Justiça rejeita 3 pedidos de anulação da cassação de Barbosa

por Loriane Comeli, via Folha de Londrina

Barbosa Neto.

Três tentativas do ex-prefeito Barbosa Neto (PDT) de anular a sessão de julgamento da Câmara de Londrina que culminou com a cassação de seu mandato, em 30 de julho, foram negadas pela Justiça da primeira instância. Duas decisões, do juiz da 1 Vara da Fazenda Pública, Marcos José Vieira, foram proferidas ontem. A outra, do juiz da 2 Vara da Fazenda Pública, Emil Tomás Gonçalves, tem data de segunda-feira.

Em um dos mandados de segurança, Vieira indeferiu a petição inicial na qual a defesa de Barbosa tentava anular a sessão de julgamento alegando que o vereador Jacks Dias (PT) seria suspeito para participar da votação porque teria recebido propina da empresa Centronic enquanto era secretário de Gestão Pública, na gestão de seu antecessor Nedson Micheleti (2001-2008). Barbosa, por sua vez, foi cassado porque teria mantido vigias pagos com dinheiro público – por meio do contrato entre a Centronic e a prefeitura – trabalhando em sua emissora de rádio.

O juiz, no entanto, explicou que as causas de suspeição e impedimento não se aplicam aos julgadores de processos políticos, no caso, aos vereadores. Além disso, ressaltou que ”os atos ilícitos imputados ao impetrante (Barbosa) pela Comissão Processante são diversos da acusação que recai sobre a pessoa de Jacks Dias”.

No outro mandado de segurança, a defesa do ex-prefeito alega que o procedimento de cassação, baseado na Lei Orgânica do Município e no Código de à‰tica da Câmara, seria inadequado, uma vez que o julgamento de prefeitos por infração político-administrativa deveria seguir o rito do decreto-lei federal 201/1967, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF).

O juiz Marcos Vieira refutou a tese, argumentando que a legislação municipal apenas repete o disposto no decreto federal e, portanto, não haveria ofensa à  súmula do STF. O magistrado também lembra que o conteúdo do mandado de segurança é idêntico ao de ação impetrada no dia da sessão de julgamento.

Quanto à  terceira tentativa de anular a sessão, na 2 Vara da Fazenda, a defesa também utilizava a tese de que a Câmara não aplicou o decreto 201/67. O mandado de segurança foi impetrado no mesmo dia da sessão de julgamento, mas como faltou a comprovação do recolhimento de custas judiciais, o processo demorou para ser julgado. O juiz Emil Tomás Gonçalves entendeu que a ação perdeu o objeto quanto à  liminar para a suspensão da sessão, mas pode continuar a tramitar quanto ao pedido de nulidade do processo de julgamento.

Porém, para o magistrado, não há razão para conceder liminar quanto à  nulidade. ”Diante da ausência objetiva da comprovação objetiva do perigo da demora não se vislumbra a possibilidade de concessão da liminar.”

A advogada Dayane Medeiros estava em trânsito ontem à  tarde e, devido à  má qualidade da ligação, não foi possível conversar sobre cada decisão. Ela disse apenas que irá recorrer. Dois recursos de Barbosa ao Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná contra decisões de primeira instância já tiveram liminares indeferidas. A defesa apresentou outros dois recursos (chamados de embargos de declaração) contra essas decisões do TJ.

3 Comentários

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  1. ATENÇÃO MILITÂNCIA DO P.D.T., UM PASSARINHO DISSE QUE O PREFEITO BARBOSA NETO PODE VOLTAR A GOVERNAR LONDRINA A QUALQUER MOMENTO A PARTIR DA SEMANA QUE VÉM.

    AOS CANDIDATOS A VEREADORES DO P.D.T. DE LONDRINA ESPERAMOS MUITO EMPENHO E FIFELIDADE AO PARTTIDO.

    AGORA E A HORA DE MOSTRAR QUE O P.D.T. E MAIS P.D.T.

  2. e o gurgel inventa fantasia ,isso e coisa do ministerio publico ,que os advogados desqualificam veemente. mensalão ja mudou de nome ,para suposição fraudes financeiras não comprovadas.

  3. Sem novidades, acompanhei quase todo o processo por lá e realmente não esperava nada além do que foi noticiado, a má vontade de reconhecimento das parcialidades e vícios havidos anteriormente e durante a sessão da Câmara de Vereadores, que acabou usurpando o legítimo mandato do prefeito Barbosa Neto.

    O absurdo foi tamanho, no dia da votação, que Barbosa compareceu para fazer sua própria defesa e mostrou vídeo do depoimento de uma das testemunhas de acusação (isto mesmo, chamada para incriminá-lo no caso da Centronic), que surpreendeu a Comissão Processante ao denunciar vereador Jacks Dias, do PT, por haver recebido propina e que alguns políticos até faziam churrasquinhos para celebrar a parceria.

    E, pasmem os leitores, o vereador saiu inocentado sem qualquer procedimento instaurado porque se não fosse assim Barbosa Neto continuaria prefeito. O petista apontado como corrupto deu o voto minerva para a cassação de um prefeito honrado, sem qualquer comprovação do que demagogicamente sustentam atraves da grande imprensa.