4 de novembro de 2012
por esmael
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Obama x Romney: Cada vez mais brasileira, Flórida é decisiva em 2012

por Rodolfo Borges, enviado especial do Brasil 247 a Miami

O empate técnico entre o presidente Barack Obama (48%) e o desafiante republicano Mitt Romney (47%) nas pesquisas de intenção de voto levou as atenções mais uma vez para o estado da Flórida. No rol dos estados sem fidelidade patidária, que não são majoritariamente democratas ou republicanos, a Flórida é aquele que detém o maior número de delegados (29) !“ depois aparecem Ohio e Pensilvânia, com 18 e 20, respectivamente. Ou seja, quem ganhar por lá terá dado um passo determinante para a vitória !“ não por acaso Obama passa na Flórida neste domingo e Romney vem na segunda-feira. E a disputa está tão apertada que até os votos brasileiros podem fazer a diferença.

Só em 2011, 10.251 brasileiros adquiriam cidadania americana, uma alta de 15% em relação ao ano anterior !“ o que os levou a superar os dominicanos no primeiro lugar. E, nesse processo crescente de imigração, o estado que mais tem chamado atenção é exatamente a Flórida, que naturalizou 2.666 (26%) desses novos cidadãos americanos no ano passado. Os números contribuem para explicar o crescimento de 15% no fluxo comercial entre o estado e o Brasil em 2011, quando chegou a US$ 15,14 bilhões.

O brasileiro Leo Ickowicz, de 65 anos, assiste a esse fenômeno de camarote. Presidente da Elite International Realty, uma imobiliária sediada em Miami, o brasileiro que trocou sua agência de viagens no Brasil há 22 anos pela vida nos Estados Unidos diz que a procura de brasileiros por imóveis na Flórida não para de crescer. No fim do ano passado, os brasileiros detinham 12% dos imóveis de Miami, e estão para ultrapassar os venezuelanos (15%) em proporção.

Casas e apartamentos ao preço básico de US$ 100 mil em boas áreas da cidade, como Brickell e Biscayne Boulevard, se tornaram sedutores diante da valorização imobiliária em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Segundo Ickowicz, recentemente surgiram dois novos perfis de compradores brasileiros. “O homem de 60 anos, em vias de se aposentar, que compra um imóvel pra passar pelo menos seis meses do ano por aqui; e o empresário de 40 anos que ainda não consegue deixar as atividades no Brasil, mas traz a família para internacionalizar a educação dos filhos e fugir da violência”, contou ao 247 o eleitor de Barack Obama, que vota nos Estados Unidos há três eleições.

Voto brasileiro

“Ele (Obama) não fez um governo excelente, mas pegou o país numa situação ruim; e a economia mundial está com problemas… Vou votar nele de novo porque, com o outro candidato, não se sabe o que esperar”, analisa o brasileiro, que, nesta eleição, está em minoria na Flórida, onde Romney se aproveitou do desânimo dos eleitores com a economia para intensificar sua campanha e lidera por pequena margem. A taxa de desemprego no estado é de 9% (acima da média nacional, de 7,9%), muito em função da queda no turismo.

A política econômica de Obama é um dos motivos que levaram o corretor brasileiro Hércules Pimenta, de 68 anos, a optar por Romney neste ano. “Quando se começa a cobrar mais impostos dos ricos, a coisa não funciona”, critica Pimenta, que considera o governo de Obama equivoc

4 de novembro de 2012
por esmael
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Depois de Dirceu e Lula, será a vez de Dilma?

O script do golpe

Por Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, via BR 247.

Vencidas as inacreditáveis ingenuidade e imprudência de democratas bem-intencionados que chegaram a crer que a direita midiática continuaria aceitando ser contrariada por uma vontade popular que as urnas teimam em expressar eleição após eleição desde o histórico 2002, é chegada a hora de ler o script do golpe !“ que já não se esconde.

Retrocedamos, pois, ao limiar daquele outono de 1964, quando, já em nome do combate à  corrupção!, os mesmos meios de comunicação evocavam a ética! contra o governo trabalhista de então, que, tenhamos presente, cometia o crime! de combater a desigualdade renitente que infecta a nação há 500 anos, só que com muito menos ousadia do que o atual.

No início dos anos 1960, o Coeficiente de Gini, que mede a concentração de renda das nações, em sua versão verde-amarela, já altíssimo, alcançava a marca pornográfica de 0,52 !“ quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade.

Aos trancos e barrancos, no limiar do golpe Jango Goulart retomara, em certa medida, o controle do governo, após tentativas civilizadas de impedir que adotasse medidas contra uma chaga nacional que escandalizava o mundo e mantinha o país agrilhoado ao atraso.

A expressão reforma agrária! também escandalizava, só que aos detentores do que, à  época, tinha muito mais importância do que hoje: a propriedade da terra. E, para colocar lenha na fogueira, os movimentos estudantil e sindical se entregavam, entre um devaneio e outro, ao idílio socialista. E o que é pior: sem fazer maior segredo.

Os arreganhos golpistas, para se venderem à  sociedade, não falavam no direito! dos ricos a concentrarem parcela indecente da renda. A ideia de que o povo estava sendo roubado pelo governo justificaria melhor a conspiração que já germinava nas redações dos donos da imprensa!.

Era preciso, pois, construir razões! para justificar o uso da força bruta a fim de obter o que, cada vez mais, ficava evidente que não seria obtido pelas urnas !“ até porque, na falta de votos, fraudá-las seria impossível estando os comunistas! no poder, pois são os governos que organizam eleições.

Dez anos antes, a mesma desculpa fora usada para acuar aquele que, heresia das heresias, ousara erigir uma legislação trabalhista que tantos custos! acarretara ao pobre! capital.

A história do Brasil, como se vê, é a prova de que a corrupção! sempre foi o artifício do capital e das elites para manter a esquerda, seu trabalhismo e seu viés distributi

4 de novembro de 2012
por esmael
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Dilma pode desistir da reeleição e ceder lugar para Lula em 2014

Dilma pode abrir mão da reeleição e antecipar volta de Lula já em 2014.

São cada vez maiores os rumores, em Brasília, de que a presidenta Dilma Rousseff não disputará a reeleição. Dizem fontes deste blog no Palácio do Planalto que a moça não estaria disposta a permanecer mais quatro anos no cargo. Nada confirmado, ainda. à‰ bom ressaltar, pois, o governo Dilma vai bem, obrigado, conforme todas as pesquisas de opinião. Leia mais

4 de novembro de 2012
por esmael
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A gente não soube mostrar a transformação da cidade!, lamenta Luciano Ducci

Em tom de autocrítica, o prefeito Luciano Ducci (PSB), de Curitiba, em entrevista à  repórter Rosane Félix, do jornal Gazeta do Povo, edição deste domingo, tenta explicar os motivos da derrota eleitoral sofrida. A gente não soube mostrar a transformação da cidade!, disse, que ainda assumiu a responsabilidade pelo fracasso: “Eleição, quando a gente ganha, é todo mundo que ganha. E, quando perde, é o candidato. Nesse caso, quem perdeu fui eu. Não há como mudar isso”.

A seguir, leia a íntegra da entrevista de Ducci:

O prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), estava sem os sapatos quando recebeu a reportagem da Gazeta do Povo em seu gabinete. Ele os havia mandado para a limpeza, pois estavam cheios de barro, após visita a obras de uma creche municipal no Conjunto Moradias Itaqui, no bairro Campo de Santana, sul da cidade. Apesar da derrota eleitoral já no primeiro turno !“ ele ficou em terceiro lugar, com uma diferença de 4.402 votos para Gustavo Fruet (PDT) !“, Ducci pretende inaugurar o maior número de obras até o fim do ano. Para acompanhá-las de perto, continua percorrendo a capital.

Durante os 45 minutos em que conversou com a reportagem, Ducci estava sereno e descontraído. Disse que não guarda mágoas de ninguém pela derrota. Ao avistar o certificado e o troféu do Americas Award, prêmio em reconhecimento ao esforço da prefeitura em reduzir a mortalidade infantil, contou que não quis viajar para recebê-lo pessoalmente. Achei que eu ia estar no segundo turno.! A entrega foi feita em 26 de outubro, na Colômbia, pelo Cifal e pela Unitar, órgãos das Nações Unidas.

Ducci ainda não definiu o que fará a partir de janeiro, quando deixa a cadeira de prefeito. Mas confirmou que continuará caminhando ao lado do governador Beto Richa (PSDB).

Como o sr. avalia o resultado da eleição?

A opinião das pessoas se refletiu nas urnas. Agora o que faço é desejar a Gustavo Fruet que faça uma boa gestão. Falo isso como curitibano, como prefeito, como pessoa que gosta muito de Curitiba, que tem família, filhos aqui, e que, daqui um tempo, quem sabe, terá netos aqui. Espero que ele faça uma gestão que seja uma continuidade de tudo o que tivemos. Não é à  toa que Curitiba é a melhor cidade do Brasil para se viver, que é referência no país e no mundo.

O sr. acompanhou a campanha do segundo turno?

Pa