Para analistas, eleições devem seguir descoladas do mensalão no 2!º turno

da Agência Estado

Julgamento do mensalão teve início em agosto e deve acabar perto do segundo turno. Foto: Dida Sampaio.

O Supremo Tribunal Federal (STF) selou na semana passada a condenação por corrupção ativa do ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, do ex-presidente do PT José Genoino e do ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares por envolvimento no esquema de compra de apoio parlamentar ao governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O julgamento da antiga cúpula petista foi iniciado na semana anterior ao primeiro turno da eleição municipal, e o impacto nas urnas foi pequeno, na opinião de analistas, apesar da grande exposição na mídia e do uso do caso por alguns candidatos.

“A despeito da propaganda massiva e do destaque nos noticiários, o impacto não foi visto. Houve certo distanciamento dos eleitores da questão. (O julgamento) não foi variável determinante”, disse o professor de ciência política do Ibmec Belo Horizonte Oswaldo Dehon.

O pleito municipal é visto com certo descolamento da política nacional. Os eleitores estão mais preocupados com as soluções de problemas próximos, como transporte, educação e saúde, sem grande influência de questões consideradas distantes, como o julgamento do mensalão.

Eleitores tendem, também, a votar em perfis conhecidos e não em partidos, o que reduz ainda mais o possível efeito do julgamento no voto municipal.

“O eleitor está querendo soluções para suas regiões, seus bairros, suas cidades. O eleitor não vota em partido, vota em pessoas e perfis”, disse o professor da Universidade de São Paulo (USP) Gaudêncio Torquato. “O efeito eleitoral (do julgamento) é muito pequeno. Na hora H, isso não funciona, mas não quer dizer que não seja importante”, disse.

Apesar de sair derrotado em capitais importantes como Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife, o PT foi, ao lado do PSB, o único partido entre os grandes a ter crescimento em 2012, elegendo mais prefeitos nesta eleição do que há quatro anos.

Caso complexo. No primeiro turno, o mensalão foi usado com moderação pelas campanhas, especialmente nas cidades onde as disputas principais ocorreram entre candidatos de partidos que integram a base aliada da presidente Dilma Rousseff. Agora, com a polarização da disputa entre dois lados, o tema poderá ser mais explorado no segundo turno.

Em São Paulo, maior cidade do país, o segundo turno repetirá a rivalidade nacional entre PT e PSDB, o que acontecerá em outras duas capitais – Rio Branco e João Pessoa. O tucano José Serra, que saiu com ligeira vantagem na primeira rodada, enfrentará o petista Fernando Haddad.

As primeiras pesquisas divulgadas na semana passada colocaram o petista com vantagem de 10 pontos sobre Serra: no Datafolha, Haddad lidera por 47%, contra 37 do tucano. No Ibope, os índices registram 48 a 37%, com vantagem do petista.

4 Comentários

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  1. Quem erro tem que pagar!!!
    nada de se esconder em sub cargos e filias da prefeitura
    o povo lembra!!!

  2. Exatamente José!
    Fruet diferentemente de Ratinho Junior, tomou sua posição na CPI e lutou contra os corruptos! Merece respeito e admiração! Não essa idiotisse de ficarem pegando no pé dele por ter feito seu trabalho de forma correta! Quer dizer que o povo prefere um cara que nem de manifestou na CPI e fugiu do mensalão do que um que foi lá deu a cara pra bater e denunciou os corruptos? A para com isso né eleitor inútil

  3. O Gustavo Fruet derrotou o pessoal do mensalão! é 12!

  4. No processo do “mensalão”, que está sendo julgado pelo STF, Joaquim Barbosa (relator do processo) destacou a atuação de Gustavo Fruet na CPI dos correios, a qual forneceu subsídios para o Ministério Público montar o processo. Gustavo Fruet tem mérito pois lutou de forma incansável pela condenação dos réus, da mesma forma denunciou João Claudio Derosso presidente da Câmara Municipal de Curitiba no escândalo dos desvios de verba de propaganda. Gustavo é um exemplo de honestidade e na luta contra a corrupção.