Professores da UEM deflagram greve até governador sancionar aumento

Via odiario.com

Assembleia dos professores da UEM. Foto: Douglas Marçal.

Em assembleia realizada na manhã desta terça-feira (21) no auditório do Dacese, na Universidade Estadual de Maringá (UEM), os docentes da instituição aprovaram a manutenção da greve até que o governador Beto Richa (PSDB) sancione o projeto de lei que concede aumento de 31,73% na tabela de vencimentos da categoria. A proposta foi aprovada pela maioria dos 300 professores que participaram da reunião, liderada pela Seção Sindical dos Docentes da UEM (Sesduem).

A adesão à  greve é voluntária, por isso não se sabe quantos, dos 22 mil alunos da UEM, ficarão sem aula. Conforme a Sesduem, cerca de 90%, dos 1500 dos professores, estão parados.

A expectativa é de que uma nova assembleia ocorra na sexta-feira (24), podendo dar fim à  paralisação. “Vamos parar as aulas até o governador sancionar o projeto de lei. Se isso acontecer até quinta-feira, realizaremos uma nova assembleia já na sexta-feira para votar o encerramento da greve”, fala a vice-presidente da Sesduem, Marta Bellini.

Projeto em votação na Assembleia

O projeto que concede aumento aos professores foi lido no expediente da sessão da Assembleia Legislativa nesta segunda-feira (20). Na tarde desta terça-feira haverá uma sessão extraordinária na Casa, e com isso espera-se que a votação final ocorra na quarta-feira (22). A proposta deve ser sancionada pelo governador na quinta-feira (23).

“Queremos aprovar esta importante mensagem o mais rápido possível, para ser sancionada pelo governador, atendendo o anseio desta importante categoria. Quero tranquilizar os reitores, diretores de sindicatos e professores, que vamos aprovar este projeto”, declarou o líder do Governo na Assembleia, deputado estadual Ademar Traiano (PSDB).

Universidades em greve

A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) está com as atividades paralisadas desde a última sexta-feira (17). Nesta terça-feira, além da UEM, a Unioeste (Cascavel) também deflagrou greve. Na Unicentro (Guarapuava) a decisão deve ocorrer nesta quinta-feira e na UEL (Londrina) no dia 3 de setembro.

Esta é a primeira vez, em mais de 10 anos, que os professores das universidades estaduais do Paraná entram em greve. A última, e mais longa já registrada, ocorreu em 2001, quando os docentes ficaram 108 dias parados.

3 Comentários

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  1. Fácil deflagrar greve quando o governo já havia encaminhado administrativamente as solicitações docentes.

    Queria ver esse sindicatozinho ter peito de colocar todo mundo (docentes) em risco de levar corte no ponto se não soubesse o que ía acontecer.

    Mera jogadinha política para sair na imprensa.

  2. Li em outro blog ha algum tempo um comentario do principe herdeiro , o jovem bem nascido, MARCELLO RICHA, que a greve dos professores das universidades federais do país era incompentecia do governo federal, agora gostaria que o jovem se manifestasse novamente a respeito do assunto.

  3. Que bom para os professores do ensino superior que o governo “se agilizou” depois de deflagrada a greve. Será que para que o governo cumpra os acordos firmados com os professores do ensino básico será necessário greve também?