Partido Comunista chinês começa processo de escolha de novos líderes políticos

da Agência Brasil

Tela exibe slogan do Partido Comunista Chinês na praça Tiananmen, em Pequim.

Reunidos no 18!º Congresso Nacional do Partido Comunista da China (PCC), os 2.270 delegados da legenda começaram o processo de votação para a escolha dos novos líderes políticos do país. Segunda maior economia mundial, atrás apenas dos Estados Unidos, a China deverá ter um novo presidente !“ Xi Jinping em substituição a Hu Jintao !“ como também novos líderes na cúpula política.

A presidência do 18!º Congresso Nacional do Partido Comunista da China (PCC) é composta por 247 membros. Após as definições, os nomes são encaminhados pelo Parlamento chinês que, geralmente, ratifica a decisão do congresso. As discussões começaram na semana passada e terminam no próximo dia 14.

Em julho foi eleito o novo comitê permanente do Partido Comunista da China em Pequim, encerrando o período de mudanças de lideranças nos níveis provinciais. Desde o começo deste ano, os principais líderes de alguns serviços centrais e empresas foram substituídos.

De acordo com a definição da agência estatal de notícias da China, Xinhua, os novos líderes do país nasceram após os anos de 1950, depois da revolução comunista no país, e são definidos como “jovens instruídos que fazem parte de um grupo de idealistas e realistas!.

Para Hu Jintao, o principal risco ao regime está no que chamou de alienação do povo!. Segundo ele, os esforços do governo são para “colocar as pessoas em primeiro lugar!.

Xie Chuntao, professor da Escola do Partido do Comitê Central do PCC, disse que os novos líderes não são tão rígidos nem tão conservadores quanto os antigos, permitindo maior abertura e reformas.

1 Comentário

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  1. É importante destacar que o Partido Democrático Trabalhista (PDT) é a única legenda brasileira que participa oficialmente deste Congresso do Partido Comunista Chinês.

    O PDT se tornou aliado principal do PC chinês desde a sua fundação, sob a liderança de Leonel Brizola e dando seguimento às boas relações estabelecidas com a China na década de 60 pelo Presidente João Goulart, que inclusive se encontrava naquele país em visita oficial quando da renúncia do presidente Jânio Quadros, em 1961, e só assumiu o poder escoltado pela Campanha da Legalidade liderada por Brizola.

    A delegação pedetista presente na China desde o último 6 de novembro é composta dos seguintes líderes: Carlos Lupi (presidente), Manoel Dias (secretário-geral), deputado André Figueiredo (líder na Câmara), senador Acir Gurgacz (líder no Senado), deputado Vieira da Cunha (secretário de Relações Internacionais do partido) e Miguelina Vecchio (presidente do Movimento da Mulher Trabalhista).