Para fazer marketing político, governo do Paraná engata mudança na matriz curricular das escolas

Pelo jeito, Arns e Meroujy serão os novos marqueteiros do governo Richa.

Ao custo do embrutecimento dos alunos, engata-se uma perversa mudança na matriz curricular em todas as séries do ensino fundamental e médio da rede pública do Paraná. As disciplinas de português e matemática passarão a contar com cinco aulas cada. As 10 disciplinas restantes da grade curricular terão que disputar quinze aulas restantes, ou seja, média 1,5 aulas para cada disciplina. Ou ainda algumas podem ser extintas.

As medidas foram decididas depois de o governo Beto Richa levar bomba no Ideb (àndice de Desenvolvimento da Educação Básica) 2011. A emenda pode sair pior que o soneto, pois, na prática, tentar-se-á transformar a Educação num verdadeiro departamento de marketing. Só propaganda. Nada de aprendizagem nas escolas. à‰ a lei do menor esforço (do governo, é claro).

Foi sob o tacão da dupla Meroujy Cavet e Flávio Arns, dublê de vice-governador e secretário da Educação, que o Ideb do Paraná despencou, conforme os números abaixo, divulgados em primeira mão aqui nesta página no dia 14 de agosto:

* Ensino Médio caiu de 3,9 (ano 2009) para 3,7 (ano 2011).
* Ensino Fundamental (séries finais) caiu de 4,1 (ano 2009) para 4,0 (ano 2011).
* Ensino Fundamental (séries iniciais) não cumpriu meta de 5,7 (ano 2011) e manteve-se em 5,2 (ano 2009).

Nesta segunda-feira (12), a direção da APP-Sindicato, que representa os interesses dos professores, informa que sentará com os gestores da Secretaria de Estado da Educação (SEED) !“ os piores que já passaram por ali desde que o Paraná deixou de ser 5!ª Comarca.

Quero resgatar o que disseram os mestres da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a 28 de agosto de 2012, quando afirmaram em manifesto divulgado que os gestores da SEED não entendem nada de educação pública!.

Os professores da centenária UFPR, do Núcleo de Estudos sobre o Ensino da Filosofia, analisavam o desempenho do Paraná no Ideb e repudiavam as mudanças na matriz curricular pretendidas pela SEED.

Ao mesmo tempo, esta constatação é infundada, pois, além de não fazer uma avaliação correta do problema, ignora a importância das demais disciplinas, além da Língua Portuguesa e Matemática, que também trabalham com o desenvolvimento da capacidade de leitura, interpretação (Filosofia, Sociologia, História e Geografia) e cálculo (Física, Química). Trata-se de ser uma constatação! típica de gestores que estão mais preocupados com estatísticas do que com a qualidade do processo ensino-aprendizagem!, diz um trecho do documento.

Na época, os gestores da SEED atribuíram a queda no Ideb à  redução da carga horária nas disciplinas de português e matemática. Os professores da UFPR desmontaram essa tese enumerando possíveis causas:

1- Reprovação e evasão 18,4% (ensino médio) e 16,5% (Ensino Fundamental);

2- Ausência de bibliotecas, laboratórios de informática e de servidores;

3- Mantêm salas de aula superlotadas e em condições precárias de trabalho;

4- Adota uma política equivocada de fechamento e junção de turmas, colocando um número excessivo de alunos em uma mesma sala de aula;

5- Permite que professores PSS e QPM sem formação específica ou habilitados em outras áreas do conhecimento, deem aula de diversas disciplinas que não a de sua formação, para fazer de conta que o quadro de professores das escolas está completo;

6- Tem diminuído o número de funcionários e equipes pedagógicas nas escolas, tumultuando o ambiente escolar e precarizando o atendimento dos alunos;

7- Não tem um projeto de formação continuada e, quando oferta curso de formação, estes, quase sempre, são de baixa qualidade;

8- Realiza Semanas Pedagógicas de baixa qualidade formativa;

9- Não respeita o calendário de implantação da Lei do Piso Salarial Nacional do Magistério retroativo a janeiro de 2012, nem os 33% de hora atividade, desrespeitando a lei e a comunidade escolar;

10- No momento em que lutamos por redução de jornada em sala com aumento da hora atividade, o governo aprova resolução que permite ao professor trabalhar até 60 horas semanais;

11- A crescente condição de violência e indisciplina na escola à  qual estão submetidos todos os dias professores e alunos, tornando impossível a realização do trabalho pedagógico; e

12- Vêm realizando consultas públicas online, sem critérios objetivos de cientificidade e transparência, a fim de justificar a implementação de um plano de metas para a educação, evitando o debate aberto com os educadores. São essas algumas das situações objetivas com as quais se defrontam os educadores e estudantes no Paraná e que desaparecem da análise! da SEED.

Para a reflexão e compreensão do leitor !“ e da própria comunidade escolar !“ eu reproduzo abaixo, na íntegra, o manifesto dos professores da UFPR no qual afirmam que os gestores da SEED não entendem nada de educação pública!. Nada mais verdadeiro.

Manifesto do coletivo do NESEF/UFPR sobre o resultado Ideb do Paraná

POSICIONAMENTO DOS EDUCADORES E PESQUISADORES DO COLETIVO DO NESEF/UFPR[i] SOBRE AS DECLARAà‡à•ES DA SEED EM RELAà‡àƒO AO RESULTADO DO IDEB DO PARANà !“ 2012

Nós, educadores e pesquisadores da Educação Básica, vimos manifestar nossa preocupação em relação à  forma como a Secretaria de Educação do Estado do Paraná (SEED) avaliou os resultados do IDEB do Paraná divulgados pelo MEC, especialmente no que se refere ao Ensino Médio.

Recentemente em entrevista na imprensa a SEED divulgou nota manifestando sua preocupação sobre as quedas no àndice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) no Paraná. Segundo o governo, a culpa se deve ao fato de que: […] No Ensino Médio foi implantada pela Gestão da Secretaria, em 2009, a redução da carga horária na grade curricular semanal das escolas da rede estadual de ensino, das disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, passando de quatro para três aulas e, em algumas situações, para duas aulas. Esta situação está sendo revista atualmente pela Secretaria!. (disponível em: http://www.nre.seed.pr.gov.br/goioere/modules/noticias/article.php?storyid=967).

Compreendemos que, ao discutir os índices do IDEB e propor qualquer alteração curricular ou estrutural no âmbito da organização do Ensino Médio, é necessário antes considerar o disposto no Capítulo II da Resolução N!º 2, de 30 de Janeiro de 2012, que define Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, ou seja, define a concepção de educação e formação dos sujeitos na etapa final da Educação Básica como direito subjetivo. Esta concepção também presente na Constituição Federal desde 2009 (Emenda Constitucional n!º 59/2009) implica na obrigatoriedade da oferta pública, gratuita e com qualidade social do Ensino Médio pelo Estado, além de um compromisso de toda a sociedade no sentido da garantia desse direito constitucional. Em linhas gerais, as mencionadas Diretrizes Nacionais estabelecem como metas da etapa final da Educação Básica a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no Ensino Fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos; a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores; o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico; a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática. O Ensino Médio em todas as suas formas de oferta e organização baseia-se em: formação integral do estudante; trabalho e pesquisa como princípios educativos e pedagógicos, respectivamente; educação em direitos humanos como princípio nacional norteador; sustentabilidade ambiental como meta universal; indissociabilidade entre educação e prática social, considerando-se a historicidade dos conhecimentos e dos sujeitos do processo educativo, bem como entre teoria e prática no processo de ensino-aprendizagem; integração de conhecimentos gerais e, quando for o caso, técnico-profissionais realizada na perspectiva da interdisciplinaridade e da contextualização; reconhecimento e aceitação da diversidade e da realidade concreta dos sujeitos do processo educativo, das formas de produção, dos processos de trabalho e das culturas a eles subjacentes; integração entre educação e as dimensões do trabalho, da ciência, da tecnologia e da cultura como base da proposta e do desenvolvimento curricular. E acrescenta que o currículo é conceituado como a proposta de ação educativa constituída pela seleção de conhecimentos construídos pela sociedade, expressando-se por práticas escolares que se desdobram em torno de conhecimentos relevantes e pertinentes, permeadas pelas relações sociais, articulando vivências e saberes dos estudantes e contribuindo para o desenvolvimento de suas identidades e condições cognitivas e sócioafetivas. O que se pode depreender desta legislação é que a formação do sujeito do Ensino Médio exige um corpus de conhecimentos e práticas que estão para muito além da responsabilidade que as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática assumem no currículo escolar. Embora estas também se configurem como fundamentais no processo de formação do jovem, é necessário pensar no conjunto de disciplinas que compõem o currículo escolar e na equidade destas na matriz curricular.

Afirmar categoricamente que a queda dos índices do IDEB no Ensino Médio Paraná tem a ver apenas com a redução da carga horária de duas disciplinas é, no mínimo, desconsiderar os reais fatores que, historicamente, vêm contribuindo para essa queda: as condições infraestruturais das escolas públicas, a acentuada precarização do trabalho docente e falta de investimento na formação inicial e continuada do professor. Atribuir à s disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática uma responsabilidade quase que absoluta na formação dos estudantes, contraria, em grande medida, o espírito da Resolução citada.

Primeiramente, é preciso esclarecer que o IDEB é o resultado do fluxo (permanência, aprovação, repetência e evasão) de alunos nas escolas e de seu desempenho em avaliações nacionais (PROVA BRASIL). O desempenho dos alunos da rede estadual, tanto em Língua Portuguesa, quanto em Matemática foram de 243,2 e 251,9 no Ensino Fundamental, e 263,3 e 271,4, no Ensino Médio, respectivamente, de um total de 350 pontos possíveis. Desta forma, a redução da carga horária de Língua Portuguesa e Matemática, por si só, não pode ser apontada como a responsável por tal queda. Há que se considerar ainda os índices de reprovação e evasão que, segundo dados do IBGE/2010, foram de 18,4% no Ensino Médio e de 16,5% no Ensino Fundamental. Além disso, é preciso enfatizar que os indicadores sócioeducacionais também influenciam no resultado final do IDEB, como, por exemplo, a presença ou não nas escolas de bibliotecas, laboratórios de informática, número de servidores etc.

Outro ponto que se deve considerar ao auferir as curvas dos indicadores de desempenho no Ensino Médio pelo IDEB refere-se a que nesta Etapa a avaliação, diferente do Ensino Fundamental que é censitária, é feita por amostragem, daí a impossibilidade de se estabelecer o índice por escola. Logo a afirmação de que o baixo desempenho se deva tão somente a diminuição de aulas de Língua Portuguesa e Matemática, torna-se ainda mais questionável, simplesmente porque não há meios de comprovar esta afirmação. Ao contrário, é sabido e comprovado pelos números, que a avaliação realizada por adesão pelo Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) vem demonstrando uma melhora importante no desempenho global dos alunos da rede pública estadual, restando, no entanto, a necessidade de políticas educacionais sólidas, capazes de diminuir os percentuais de evasão. Ademais, num momento em que a metodologia de cálculo do IDEB está prestes a alterar-se para o ano de 2013, conforme determinação do MEC, a alteração de matrizes não faria sentido, uma vez que os dados têm sido, sim, positivos, embora atualmente não possam ser aquilatados por escola.

Ao mesmo tempo, esta constatação é infundada, pois, além de não fazer uma avaliação correta do problema, ignora a importância das demais disciplinas, além da Língua Portuguesa e Matemática, que também trabalham com o desenvolvimento da capacidade de leitura, interpretação (Filosofia, Sociologia, História e Geografia) e cálculo (Física, Química). Trata-se de ser uma constatação! típica de gestores que estão mais preocupados com estatísticas do que com a qualidade do processo ensino-aprendizagem. Desta forma, responsabilizar unicamente o trabalho dos professores em sala de aula e o desempenho dos alunos nas avaliações nacionais (de larga escala), sem considerar as contradições que subjazem aos processos mais amplos do modelo econômico e de gestão vigente, é, no mínimo, uma conclusão apressada que necessita de um exame mais cuidadoso e acurado.

Propor a alteração da matriz curricular do Ensino Médio a partir de um diagnóstico mal elaborado não condiz com as práticas pedagógicas e decisões administrativas democráticas e transparentes. Entendemos que o currículo dever ser pensado e repensado com toda comunidade escolar à  luz das orientações e determinações tanto do Parecer 05/2011 como a Resolução 02/2012, para garantir uma visão de sujeito/cidadão e de uma educação pública de qualidade. Mas, a reorganização da matriz curricular não pode partir de um erro de raciocínio, supondo que o simples aumento das aulas de Língua Portuguesa e de Matemática se traduza numa melhora educacional!. Tal raciocínio não se sustenta ao analisarmos, por exemplo, a matriz de referência do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), em que na prova de redação, além do domínio da língua padrão, o candidato deve utilizar conhecimentos de Filosofia, Sociologia, História e Geografia a fim de realizar uma ampla análise do tema proposto nas redações. Reafirma-se que os dados apontam para uma melhora do desempenho no ENEM, mesmo diante de condições concretas insuficientes, o que contraria a afirmação de que o problema se deve ao número de aulas.

Aumentar a carga horária de duas ou mais disciplinas, sem ampliar o número de aulas da matriz curricular, significa a diminuição da carga horária de outras ou, até mesmo, a exclusão. Todas as disciplinas que hoje compõem o currículo de Ensino Médio das escolas públicas do Estado do Paraná, com as respectivas cargas horárias semanais, são fundamentais para que se alcancem os objetivos propostos na Resolução 02/2012.

Compreendemos que a política de gestão assumida pelo atual governo tem grande responsabilidade sobre a queda do IDEB, na medida em que: 1) Mantêm salas de aula superlotadas e em condições precárias de trabalho; 2) Adota uma política equivocada de fechamento e junção de turmas, colocando um número excessivo de alunos em uma mesma sala de aula; 3) Permite que professores PSS e QPM sem formação específica ou habilitados em outras áreas do conhecimento, deem aula de diversas disciplinas que não a de sua formação, para fazer de conta que o quadro de professores das escolas está completo; 4) Tem diminuído o número de funcionários e equipes pedagógicas nas escolas, tumultuando o ambiente escolar e precarizando o atendimento dos alunos; 5) Não tem um projeto de formação continuada e, quando oferta curso de formação, estes, quase sempre, são de baixa qualidade; 6) Realiza Semanas Pedagógicas de baixa qualidade formativa; 7) Não respeita o calendário de implantação da Lei do Piso Salarial Nacional do Magistério retroativo a janeiro de 2012, nem os 33% de hora atividade, desrespeitando a lei e a comunidade escolar; 8) No momento em que lutamos por redução de jornada em sala com aumento da hora atividade, o governo aprova resolução que permite ao professor trabalhar até 60 horas semanais; 9) A crescente condição de violência e indisciplina na escola à  qual estão submetidos todos os dias professores e alunos, tornando impossível a realização do trabalho pedagógico; 10) Vêm realizando consultas públicas online, sem critérios objetivos de cientificidade e transparência, a fim de justificar a implementação de um plano de metas para a educação, evitando o debate aberto com os educadores. São essas algumas das situações objetivas com as quais se defrontam os educadores e estudantes no Paraná e que desaparecem da análise! da SEED.

Compreendemos que se faz necessária uma análise mais cuidadosa, criteriosa, responsável e séria do problema, para que o mesmo seja efetivamente diagnosticado e enfrentado. Se, se quiser pensar efetivamente em melhorar a aprendizagem dos alunos, não só para atingir bons índices estatísticos, mas lhes garantir um direito constitucional à  educação de qualidade, algumas medidas urgentes se fazem necessárias: 1) Manutenção do mínimo de duas aulas semanais para todas as disciplinas do Currículo Escolar como condição mínima para realização do trabalho pedagógico de qualidade; 2) Ampliação da carga horária da matriz curricular do Ensino Médio !“ sexta aula ou terminalidade em 04 anos para que assim seja possível ampliar a oferta de Língua Portuguesa e Matemática para 04 aulas semanais, como já ocorre no Colégio Estadual do Paraná-Curitiba; 3) Redução do número de alunos por turma em sala de aula; 4) Implantação imediata e retroativa da Lei do Piso Salarial Nacional do Magistério e 33% de hora atividade; 5) Desenvolvimento de Programas de formação continuada de qualidade para professores e demais trabalhadores em educação; 6) Revisão do porte das escolas de acordo com suas reais necessidades educacionais; 7) Reformulação da Resolução para distribuição de aulas, para que somente professores habilitados e licenciados possam ministrar as diferentes disciplinas; 8) Ampliação da jornada escolar em direção à  consolidação de uma Escola em Tempo Integral e que vise uma formação integral como direito subjetivo e inalienável do cidadão. 9) Realização ampla de concursos públicos para suprir professores licenciados em todas as disciplinas da Educação Básica e demais educadores; e, 10) Investimento na infraestrutura das escolas, bem como, em novas tecnologias educacionais.

Curitiba, 22 de agosto de 2012.

[i] Participam do Coletivo do NESEF/UFPR professores de Filosofia da Educação Básica e do Ensino Superior, representantes de entidades sindicais (APP-Sindicato), representantes do IFIL, acadêmicos de Filosofia e mestrandos e doutorandos do PPGE/UFPR.

54 Comentários

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  1. Prezado colegas, poderiam auxiliar na divulgação da petição online organizada pela APP?

    Assine você tambem no link https://secure.avaaz.org/po/petition/Nao_a_proposta_de_matriz_curricular_unificada_do_governo/sign/

    Vimos requerer a NÃO implementação, no início de 2013, da proposta de matriz curricular unificada formulada pela Secretaria de Estado da Educação. Também requeremos a realização, ao longo de 2013, de amplo debate sobre currículo e matriz ““ com tempo e espaço adequados ““ que culmine na construção de uma proposta democrática e, por fim, que cada escola tenha assegurada a sua autonomia e respeitada a sua decisão sobre qualquer alteração curricular.

  2. É impostante salientar que esse absurdo denunciado não se inicial da noite pro dia, é facil responsabilizar apenas um mal politico.
    Isso vem ocorrendo ha anos no Paraná e o Governador Requião é um dos maiores responsaveis.

  3. O povo paranaense precisa se manifestar e exigir impeachment desse governo!!! E os professores que se desvinculem da APP- sindicato que aí sim talvez eles se importem com a classe que deveriam proteger e atuar a favor!!!

  4. O Governo pode aumentar a carga horária diária. Por exemplo 7 aulas de 40 minutos por dia. No turno da manhã as aulas começariam 07:15 a terminaria às 12:30 à tarde começaria às 10:00 e terminaria às 18:00 horas. Todas as aulas seriam geminadas. No ano, teríamos 933,33 horas aulas… sem aumentar o número de dias letivos… Buscar medidas para os alunos tenham todos os dias do ano todas as aulas. Basta creditar aos diretores das escolas que busquem os professores para substituir os afastamentos com atestados ou para cursos. Possibilitar autonomia para que os diretores e equipe pedagógica, façam os suprimentos dos professores que vão substituir…

  5. Me perdoem, mas não acho que pai de aluno possa dizer com “propriedade” que a mudança foi boa, uma vez que desconhece as propostas de cada disciplina e sua importância na vida do aluno.
    Se convencionou a dar mais importância para as disciplinas em questão (Português e Matemática) e a não se reconhecer a contribuição das demais.
    Ninguém opina no diagnóstico de um médico, de um dentista…Mas na nossa profissão qualquer leigo pode meter o nariz…
    E o estado do Paraná, ao ver o resultado vergonhoso do IDEB, invento o SAEP (desperdiçando mais de 8 milhões de reais) e agora vem com essa Proposta, já definida, de Matriz Curricular, para tentar nos fazer pensar que estão preocupados com a educação. Está muito nítido o verdadeiro interesse nisso tudo: maquiar o retrocesso que tivemos nesses dois anos.
    Não se ouve mais falar em Formação Continuada. Teríamos um evento de Língua Estrangeira no início de novembro, mas foi cortada por falta de verba para pagar a viagem aérea dos docentes. Aí me pergunto: De onde tiram dinheiro para essas “horrorosas e incompetentes” técnicas da Secretaria de Estado do Paraná ficar viajando pelo Brasil inteiro atrás de curso (mas acho mesmo que é de macho)??? Não tem se investido em educação. Não tem se pensado nos profissionais de educação nem em nossos jovens estudantes que já saem de suas casas, muitas vezes, às seis da manhã para buscarem a esperança de uma realidade melhor.
    Infelizmente não podemos fazer nada. Não opinamos em nada.
    Nossa Super “endendente” só faz empinar o nariz e fingir o que não: uma intelectual da educação. Não sabem é de nada!!!
    Por isso que a educação no Paraná está onde está: no chão!!!!

  6. É um absurdo o que esse governo nos tem feito retroceder na educação.
    Os professores que tem um pouco de discernimento já prenunciavam que Beto Richa e Educação não eram uma boa pedida. Agora, por na Secretaria de estado uma pessoa tão incompetente como a Ilustríssima Meroujy Cavet, confesso que foi além do que eu previra.
    Ainda temos dois anos para suportar isso, e até coisas piores. Se fosse mencionar aqui os deslizes e burrices que já foram realizadas por essa Secretaria certamente me iam faltar caracteres.
    A disciplina que leciono não vai perder aulas. Mas nem por isso vou conclamar aos quatro ventos meu contentamento como tenho visto alguns professores, colegas meus, das disciplinas “beneficiadas”. Penso que a aprendizagem vai muito além disso. A começar por repensar o número de alunos em sala de aula.
    Participei hoje do “Momento Interativo” proporcionado pela SEED para legitimar essa “pseudo democracia”, e não consegui me manifestar ao ver que já está decidido o fim dessa tragédia. Não vi ninguém, digo NINGUÉM, que se manisfestasse a favor dessa atrocidade, e, ainda assim, queriam nos fazer acreditar que será o melhor a fazer.
    Não podemos engolir mais esse sapo. Até quando vão nos empurrar essas receitas mal elaboradas de bolo que não cresce??? Até quando vamos trabalhar com toda essa incopetência chamada Meroujy e essa morosidade que atende pelo nome de Flávio Arns??? Se nos for empurrada mais essa asneira, vamos nos mobilizar para nem começarmos o ano letivo…
    Abs a todos meus colegas que tem vivido esse drama.

  7. Vão fazer protesto no inferno!!!
    A grande está muito melhor agora.

  8. Adeus Beto Richa!!! seu próximo cargo será o de síndico de algum prédio de curitiba!!!

  9. Acho interessante que quando diminuíram a grade das aulas de Língua Portuguesa e Matemática ninguém se manifestou em favor dos alunos nem dos professores !!FICA AQUI MINHA INDIGNAÇÃO!

  10. Caros Colegas : Fiquei satisfeita que a carga horária das disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática tenham aumentado ,pois COMO ESTAVA NÃO DAVA PARA CONTINUAR !! Mas não devemos discutir a importância das disciplinas ,pois, todas têm a sua importância . Devemos sim, exigir como educadores que a grade proporcione ao aluno o melhor conhecimento possível. Não é possível o governo colocar muitas disciplinas na grade e não dar tempo de transmitir os conteúdos completos. Língua Portuguesa , Literatura e Produção de texto é impossível de dar em DUAS AULAS SOMENTE !!

  11. Caros colegas! Andei pensando sobre as mudanças na matriz curricular e tenho algumas ideias e gostaria de sugestões suas… Seguem alguns pensamentos iniciais….. Penso que 25 aulas/semana já é um número muito elevado! 26, 27… 30 uma lástima! Torna o ensino muito fragmentado e precário! Estava lendo um texto do Ministério da Educação de Portugal. Lá os nonos anos do fundamental (por exemplo) têm 16 aulas/semana, só que as aulas têm 1h e 30min e as disciplinas são trabalhadas agrupadas em áreas do conhecimento. Penso ser um bom caminho, claro que a estrutura précaria, salas superlotadas e a educação em turnos no Brasil atrapalham e muito! Mas poderiamos fazer assim, a princípio (p/ o ens. fundamental), poderíamos agrupar disciplinas como história, artes e ed. física (algo como Cultura e História da humanidade), matemática, ciências e geografia (Ciêncas da Natureza) Lingua portuguesa e inglesa (Letras e Comunicação). As disciplinas seriam trabalhadas por núcleos de conhecimentos, onde os professores se agrupariam e trabalhariam os conteúdos dentro de sua carga horária. Por exemplo, no grupo de ciências da natureza teria no mínimo três professores, respectivamente um de ciências, um de geografia e outro de matemática; os conteúdos seriam definidos pelos três, teriam 5 aulas de 1 e 30min por semana. Os três grupos de conhecimentos formados (“Cultura e História da Humanidade”, “Ciências da Natureza” e “Letras e Comunicação”) teriam 5 horas/ aula de 1h30min cada, totalizando 15 horas/aula de 1h 30min ou 22horas/ relógio/semana ou aprox. 4horas 25 min dia. Carga horária semelhante a atual para cada turno. Desta forma a carga horária das disciplinas seria distribuída de modo equitativo, pois a meu ver não existem disciplinas mais ou menos importantes! Todas tem a mesma importância!!! Penso ser isso. Sugestões…. p.s. Claro q. para isso acontecer teriamos q. ter no mínimo 33% de hora-atividade! Aguardo retorno e abrç.

  12. Uma coisa eu digo, somente duas aulas de 50 minutos por semana para disciplinas como LP e Matemática são insuficientes para os professores dessas matérias desenvolverem um trabalho minimamente eficiente. No meu tempo de educação básica tínhamos 5 aulas de LP e 5 de Matemática. Agora há várias disciplinas, mas, pela reduzida carga horária, não chegam nem perto de alcançar o efeito pretendido. Portando…

  13. Bom em se tratanto de Política Pública direito GARANTIDO de todo cidadão ter acesso OU não a tudo que é domínio público … o FATO é que será que o nosso discurso esta pautado e uma análise crítica democrática ou em uma análise do sendo comum e ainda pior partidarista.
    Eu professora a mais de 12 anos tenho que ter consciênscia que nada vem de graça dentro da isntituição escolar – mas a instituição “escola” está uma CAOS e precisa ser revista, analisa e refletida desde seu alicerce (PISO) até sua METODOLOGIA e recusos humanos … na minha simpliste e rélis OPINIÃO não será a MATRIS CURRICULAR única e simples que vai interferir no processo educacional – não ela que vai determinar o sucesso ou o insucesso dos nossos sujeitos em sala de aula, não é ela que GARANTE a qualidade da MINHA ou da SUA aula ENFIM – não é matriz curricular que VEM PARA MELHORAR OU PIORAR A ESCOLA … porque de turdo o que tem sido feito Senhores por mim dentro e fora de sala de aula, ISTO SIM eu lhes garante … ISTO SEM vem garantir que a Política Pública do PR venha sendo aos poucos implementada e venha ter sucesso a curto, médio e longo prazo, no mais para mim particularmente tudo não passa de um discurso CULPABILIAZIONISTA!!!
    Ah mais um desabafo … não me venha me dizer que um número MAIOR de aulas garante maior e melhor aprendizado – minha filha frequentou a escola 5 dias da semana nestes teve apenas 5 aulas das disciplinas “ditas” de base (Port, Mat, Hist, Geo) e no discurso acima MAIS AULAS garante qualidade!!!!
    TENHAM discernimento senhores … Acho que comprometimento VAI BEM BEM ALÉM DE UM NÚMERO MAIOR DE AULAS …
    CONCORDO COM O COLEGA “ALGUÉM – A EDUCAÇÃO PEDE S0OCORRO e nossos alunos também!
    (assim termino – ou nunca terminaria!!!!) att professora Luciane)

  14. “Alguém” é burro demais para tirar as viseiras e parar de puxar carroça!
    “Sabino” se quer que seus filhos tenham seu intelecto aumentado, lute pelo aumento do tempo que eles ficam na escola e não pelo que coloca ai. O Regime Militar no Brasil já acabou, e foi em 1985, ok? 27 anos já se passaram e ainda nós professores tentamos resgatar o pensamento crítico e a autonomia de uma sociedade que chama de “professor” o treinador de futebol e de “tio” o professor. E se pelo menos os Pais e Mães cumprissem a responsabilidade que tem para com seus filhos, não transferindo toda ela para a escola, talvez as coisas seriam diferentes. E com relação aos demais professores que postam aqui falando que estão de acordo com o aumento da carga horária de duas disciplinas em detrimento das demais, falando que todas se beneficiaram, visto que isto deva ser um ato mágico, ou um ato divido, formar algo a mais em detrimento de outros… é pais e mães…creio que em partes vcs estão certos mesmo… a educação está esta porcaria mesmo em função dos próprios professores que nela estão, principalmente aqueles que se acham melhores para a formação de seus filhos.

  15. Muito bem Sabino, concordo com você! Também apoio esta mudança!

  16. Penso que deveríamos rever nossas posturas. Não concordo quando, nos posts acima, é afirmado que os professores nem corrigem os textos. Trabalho há algum tempo em um Colégio em que somos e temos a responsabilidade de corrigir erros de ortografia e concordância. Temos semanalmente, independente, da disciplina que ministramos aulas de leitura. Recebemos durante 2011 e 2012 cursos ofertados pela SEED onde o foco foi a leitura e interpretação de textos.
    O problema aqui é outro economia. É mais fácil aumentar o número de aulas de Matemática e Língua Portuguesa pois há mais professores QPM nessa áreas. Ficará com o aumento das aulas ‘mais fácil’para o Governo responsabilizar alguém pelo fracasso nos índices do IDEB.
    Aos pais, cabe analisar as matrizes de Escolas particulares, que tem na maioria professores da rede estadual ministrando aulas, e que tem bem mais disciplinas. Será que diminuir as disciplinas não é uma forma de subestimar a inteligencia das crianças e adolescentes que frequentam a Escola Pública?
    Todos os envolvidos na educação tem parcela de culpa quando há insucesso nos índices que medem a qualidade da educação ofertada pelas escolas brasileira. A família que não cobra o necessário, que não participa ativamente da vida escolar dos filhos, os educadores que disputam espaços ao pensar que sua disciplina é melhor ou mais importante que a do outro, que ao invés de solucionar problemas aponta culpados. Ao Governo que quer mudanças imediatistas, que pensa que números são indicativos de qualidade. A sociedade que defende quem está preso e não dá o respaldo necessário a quem junto com a família pode transformar a sociedade.
    A EDUCAÇÃO pede socorro!

  17. Sou pai de aluno de escola estadual e fiquei muito satisfeito com o aumento do número de aulas de português e matemática. Meus filhos sempre me falavam que não estava dando tempo de todo o conteúdo ser estudado porque eles só têm poucas aulas dessas matérias (Ensino Médio) por semana. Estavam preocupados pois ano que vem farão ENEM e precisam muito de interpretação e redação. Eles me falaram que estão mais tranquilos e que não foi ruim mudar.

  18. Surprendo-me ao ler comentários de que História, Artes e Filosofia fazem o alunos pensar. Desde quando apenas estas disciplinas levam a isto? Rivalidade entre disciplinas? Era só o que faltava para o magistério… Sou professora de Língua Portuguesa, no Ensino Médio, e a grade da minha escola tinha apenas 2 aulas para trabalhar além de Literatura, Análise Linguística também produção textual. Como? Humanamente impossível. Interessante que todos criticam a postura da SEED, mas na hora do Conselho de Classe o que mais se ouve nas escolas é: fulano não sabe ler, não sabe interpretar, não é crítico. Como é que passa em português? E como é que passa nas outras disciplinas se nem meros erros gramaticais a maioria dos outros professores nem corrigem, afirmando que isso é da responsabilidade do professor de Português? Vistar um trabalho é fácil, quando não se corrige concordância, pontuação, semântica, etc. Quero ver é avaliar um trabalho observando tudo isso e mais ainda, se o aluno é capaz de criticar e solucionar problemas, de interpretar e colocar-se como sujeito atuante na sociedade. Parabéns à SEED!!! Essa matriz já deveria ter sido implementada há muito tempo!!!

    • Também sou professora de Português e concordo quando a professora Roseli fala da importância do aumento da carga horário de português e matemática. Um bom desempenho nestas disciplinas, reflete, certamente, na compreensão e interpretação das demais. Elogios à equipe da SEED que ousou nesta mudança.

    • Então gente, se é necessário ampliar o número de aulas de português e matemática, tudo bem! Mas então o nosso Ilmo. Sr. Beto Richa e a grande seed que criem um outro turno de aulas para os alunos e professores destas áreas.
      Respeito sua opinião, mas agradecer a seed por esse retrocesso…as disciplinas de Historia, Filosofia e Sociologia pode nos ajudar MUITO a relacionar o nosso atual momento (retrocesso do Parané na Educação) com o período militar, onde disciplinas que ajudam os jovens pensarem foram retiradas da grade curricular…Estas matérias arrepiam nossos governantes não só porque fazem os jovens pensarem e discutirem política, mas servem também para interpretarem atos como este que está sendo “jogado” para nós professores justamente agora NAS FÉRIAS (período que estamos cansados, esgotados e com vontade de férias) … A ingenuidade e aceitação também é discutidas nestas disciplinas qu infelizmente não conseguem (por vários motivos e até falta de capacitação) corrigir os “erros de português nas provas e trabalhos aplicados durante as aulas… na verdade com o conhecimento deixamos de ser enganados facilmente, né!
      Sou professora de MATEMÁTICA estou somente “ganhando” aulas com isso tudo… mas sou CONTRA, pois sabemos que o “buraco” é muito mais embaixo.
      Ahhh, se isso realmente acontecer professores de MATEMÁTICA e PORTUGUÊS estejam preparados: TODOS OS ALUNOS NÃO TERÃO MAIS DESCULPAS PARA NÂO INTERPRETAREM UM TEXTO… e a cobrança virá sem dó!

  19. Em março/2013, farei 40 anos em sala de aula como professor de História; nós mestres também somos culpados. Muitos não têm vocação alguma, apenas a sobrevivência orgânica pura. Nunca vi ninguém em sala ensinar o aluno ser empreendedor ; reforçam sempre em ser empregado. Notei que quando uma escola ganha um prêmio por inovação foi ligado a alguma coisa extra-sala: dança, folclore, dias das bruxas, confecção de horta etc. Aquela máxima ainda perdura: “O prof. finge que ensina, o aluno que aprende e o governo finge que paga”.Quando iniciei os alunos levantavam… agora tbém levantam para bater no professor. O ensino é um teatro. Professor natal

  20. Srs. a culpa da nota baixa no ideb do ensino médio não é dos municípios, por favor, o ensino médio possui seus problemas, mas os alunos que lá chegam ficam no mínimo 5 anos na rede estadual, e em 5 anos não é possível melhorar nada? Ora pois culpar que no momento avança não é explicativo, é uma justificativa, e não aponta os problemas do ensino médio no estado. Precisamos de menos demagogia e mais pedagogia. A melhoria do ideb nas séries iniciais tem de ser aplaudida, uma vez que os municípios recebem menos recursos que o estado, e significa que estes alunos ainda chegarão ao ensino médio. Os resultados de agora serão sentidos no futuro no ensino médio. Obviamente que nas séries iniciais há problemas também, mas o ideb vem registrando melhorias nesta fase, o que não ocorreu em 2011 no ensino médio. Um colega falou aí que os alunos chegam no sexto ano “descomprometidos e desmotivados”. Isso não é problema das séries iniciais, é um problema social e pedagógico a ser enfrentado em todos os níveis de ensino. E aliás, isso não é avaliado no ideb. As escolas estaduais possuem muitos problemas de gestão também, falta de pedagogos, falta de equipes multidisciplinares, formação continuada de baixa qualidade ofertada pelo estado, sem falar em infraestrutura e salários… Culpar as séries iniciais é chover no molhado, como se nas séries finais do fundamental e do ensino médio, não adianta ensinar, isso em outras palavras, é recusar-se e ver os fatos como eles são, e como se a rede estadual não tivesse responsabilidade pelo resultado desastroso do ideb. Melhor seria aceitar o fato e procurar soluções e não culpados, como as redes municipais vem fazendo.

  21. Eu sinto muito o que está acontecendo no Paraná.Tivemos 8 anos de reconstrução da educação pública, quando deveria ter continuidade, há um retrocesso, a senhora superintendente deveria conhecer melhor a caminhada da escola pública e principalmente o ensino médio. Na atual gestão da SEED É PRECISO UMA RENOVAÇÃO.

  22. O que pensam profs. de Português e Matemática? Nos próximos Idebs, quando a avaliação estiver próximo a 3,0, advinha quem serão os bodes expiatórios?

  23. No governo anterior também existia professores que davam aula sem ter habilitação especifica para a discilina que ministravam. Não estou defendendo esse governo, mas isso deve ser lembrado. Quanto ao abandono escolar isso é uma questão social devido a varios fatores que nossa instituições estão passando. E 60 horas que aula o professor não é obrigado a pegar essa carga horária, mas tem professor que te um padrão no municipio e como pss pega mais 40 no estado isso també deve ser lembrado. A Língua Portuguesa e Matemática precisa de mais carga horária pricipalmente no Ensino Médio, na verdade a grade curricular da Escola Publica é uma vergonha da forma como está.

    • O que nós estamos precisando é de alunos comprometidos com o estudo, pode aumentar as aulas de matemática e português, mas se o aluno não estiver interessado não vai adiantar nada!!!

  24. Inaceitável a idéia de comprometermos disciplinas tão importantes como filosofia, artes e todas as outras que tratam de situações reais e informam nossos alunos quanto á sua formação, trazem á tona momentos e fatos marcantes de sua história e hereditariedade. Estudar Sociologia significa saber como e pq estamos relacionados e para onde caminhamos, significa tornar nossos alunos seres pensantes, mas talvez isso não importe. Outras e mais importantes medidas deverão ser tomadas para se melhorar o IDEB ou qualquer outra pesquisa que avalie o nível de conhecimento de nossos alunos a começar pelo reconhecimento de nossos professores.

  25. Beto faz um favor para o Povo Paranaense …mude de Estado !!!essa atitude é pra manchar de vez seu mandato,o Sr. em apenas dois anos fez mais cagadas que seu antecessor em 8 anos!!

    Se já não bastasse a esbórnia que a Educação se encontra onde por exemplo temos professor de Ed. Fisíca lecionando aula de Geografia e Português ,ainda querem podar os alunos de conhecimento amplo!!

    Já não temos mais aulas de USPB que ajudava a formar o indivíduo e não sofrer de analfabetismo político ,agora desvalorizam as outras matérias .

    INCOMPETENTE !!

    • Analista!
      Infelizmente acho que o Ilmo. Sr. Beto Richa não lê nada disso e o Secretário Flávio Arns muito menos. Confesso estar muito decepcionada com as atitudes de nosso Governo. Ai que saudade do governo anterior…

  26. É uma vergonha!!!! O Governador manda fechar as Salas de Apoio de Língua Portuguesa e Matemática que ajudavam e muito a melhorar os índices do IDEB das Escolas, investe na qualificação dos Profissionais da Educação para que estes trabalhem com a leitura, reforça a ideia de que através da leitura em TODAS as disciplinas o índice melhoraria e de uma hora para a outra por motivos políticos,resolve nos tirar o direito de ministrar nossas aulas. Muitos de nós somos concursados, estudamos diariamente para melhorar nossas aulas e agora Flavio Arns, o que você fará conosco? Será que vamos ter que entrar em um acordo? Quem sabe entraremos com a “bunda” e você com as ” patas”?

  27. E uma vergonha, o que fazem com a educação neste gorverno é uma afronta, um crime do mais sujo, nogento, repugnante. Totalmente prejudicial ao proximos milenios. Corja de safados e bandidos da pior especie.

  28. Em qualquer lugar de bom senso ao inves de diminuir carga horaria de outras disciplinas seria criado em outro turno aulas de reforco em portugues e matematica. Simples assim.

    • Boa ideia, Marcelo!!! Sabemos que muitas escolas contam com os reforços de Português e Matemática, mas parece que não têm efeito.

  29. Concordo com os comentários dos colegas professores. A Educação da Escola Pública está retrocendo. Só acrescento que em todas as formações que tivemos este ano o foco foi ” a importância da leitura”. Então a SEED está desmerecendo todo o trablalho realizado por ela mesma desde o início do ano?

  30. Não sou da área (educação) mas interpreto o seguinte: quanto menos formação e informação o povo PARANAENSE tiver melhor será para um Presidente da ALPR ir passear na Itália com uma miss ( a digníssima deve ter ido curtir os netos lá na velha BITURUINA) o Governador ir pilotar carros de F1 num dos países mais caros do mundo cuja capital é Dubai e o secretário de educação (PT falso) ir tomar umas aulas com sua finada tia (ZILDA ARNS pessoa de ilibada conduta) de como ser uma pessoa honrada e honesta (Tomara que aproveite este traidor sem vergonha). É ASSIM QUE ESTA CORJA QUER VER O PARANÁ tomara que caia ainda mais pois o povo paranaense adora FALSOS PROFETAS.

  31. No Colégio Estadual André Andreatta em Quatro Barras estão exigindo que os professores reponham dias faltados por motivos de saúde mesmo com a apresentação do atestado médico!!!!Queremos isonomia salarial com os agentes professionais do QPPE, mas também isonomia de direitos!!!!

  32. Um retrocesso histórico. O que querem é atingir objetivos voltados para resultados a curto prazo. A idéia básica é resolver, sem muito gastar, o problema da evasão e notas de Ideb. O problema é mais complicado. A defasagem vem de planos frustrados na educação e de tempos. Por esta e outras muitos jovens não encontram atração no magistério, basta ver a relação candidato/vaga do vestibular para disciplinas de licenciaturas. E se não bastasse muitos professores buscam outros empregos e concursos. É a precarização de todo o ensino e haverá repercussões. Se querem bons profissionais então paguem por eles…

  33. Reduzir a carga horária de disciplinas como Filosofia, Artes, Histório, Sociologia e outras, para acrescentar à Portugês e Matemática é um ledo engano. O problema no domínio dessas disciplinas encontra-se nos anos iniciais do ensino fundamental onde os alunos até 8 anos de idade não adquirem as copetências necessárias para a continuidade de seus estudos. Aliás, o IDEB das escolas municipais responsáveis por esses anos de ensino não estariam maqueados por demais? Índices altíssimos que não condizem com a realidade dos alunos que chegam no sexto ano já com essas defasagens de ensino gritantes. Ora, se o problema não está no ensino médio porque essa “perversa” intenção bem mencionada pelo nosso blogueiro? Apenas para um faz de contas? Podem dar 10 aulas para português e matemática, o problema não será resolvido e ao contrário, o enburrecimento de nossos alunos aumentará com a falta de disciplinas não mais importantes, porém imprescindíveis na construção da criticidade de nossos alunos: a saber as disciplinas que já mencionei. É lastimável e a sociedade não pode aplaudir mais esta iniciativa insana desse governo que está aí para desconstruir e contruir no nada…

    • Concordo com o seu comentário, Ensino Médio! Pelo visto quem está na SEED ainda não conseguiu enxergar que o grande problema está na Educação Básica, do 1º ao 5º Ano, que produz alunos incapazes de ler, escrever e realizar as quatro operações básicas e chegam sem responsabilidades. Realmente não sei como o índice do IDEB das escolas municipais são altos. Pelo que tenho visto nos últimos anos, uma grande parte dos alunos chegam ao 6º ano escrevendo muito mal, indisciplinados, sem responsabilidade, completamente descomprometidos. Realmente é uma tarefa muito difícil passar os quatros anos das séries finais do Ensino Fundamental, tendo que alfabetizar aqueles que o GLORIOSO CICLO BÁSICO fez o favor de ensinar (ou melhor, não ensinar). Nem 30 aulas semanais de Português e Matemática. Outra coisinha: Onde está o Estado da Democracia, que foi incapaz de consultar os professores da Rede Pública a fim de reformular a nova matriz curricular??? Será que não seria melhor as SUPER CABEÇAS PENSANTES DA SEED buscar uma solução real para esse problema de alfabetização das séries iniciais??? Será que não seria de uma ATITUDE DE BOM SENSO, reverem os seus conceitos diante das APROVAÇÕES pressionadas para que as pequenas escolas não percam o seu porte??? É uma vergonha saber que se aprovam alunos na rede pública devido à pressão do governo, para que apareçam lindos índices naquilo que se chama de EDUCAÇÃO. É desestimulante, desrespeitoso para com o profissional de Educação que permite que apenas se reprove o aluno que não obteve a média final em mais de 4 disciplinas. O aluno não aprendeu a ler, não sabe realizar as operações, não conhece nem a história do seu município, quanto mais tem a capacidade de compreender a disciplina de Filosofia e é aprovado. Todos os professores compremetidos com a sua profissão deveriam lutar para que isso não acontecesse mais. Além do mais, a formação continuada oferecida pelo Estado está cada vez mais medíocre. Até parece que quem vai pra SEED se esquece que um dia foi professor, porque não faz nada pra melhorar.

  34. Tudo isso somado a incompetência de reformar escolas, como aquela que vimos semana passada em Curitiba, caindo aos pedaços.

  35. Meu caro, é inadimissivel essa postura de extrema direita. Lembrar de exemplos históricos que ja trouxeram inumeros prejuizos sociais para todos. No período militar entre 1964/1985 uma das preocupações dos militares foi retirar da grade as disciplinas de Filosofia, Sociologia e História, pois estas disciplinas tem a responsabilidade de fazer os jovens pensar sobre sua realidade e discutir política por exemplo, para além do senso comum. Agora deixo um questionamento que considero pertinente. Alguem é capaz de imaginar que disciplinas serão penalizadas por esse projeto revolucionário desses ….?

    • Meu caro,
      E esse governo sabe lá o que é extrema direita? Esquerda, embaixo…

      Os gestores da SEED não sabem se quer o que é uma linha pedagógica. Já disseram o seguinte: “Pra que nos prendermos a uma única linha pedagógica se podemos usar todas?”

  36. Significa um verdadeiro retrocesso, novamente deixaremos de oferecer as disciplinas que realmente fazem os alunos pensarem como Historia, Filosofia, Artes, Sociologia, para fazer com estes alunos virem cidadaõs sem reflexão, ou seja, ficarão a merce desta turma de políticos salafrários como os do PSDB, DEM, vamos a luta para não deixar esta barbarie acontecer

  37. Sou gestor educacional também, e estive em um encontro sobre formação continuada dos profissionais do magistério, com a sra. Meroujy Cavet e o secretário. Sobre a formação dos professores eles disseram ser necessáro “encantar” o aluno. E insistiram nisso como se fosse uma verdade científica, em sua defesa trouxeram exemplos da área da música, que aliás eles devem dominar…. Em suma, na Seed existe uma pedagogia do “encantamento” a disposição dos professores e alunos do Paraná, e não políticas públicas pautadas nos dados oficiais… Insistir nessa idéia de encantamento é travestir a educação de entretenimento, e fazer do professor um animador de platéia, que deve “motivar” os alunos. Triste idéia que confunde o labor do conhecimento com a mera satisfação individual de uma ‘história em quadrinhos’.

    • A Sra. Meroujy andou vendo muito filmes de bruxos e fadas

    • Favor não confundir:
      O que a senhora superintendente e sua equipe vinda da prefeitura pensam que sabe sobre a educação do Paraná, como o que muitos professores comprometidos, que prestam serviço na SEED, acreditam, lutam, fazem resistência mas, NÃO são ouvidos.

  38. Tomara que o mandato dele acabe antes dele acabar com o Paraná. A incompetência é total.

  39. Um problema sério ações educacionais voltadas para melhorar indicativos em exames e pesquisas ligadas ao setor.

    Me faz lembrar recente declaração do “Entendido” em educação pública, Aloísio Mercadante, de que a grande meta do governo federal é fazer com que crianças de 8 anos tenham aprendido a ler e noções rudimentares de matemática…

    Será que não foram as declarações deste “Especialista” que incentivaram o aumento das aulas de língua portuguesa e matemática?

    • Fica até meio que estranho ver o PSDB correr atrás do que diz um Ministro do PT… podemos notar que no PR as políticas públicas do governo do estado são totalmente atravessadas e contrária as nacionais… o que importa mesmo pra esse bando que governa o estado é propaganda… infelizmente o Paraná parou no tempo com esse governicho comandado por Beto Richa e Rossoni…