Leia as manchetes desta sexta

Jornais do Paraná

Gazeta do Povo: Preço do combustível gera multa milionária a sindicato

Jornal do Estado: Procon e MP multam sindicato por reajuste de combustíveis

Jornal de Londrina: Polícia indicia professora no caso Amanda Rossi

Folha de Londrina: Prevenção depende de Plano de Arborização

O Diário (Maringá): Número de homicídios na região aumenta 23%

Diário dos Campos: Iguaçu investirá R$ 457 mi na fábrica de Piraí do Sul

Jornal da Manhã: Vereadores de PG vão custar R$ 10 mi por ano

O Paraná: Lavouras ameaçadas de ficar sem aplicação de agrotóxicos

Gazeta do Paraná: Maioria se aposenta ao ter idade mínima

Jornal Hoje: Tiroteio com polícia deixa dois mortos e um baleado

Gazeta do Iguaçu: Cemitérios devem receber mais de 20 mil no feriado de Finados

Jornal de Beltrão: Sem terrinhas ocupam núcleos de educação

Diário do Noroeste: Amunpar sugere meio expediente nas prefeituras

Tribuna de Cianorte: Com elevação, comarca de Cianorte aumenta o status e amplia serviços

Umuarama Ilustrado: Umuarama precisa aumentar a vida útil do Cemitério Municipal

Tribuna do Norte: Apucarana reajusta em 12,5% tarifa do ônibus

Jornais de outros estados

Globo: Prefeitura quer mudar lei ambiental para 2016

Folha: Dilma e Alckmin acertam acordo contra violência

Estadão: Dilma e Alckmin farão plano contra violência

Correio: PF investiga concurso da Receita

Estado de Minas: Um guia para enfrentar o Enem

Zero Hora: Cinco motivos para levar o Enem a sério

1 Comentário

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  1. O leitor-editor

    Embora os grandes jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão estejam todos na internet, a informação não está mais hierarquizada previamente para o internauta. Ele pode saltar de um veículo a outro, lançar mão de sites de buscas para encontrar o que deseja, filtrar os assuntos sem passar pelo que julga secundário para si e montar o jornal em sua cabeça. A internet tende a eliminar a figura do editor externo ao leitor. E a interatividade acontece não apenas pelo fato de toda publicação virtual dispor de espaço para comentários, mas porque agora o leitor também pode ser um produtor de informação, um emissor ativo e não mais um receptor do que lhe é despejado cotidianamente em telas, altofalantes e páginas.

    Nesse ponto, fica a pergunta: qual o sentido da crescente fragmentação da informação? Teríamos chegado finalmente ao ideal do pósmodernismo, tão difundido a partir dos anos 1970, de que o mundo não pode ser compreendido em sua totalidade, mas apenas em seus fragmentos? Ou seja, uma vertente filosófica teria finalmente encontrado sua base material ““ para nos fixarmos num linguajar marxista ““ que seria, ironicamente, o meio virtual?

    O pósmodernismo, de acordo com Perry Anderson, no livro As origens da pós-modernidade, “é a perda de legitimidade das metanarrativas”. Em suas palavras,

    “a primeira” [metanarrativa], derivada da Revolução Francesa, colocava a humanidade como agente heróico de sua própria libertação através do avanço do conhecimento; a segunda, descendente do idealismo alemão, via o espírito como progressiva revelação da verdade. Esses foram os grandes mitos justificadores da modernidade”A ambos conceitos pode-se somar o materialismo dialético. Na definição clássica de Sartre, o marxismo é a filosofia insuperável de nosso tempo porque ele é a totalização do saber contemporâneo”, ele é propriamente uma filosofia porque “se constitui para dar expressão ao movimento geral da sociedade.

    Repetindo: o jornal tradicional não é feito principalmente de papel, mas de uma idéia totalizante de mundo. Não é exagero dizer que uma das expressões das grandes narrativas como produto é o jornal e o conceito de imprensa construído no Ocidente a partir de 1850.

    De outra parte, a idéia de que o todo não é compreendido enquanto tal, mas apenas em seus fragmentos, está na base da apreensão das informações na rede. Aqui, os fragmentos são juntados de forma individualizada por cada internauta, em infinitas combinações e ordenamentos, numa espécie de faça você mesmo informativo. Há ganhos evidentes na ação cognitiva nesses novos tempos. Cada um é seu próprio editor, cada um é um emissor.

    Essa é a base objetiva da perda de legitimidade ““ e de mercado ““ do jornal tradicional. Ao supermercado informativo, contrapõe-se o mercadinho personalizado em rede global. Pick and play.

    O Jornal da Tarde é mais um supermercado que fecha as portas.