Ratinho Junior nem aí para ataques de adversários

Líder nas pesquisas, Ratinho Junior vira alvo em Curitiba

por Estelita Hass Carazzai, via Folha de S. Paulo

Ratinho lidera em Curitiba.
Depois de sete pesquisas consecutivas em que aparece disputando a liderança para a Prefeitura de Curitiba, o candidato Ratinho Junior (PSC) passou a ser alvo de ataques dos adversários.

Seus dois principais oponentes, o atual prefeito, Luciano Ducci (PSB), e o ex-deputado Gustavo Fruet (PDT), têm mencionado em discursos e em seus programas eleitorais críticas à  suposta falta de experiência e à s propostas de Ratinho –que tem 31 anos e é deputado federal em segundo mandato.

Também começaram a surgir pela cidade pichações de “Ratinho, que horror!” e panfletos que acusam o candidato de ser o “Tiririca do Paraná”.

Outros textos afirmam que “lugar de rato é na ratoeira” e que Curitiba não pode “se transformar em chacota nacional” –esses de autoria da Conferência Nossa Curitiba, um grupo de eleitores e lideranças que apoia a candidatura de Ducci.

O atual prefeito é o que mais tem batido em Ratinho: neste final de semana, por exemplo, Ducci afirmou em evento de campanha que Curitiba “não precisa de animador de auditório, mas alguém que saiba administrar”.

Ratinho Junior é filho do apresentador de TV Ratinho. O próprio candidato também apresentava diariamente, havia cinco anos, um quadro nas emissoras de rádio e TV da família –dona da retransmissora do SBT no Paraná e de uma rádio FM popular na cidade.

O programa eleitoral de Ducci também vem, há cerca de três semanas, alimentando críticas à  juventude de Ratinho. Inserções em rádio e TV já compararam o candidato a um dentista inexperiente, a um piloto em seu primeiro voo e a um engenheiro recém-formado. Uma das peças, inclusive, teve que ser retirada do ar, a pedido dos advogados de Ratinho, por “ridicularizar” o oponente, segundo a Justiça Eleitoral.

Já Fruet, no programa de TV da semana passada, comparou Ratinho ao ex-presidente Fernando Collor de Mello, que sofreu impeachment por denúncias de corrupção. “A história brasileira já mostrou no que dá um candidato que se diz independente quando se elege. Ou será que nos esquecemos de Collor de Mello?”, afirmou o pedetista.

O programa do pedetista também tem afirmado que o curitibano não quer “aventuras”. “Não dá para embarcar em uma viagem no escuro, apostar em propostas irresponsáveis”, afirma o narrador, em uma vinheta da campanha de Fruet.

Em resposta aos ataques, Ratinho Junior tem dito que “experiência, em política, muitas vezes é sinônimo de malandragem” e que Curitiba é uma cidade “sem preconceitos”.

“à‰ um estilo de política atrasada, arcaica. Não tenho dado bola porque não tem surtido efeito”, disse o candidato do PSC à  Folha. “A minha missão, como candidato, é vencer inclusive essa barreira [do preconceito].”

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