MP pede afastamento de presidente e vice da Câmara de Cascavel

por Laís Laíny, via Jornal Hoje

Prefeito Edgar Bueno (PDT).

A desobediência à  decisão judicial para a criação da CPI da Propina pode custar o cargo dos principais integrantes da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Cascavel. O MP (Ministério Público) pediu o afastamento imediato do presidente da Câmara, Marcos Damaceno (PDT), e do vice-presidente, Paulo Bebber (PR).

Na ação civil pública, com pedido de liminar, a Promotoria acusa os dois parlamentares de improbidade administrativa pelo desacato à s ordens judiciais para investigar suposto pagamento de propina ao prefeito Edgar Bueno (PDT) e ao secretário de Obras, Paulo Gorski.

O autor da ação é o promotor Gustavo de Macedo, que não economizou crí-ticas aos parlamentares. Ele acusa Damaceno e Bebber de satisfazer os próprios interesses políticos, de conduta incoerente e até de zombar do Judiciá-rio. A situação ganhou ares de zombaria. Os nobres edis estão debochando do Judiciário e do Ministério Público e, por que não dizer, de seus colegas que impetraram o mandado de segurança!.

As várias tentativas de prejudicar a CPI com o objetivo proteger o prefeito Edgar são tidas como evidentes aos olhos do MP. As manobras efetuadas […] têm o evidente propósito de preservar a imagem do prefeito Edgar Bueno e a de seu secretário de obras, Paulo Gorski, alvos da apuração!.

Para o promotor, o afastamento dos dois é necessário para que seja retomada a moralidade e a legalidade na Casa de Leis. Enquanto os requeridos Marcos Damaceno e Paulo Bebber estiverem à  frente da Câmara de Vereadores de Cascavel, os atos de improbidade administrativa e a viola-ção aos princípios que regem a administração pública serão epetidos!.

Aà‡àƒO CRIMINAL

O promotor Carlos Bachinski, que se manifestou favorável à  CPI da Propina, remeteu ontem a cópia do processo à  Promotoria Criminal. Com isso, não está descartado que Marcos Damaceno e Paulo Bebber também respondam criminalmente pelo desacato à s ordens judiciais.

Os vereadores não comentaram a acusação, dizendo que ainda não haviam sido notificados.

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