Em Londrina, Barbosa Neto faz nova tentativa para anular cassação

da Folha de Londrina

Barbosa Neto.

A defesa do ex-prefeito de Londrina Barbosa Neto (PDT) ajuizou mais um mandado de segurança, com pedido de liminar, para anular a decisão da Câmara Municipal que cassou seu mandato no dia 30 de julho por infração político-administrativa. Em 102 páginas, os advogados Eduardo Duarte Ferreira e Dayane Medeiros, que assinam a ação, não apresentaram novidades. Eles insistem na tese de que o vereador Roberto Kanashiro (PSDB) estava impedido de presidir a Comissão Processante (CP) da Centronic, que apontou responsabilidade de Barbosa ao manter dois vigias supostamente pagos com dinheiro da prefeitura, por meio de um contrato com a empresa de vigilância, na emissora de rádio de sua família.

Os advogados sustentam que Kanashiro não era isento porque já tinha sido presidente da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Centronic, investigação que antecedeu a CP. Também requerem que o voto do tucano seja anulado, pelo mesmo motivo. Para a defesa, a CEI tinha caráter inquisitivo e a CP era uma comissão julgadora. ”De forma absolutamente clara e cristalina, Roberto Kanashiro, uma das mais conceituadas autoridades locais, investindo-se em condição sobre-humana de investigador e julgador maculou o procedimento político-administrativo que culminou com a cassação do mandato eletivo do impetrante”, escreveram os advogados.

O suposto impedimento de Kanashiro já foi alvo de deliberação do Judiciário. No primeiro mandado de segurança contra a sessão de julgamento, procolado uma semana antes da cassação, a defesa apontou a participação do vereadores nas duas comissões. à€quela ocasião, o juiz substituto da 1 Vara da Fazenda, Mário Azzolini, entendeu que houve confusão da defesa entre CEI e CP e que Kanashiro foi escolhido por sorteio, conforme determina o regimento interno da Câmara.

O processo foi protocolado no último dia 14 e deve ter a liminar julgada pela 2 Vara da Fazenda Pública nos próximos dias. Até agora, ações de Barbosa foram indeferidas em primeira instância e os recursos estão tramitando no Tribunal de Justiça do Paraná. Outra ação contra a Câmara foi protocolada na semana passada, mas tramita na 1 Vara da Fazenda e a reportagem não teve acesso ao teor.

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