhia espanhola Iberdrola.

Após o anúncio, policiais e militares tomaram o controle das unidades, enquanto que os escritórios administrativos no coração da sede do governo estavam sob resguardo policial.

O vice-presidente Alvaro García dirigiu pessoalmente a entrada nos principais escritórios da Electropaz, rodeado de militares e policiais, constatou a AFP. Não foram registrados incidentes com os funcionários.

O gerente da estatal Empresa Nacional de Electricidad (ENDE), Hugo Villarroel, que tomou o controle da Electropaz e Elfeo nomeou neste sábado o engenheiro René Ustariz, como gerente-geral da Electropaz.

“Dispõe-se a nacionalização da totalidade das ações que possui a Sociedade Iberbolivia de Investimentos Sociedade Anônima, nas empresas de eletricidad de La Paz e de Luz e Força de Oruro”, disse Morales em um ato no Palácio Quemado.

A Iberdrola gerenciava as empresas distribuidoras de luz Electropaz, em La Paz, e Elfeo, em Oruro.

“Nos vimos obrigados a tomar essa medida para que as tarifas de serviço elétrico sejam equitativas nos departamentos de La Paz e Oruro e a qualidade de serviço elétrico seja uniforme na área rural e urbana”, argumentou Morales.

O presidente afirmou ainda que a medida garantirá o direito igualitário dos cidadãos que vivem na área rural, com tarifas equitativas e com um serviço de qualidade uniforme”.

Morales, um indígena aymara de tendência esquerdista, explicou que o serviço de luz era mais caro para setores rurais que urbanos, assim como a cobertura.

A medida também afetou a duas empresas menores de serviços: a Companhia Administradora de Empresas Bolívia (CADEB) e a Empresa de Serviços EDESER, também em mãos da Iberdrola, com sede na cidade de La Paz.

As duas empresas de luz e as outras duas de serviços passam a formar parte do patrimônio da estatal Empresa Nacional de Eletricidade (ENDE), na qual o decreto presidencial faculta “realizar todas as ações, medidas societárias e administrativas para assumir o controle, administração, direção e operação das empresas”.

Morales também decretou o pagamento da indenização correspondente à  empresa Iberbolivia Inversiones S.A., cujos valores serão estabelecidos como resultado de um processo de avaliação a ser realizado por uma empresa independente em um prazo de 180 dias”.

O governo não precisou que porcentagem controla a Iberdrola na Electropaz, Elfeo, CADEB e EDESER e a Iberdrola ainda não se pronunciou a respeito.

O presidente boliviano tomou a medida oito meses depois de expropriar a Transportadora de Eletricidade (TDE), empresa na qual a Red Eléctrica de Espanha (REE) possui quase 100% das ações.

Morales também tomou em sua gestão outras medidas contra interesses espanhóis.

Em dezembro de 2010, o governo aprovou uma nova Lei de Aposentadorias e criou a nova Gestora de Segurança Social de Longo Prazo, que substitui as administradoras de pensões Previsión (do Banco Bilbao Vizcaya Argentaria-BBVA, da Espanha) e Futuro (Grupo Zurich, da Suíça).

Morales também nacionalizou em maio de 2006 as reservas de hidrocarbonetos da petroleira Repsol, junto a outras empresas como a brasileira Petrobras, a argentina Panamerican, a francesa Total e a britânica British Petroleum, as quais obrigou a firmar novos contratos de serviços.

O presidente também expropriou empresas de telecomunicações, refinarias de gasolina e fundições de minerais.

14 Comentários

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  6. Por nacionalização, leia-se “roubo de empresas privadas pelo estado”. A ONU ou algum outro órgão internacional devia (mas obviamente não vai, pois só serve para puxar saco de ditadores como os irmãos Castro) punir com embargos os países que adotassem este tipo de prática. O Brasil sabe bem como é estar do outro lado: esse mesmo Evo “Imorales” roubou, digo, nacionalizou campos de produção das empresas estrangeiras no país, entre elas a estatal brasileira Petrobras, em 2006. Isso só havia acontecido antes em regimes ditatoriais no país. Precisa dizer mais?

  7. A NAÇÃO EM PRIMEIRO LUGAR!….

    Corporações estrangeiras tratam a américa latina – Bolívia no meio – como se aqui fôsse seu QUINTAL.

    Eduardo Galeano em seu livro AS VEIAS ABERTAS DA AMÉRICA LATINA, retrata como aqui, NAÇÕES DA AMÉRICA LATINA SEMPRE PERDEM. Países EUROPEUS SEMPRE GANHAM…..

    às nossas custas, é claro!….

    EVO MORALES, como Hugo Chaves, como Rafael Correa, COMO BRIZOLA, coloca os INTERESSES DA PÁTRIA EM PRIMEIRO LUGAR!…

    Empresas estratégicas – para as quais não há concorrência – precisam estar nas mãos do estado.

    “Nos vimos obrigados a tomar essa medida para que as tarifas de serviço elétrico seja uniforme na área rural e urbana”, argumentou Morales.

    É isto!……..

    Corporações Multinacionais têm por objetivo o lucro. Se servem dos seus serviços, quem por ele pode pagar.

    POBRES com elas não têm vez….

    Parabéns a Evo, que têm como prioridade os interesses da Nação. Evo Morales, que se volta para os interesses do povo pobre que, sem a encorpada medida, se veriam ao tempo da lamparinas para a iluminação de seus casebres.

  8. Tava pensando em botar uma garapeira lá. Vou mais não…

  9. LULA LÁ !!!

  10. A nacionalização de empresas de energia na Bolívia, pelo presidente Evo Morales, nos remete para o governo de Leonel Brizola no Rio Grande do Sul, quando há 50 anos o então governador adotou as primeiras iniciativas de expropriação na América Latina tornando nacionais a Bond and Share, que explorava os serviços de eletricidade, e a telefônica ITT, ambas de capital norte-americano. O jornalista FC Leite Filho escreveu sobre isto no site da Rádio Legalidade em abril de 2012, aplaudindo ação semelhante adotada pela presidente da Argentina, Cristina Kirchner, que no início do ano nacionalizou uma empresa espanhola de petróleo, a Repsol. “O que fez Brizola agir? O simples fato de que as duas companhias estrangeiras não investiam na renovação e manutenção dos equipamentos. A consequência disso era a péssima qualidade dos serviços. Porto Alegre e grande parte do Estado viviam às escuras, devido aos cortes constantes de energia. Os telefones, por seu turno, não atendiam à demanda e ofereciam um serviço de péssima qualidade”, conta Leite Filho.
    Mais detalhes: http://radiolegalidade.com.br/?p=2324

  11. O Evo Morales pode ter boas intenções: Mas evo esta fazendo coisas que os bolivianos podem mais tarde pagar por isso. A Bolivia pode no futuro ser uma nação rica ,pela grande concentração de litio.O evo esta com muita sede ,e pode se afogar no pote.Contratos devem ser observados ! quem leva o dinheirola .somente quem quer perder!

  12. Esse indio pilantra merce o mesmo destino do Chaves: cancer e morte!!!!