1 de dezembro de 2012
por esmael
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Artigo de Leonardo Attuch: “A Polícia Federal pode ser um FBI?”

por Leonardo Attuch, editor do portal Brasil 247

Os homens de preto, que andavam sumidos, voltaram com tudo. E, em poucos dias, deflagraram duas operações que ainda vão dar muito o que falar. A primeira, batizada como Porto Seguro, desarticulou uma quadrilha infiltrada na máquina pública, que negociava pareceres jurídicos !“ e, pela primeira vez, um mandado de busca e apreensão foi cumprido num escritório da presidência da República. A outra, chamada de Durkheim, desmontou um esquema de extorsão que envolvia até policiais federais. Dados sigilosos, de personagens públicos, como o prefeito Gilberto Kassab e o senador Eduardo Braga, eram negociados livremente no submundo do crime.

à€ frente dessas duas operações, esteve o mesmo personagem: o delegado Roberto Troncon, que comanda a superintendência da Polícia Federal, em São Paulo. Tido como um dos quadros mais preparados da corporação, Troncon também encarna um antigo sonho da categoria: a autonomia em relação ao governo. Isso significa que a PF, hoje subordinada ao Ministério da Justiça, passaria a gerir seu próprio orçamento, assim como o Ministério Público. Seus dirigentes, ainda que indicados pela presidência da República, teriam mandatos fixos e só poderiam ser substituídos em casos extremos.

O modelo, inspirado no Federal Bureau of Investigation, o FBI, foi objeto de um trabalho acadêmico de Troncon, em parceria com os delegados Fernando Duran e Grivaldo Andrade, intitulado “Autonomia Funcional e Administrativa da Polícia Federal”.