22 de dezembro de 2012
por esmael
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“Se Dirceu fosse preso, Barbosa seria expulso do STF”, diz Requião

do Brasil 247

Governador do Paraná durante doze anos e senador que ainda tem mais seis anos pela frente, Roberto Requião (PMDB-PR) vive hoje na condição de um homem livre. Pode dizer o que pensa sem se importar com as opiniões alheias. Dias atrás, ele impediu a votação de um empréstimo de R$ 350 milhões que seria tomado por seu estado e foi chamado pelo governador Beto Richa, do PSDB, de “traidor do Paraná”. Ao 247, Requião concedeu entrevista em que falou sobre este e outros temas. “O Beto está perdido e acabado. Devia saber que um empréstimo deve ser tomado para realizar investimentos e não para gastos correntes”, afirmou. “Infelizmente, o Paraná tem hoje um governador que brinca de dirigir Ferrari em Londrina com macacão do Ayrton Senna”.

Requião faltou também sobre o processo do mensalão. Defendeu a convocação do procurador-geral Roberto Gurgel pelo Senado para prestar esclarecimentos sobre sua conduta. “O que ele fez foi uma manobra para fraudar a vontade do plenário”, disse o senador, referindo-se ao pedido de prisão antecipada, retirado na segunda-feira, quando seria rechaçado pela maioria dos ministros, e reapresentado na quarta. Segundo Requião, se Joaquim Barbosa acatasse, seria deposto pelo plenário do STF ou pelo Congresso. Confira, abaixo, os principais trechos da entrevista:

247 – O governador do Paraná, Beto Richa, acaba de chamá-lo de traidor do Paraná por ter levantado empecilhos a um empréstimo. O senhor não deveria ter ajudado seu estado?

Roberto Requião – Foi exatamente o que eu fiz. Em 2002, quando quando eu assumi o governo, o Paraná estava quebrado pelo excesso de endividamento, deixado pelo governo do Jaime Lerner, que tinha como grande operador o Cássio Taniguchi !“ o mesmo que atua hoje no governo do Beto. Foi essa situação que causou a privatização do Banestado e a quase privatização da Copel, bem como a venda de parte do controle da Sanepar, o que eu consegui evitar. Além disso, venderam a folha de pagamentos dos funcionários para o Itaú e continuaram devendo ao banco. Um trambicaço. O modelo deles é muito simples. Quebram o estado e depois privatizam.

247 – Esse empréstimo não era importante?

Requião – Não. Se fosse um projeto estruturante, que gerasse investimento e crescimento futuro para o Paraná seria uma coisa. Mas aumentar gastos correntes e fazer agrados para alguns prefeitos para ajudar o Beto a se reeleger não faz o menor sentido.

247 – Ele terá dificuldades para se reeleger?

Requião – A meu ver, está perdido. Não tem criatividade, não governa e gosta de dirigir Ferrari vestido com o macacão do Ayrton Senna, quando vai a Londrina. O Paraná, infelizmente, tem um playboy no governo. Um hedonista.

247 – Ele afirma que recebeu uma herança maldita.

Requião – à‰ verdade. Ele recebeu uma herança maldita, mas foi genética.

247 – O senhor já foi três vezes governador. Pensa em se candidatar novamente?

Requião – Hoje, o quadro é um pouco complicado. O governo do Beto comprou o PMDB. Praticamente todos os deputados estaduais foram cooptados e se venderam em troca de alguns favores. Mas no governo do Lerner diziam que eu estava isolado e, dois anos depois, virei governador. Isso não significa que eu queira voltar. Meu papel hoje é ser um fiscal do Paraná no Senado. Tenho mais seis anos pela frente e não ligo com o que dizem. Estão me promovendo.

247 – O senhor pensa em apoiar a candidatura de Gleisi Hoffmann?

Requião – O problema ali não é a Gleisi, é o Paulo Bernardo. Com ele, não dá.

247 – E o Gustavo Fruet? Será um bom prefe

22 de dezembro de 2012
por esmael
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Relato da quase prisão de Dirceu

A jornalista Mônica Bergamo relata em sua coluna de hoje, na Folha de S. Paulo, os momentos de tensão vividos pelo ex-ministro José Dirceu, nas primeiras horas de ontem (21), quando esperava ser preso.

Dirceu falou à  colunista sobre as condições carcerárias do país, da luta política que fez nos últimos 7 anos e da sua sugestão ao PT de levar 200 mil pessoas à s ruas, em fevereiro, para fazer a disputa política. “à‰ preciso dar uma demonstração de força”, opinou.

José Dirceu comparou os órgãos de investigação à  polícia política do regime nazista de Hitler. “O Ministério Público e a polícia com esse poder, esses grampos… isso está virando uma Gestapo. Quando as pessoas acordarem, pode ser tarde demais.”

Leia a íntegra da coluna de Mônica Bergamo:

à€ espera da polícia

O interfone tocou ontem à s 5h30 da manhã na casa do ex-ministro José Dirceu, na Vila Mariana, em São Paulo.

Um de seus advogados, Rodrigo Dall’Acqua, e a Folha pediam para subir.

O porteiro hesita. “Como é o seu nome? Ele [Dirceu] não deixou autorização para vocês subirem, a gente não chama lá cedo assim.” Ele acaba tocando no apartamento do ex-ministro, ninguém atende. Dall’Acqua liga para o advogado José Luis Oliveira Lima, que está a caminho. Telefonemas são trocados, e Dirceu autoriza a subida.

Na saída do elevador, o ex-ministro abre a porta de madeira que dá para o hall. Por uma fresta, pede alguns minutos para se trocar.

Abre a porta.

Pega a Folha entre vários jornais sobre uma mesa. Comenta algumas notícias. Nada sobre a possibilidade de Joaquim Barbosa, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), decretar a sua prisão ainda naquela manhã.

INTUIà‡àƒO

Está de camiseta preta e calça jeans cinza.

Senta no sofá da sala. A empregada ainda não chegou. Ele se desculpa. Não tem nada o que servir.

“Eu não vou dar entrevista para você, não”, diz à  colunista da Fo

22 de dezembro de 2012
por esmael
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Requião e Gleisi juntos! em 2014

Gleisi Hoffmann (PT), Beto Richa (PSDB) e Roberto Requião (PMDB).

Gleisi Hoffmann (PT), Beto Richa (PSDB) e Roberto Requião (PMDB).

Perdoe-me pelo trocadilho, caro leitor, mas é exatamente isso que está acontecendo nos bastidores da política paranaense: o senador Roberto Requião (PMDB) e a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, vão operar juntos! para desbancar o governador Beto Richa (PSDB) em 2014. Leia mais