Serra e Haddad vão disputar segundo turno em São Paulo

da Folha.com

O avanço petista em São Paulo repercutiu nas eleições de todo o país.

Os candidatos José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT) foram os mais votados e se enfrentarão no segundo turno das eleições para decidir quem será o próximo prefeito de São Paulo. Serra conseguiu 30,75% dos votos válidos (1.884.849 do total), contra 28,98% de Haddad.

O petista somou 1.776.317 votos.

Celso Russomanno (PRB), que liderou as pesquisas na maior parte da campanha, obteve 21,60% dos votos válidos, ou 1.324.021 votos, e está fora da disputa.

Todas as urnas já foram apuradas. Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), 7.026.448 eleitores compareceram à s urnas em São Paulo. A abstenção foi de 18,48%.

Gabriel Chalita (PMDB) ficou em quarto lugar, com 13,60% dos votos válidos. Na sequência vêm Soninha, do PPS (2,65% dos votos) e Carlos Giannazi, do PSOL (1,02%).

Os demais candidatos –Paulinho da Força, (PDT), Levy Fidelix (PRTB), Ana Luiza (PSTU), Miguel (PPL), Eymael (PSDC) e Anaí Caproni (PCO)– não alcançaram 1% dos votos válidos.

Em uma eleição marcada por uma virada na reta final, Serra e Haddad repetem a polarização entre PSDB e PT que tem sido tradicional nas disputas na cidade.

O tucano, que enfrenta sua terceira disputa pela Prefeitura de São Paulo, conseguiu superar a desconfiança do eleitorado após renunciar ao cargo em 2006. No segundo turno, tentará se reerguer após derrota para Dilma Rousseff nas eleições presidenciais de 2010.

Estreante em eleições, Haddad surgiu como aposta politica do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e venceu o desconhecimento com ampla exposição no horário eleitoral na TV.

Para avançar ao segundo turno, precisou vencer também os prejuízos eleitorais do julgamento do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), que acontece simultaneamente à  campanha.

Agora, no segundo turno, os dois candidatos terão o mesmo tempo na TV, com 20 minutos diários para cada um.

HADDAD

Ex-ministro da Educação, Fernando Haddad deixou o governo em janeiro deste ano para disputar a prefeitura da cidade.

Sua candidatura, que teve Lula como padrinho, enfrentou resistências dentro do próprio PT, como o da ex-prefeita e ministra Marta Suplicy (Cultura), que nunca escondeu sua vontade de voltar a administrar a cidade.

Para alavancar a candidatura do afilhado desconhecido, Lula escalou o marqueteiro João Santana, responsável pela eleição de Dilma, e costurou alianças muitas vezes incômodas ao candidato. O apoio do ex-prefeito Paulo Maluf (PP), por exemplo, custou a Haddad a primeira vice de sua chapa, Luiza Erundina (PSB), que não concordou em subir no palanque ao lado do adversário histórico.

Enquanto polarizava a campanha com Serra, viu Celso Russomanno crescer nas pesquisas e roubar votos em tradicionais redutos petistas. Foi quando, então, mudou de tática e passou a atacar também o candidato do PRB.

Na última semana de campanha, contou com o reforço de Dilma em seu palanque e cresceu na reta final conquistando a vaga no segundo turno.

SERRA

O tucano José Serra chega ao segundo turno após resistir inicialmente a se candidatar mais uma vez à  cadeira de prefeito de São Paulo.

Durante a campanha, precisou vencer a desconfiança de eleitores que acham que o tucano não vai cumprir os quatro anos de mandato, caso eleito. Em 2006, ele deixou a prefeitura um ano e três meses para disputar o governo do Estado.

Questionado nas ruas, Serra levou para a TV o compromisso de cumprir o mandato caso eleito. Sua taxa de rejeição, no entanto, continuou a maior entre os candidatos durante a campanha.
Mais agressivo no início da campanha com os adversários, principalmente contra o PT de Haddad, o tucano também atacou Russomanno, comparando-o ao ex-prefeito Celso Pitta, e chegou a trocar farpas com a presidente Dilma Rousseff, a quem recomendou “não meter o bico em São Paulo”.

Agora, no segundo turno, enfrentará mais uma vez o PT, seu tradicional adversário em disputas eleitorais.

1 Comentário

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  1. o gurgel queimou a lingua.quando disse que o julgamento inflienciaria as eleições. tiro no pé da direita eletista;