Câmara sugere que prefeitura interrompa repasses ao Atlético-PR

por Fernando Castro, do G1 PR

Felipe Braga Cortes apresentou o requerimento (Foto: CMC)
O plenário da Câmara Municipal de Curitiba aprovou na manhã desta segunda-feira (15) um requerimento que sugere à  Prefeitura que interrompa o repasse de títulos de potencial construtivo ao Atlético-PR. O autor da proposta, Felipe Braga Cortes (PSDB), sugeriu que o dinheiro deixe de ser entregue até que sejam esclarecidas as denúncias de irregularidades feitas pelo ex-diretor jurídico do clube José Cid Campêlo Filho.

Campêlo classificou como imorais! algumas situações no processo de reforma no estádio para a Copa do Mundo de 2014. Apesar de não considerar ilegal, ele condenou a contratação da empresa do filho do presidente do presidente do Atlético-PR, Mario Celso Petraglia para fornecer as novas cadeiras do estádio. Também apontou outro familiar do presidente do clube como responsável pelo projeto arquitetônico do estádio. O clube negou irregularidades e afirmou que as contratações foram licitadas.

De acordo com Cortes, a ideia do requerimento é evitar que sejam emitidos mais títulos de potencial construtivo para avalizar empréstimos ao Atlético-PR. Vamos aguardar o parecer oficial do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) para verificar se trata-se de dinheiro público, mas são denúncias fortíssimas e gravíssimas!, afirmou o vereador. Para ele, se for confirmado que o potencial construtivo é dinheiro público, ele está sendo mal utilizado.

A princípio falta repassar R$ 68 milhões. O total de R$ 90 milhões, corrigidos, dá em torno de R$ 98 milhões. Foi repassado R$ 30 milhões em 6 de junho pelo Governo do Estado, com garantia deste potencial construtivo. A ideia agora é que não seja uma torneira aberta, temos que fechar e esperar o que vai acontecer!, afirmou Cortes. O requerimento pode ser acatado ou não pela Prefeitura, e tem caráter de posicionamento da Casa, segundo o vereador.

Questionado se um projeto de lei não seria mais efetivo para evitar os repasses, Cortes afirmou que não é o momento!. à‰ uma precaução, é a Câmara se posicionar no sentido de dizer que os agentes públicos devem segurar, o que deve ser feito de qualquer forma, porque não existe clima para isso agora!, afirmou o vereador.

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