‘Diplomacia’ marca primeiro debate de prefeituráveis de Londrina

Via odiario.com

Debate em Londrina foi considerado ‘morno’. Foto: Facebook/divulgação.

A diplomacia foi a marca maior do primeiro debate dos candidatos a prefeito de Londrina, realizado nesta quinta-feira (2) à  noite, na TV Tarobá (Rede Bandeirantes). Todos os seis candidatos – Alexandre Kireeff (PSD), Barbosa Neto (PDT), Luiz Eduardo Cheida (PMDB), Marcelo Belinati (PP), Márcia Lopes (PT) e Vamor Venturini (PSol) – estiveram presentes.

Apesar de apresentarem um certo nervosismo, os candidatos evitaram ir para o confronto direto ou polemizar. Porém, não faltaram cutucadas a Barbosa Neto (PDT) pelo fato de ter sido cassado pela Câmara Municipal de Londrina na última segunda-feira (30), acusado de irregularidades na contratação de vigias da empresa Centronic, pela prefeitura, e que teriam prestado serviços à  rádio de sua propriedade, a Brasil Sul AM.

Mediados pelo editor-chefe da TV Tarobá, Fernando Brevilheri, os candidatos responderam a perguntas de telespectadores. Equipes de jornalismo gravaram as perguntas e houve o sorteio de quem responderia a cada questionamento.

Porém, no segundo bloco é que o confronto entre os candidatos foi um pouco mais acirrado. Mesmo assim, eles evitaram polemizar e buscaram ser um pouco mais polidos. Mas não faltaram alfinetadas quando o embate envolvia Barbosa Neto. Foi o caso da primeira pergunta realizada pelo pedetista a Alexandre Kireeff sobre o que ele achava da Guarda Municipal. Kireeff foi bem polido ao dizer que defende uma guarda desarmada e que o processo das armas de fogo devam ser realizadas gradativamente, à  medida que o efetivo vá amadurecendo como força de segurança.

Já Valmor Venturini foi curto e grosso em seu questionamento a Barbosa Neto, questionando se ele não se sentia constrangido em estar presente ao debate após a sua cassação. O ex-prefeito usou o discurso que já vinha utilizando de que foi vítima de armação política em Londrina, que a sua candidatura não estaria sub judice e que teria havido uma farsa na Câmara Municipal. Venturini rebateu dizendo que na realidade Londrina respira melhor desde a saída dele da prefeitura e que foi o povo que o retirou do cargo.

Nas demais perguntas entre os candidatos, o clima foi mais ameno, abordando desenvolvimento econômico, segurança, proposta de gestão pública e sobre a planta de valores do IPTU.

O terceiro bloco começou quente, com Luiz Eduardo Cheida escolhendo Barbosa Neto para responder ao questionamento sobre onde ele teria errado na política pública de saúde em Londrina. Barbosa respondeu fazendo comparativo entre as mudanças político-administrativas na administração pública na gestão de Cheida, há 20 anos, e a dele, e que houve muitos avanços no setor. Cheida usou da réplica, citando o desperdício de recursos públicos em Londrina com vacinas sendo jogadas no lixo, remédios vencidos e compra de equipamentos inadequados e voltou a insistir na pergunta feita anteriormente.

Barbosa Neto ao usar da tréplica, foi interpelado por Cheida e, quando o mediador voltou o cronômetro para o ex-prefeito, este chamou Cheida de mal educado, não respondendo ao questionamento. Ao final questionou há quanto tempo que Cheida não entrava em um consultório para clinicar, pois só tem ficado na política. Cheida pediu direito de resposta, mas foi negado a ele.

Outro ponto de debate mais acirrado foi no questionamento de Alexandre Kireeff a Marcelo Belinati sobre o excesso de partidos que estão apoiando a sua candiatura na coligação e se isso não geraria um inchaço da máquina pública. Mas Marcelo evitou o confronto direto ao responder a importância desses apoios.

Os demais questionamentos, como no segundo bloco, foram mais amenos e não ocorreram polêmicas, abordando habitação, saúde e relação da candidata Márcia Lopes, do PT, com o Sindiserv.

No último bloco, nas considerações finais, os discursos dos candidatos foi de fazer o melhor por Londrina. Vários deles aproveitaram para dar alfinetadas em Barbosa Neto, lembrando dos escândalos que marcaram os dois últimos anos. Já Márcia Lopes procurou atrelar a sua imagem à  da presidenta Dilma Rousseff, enfatizando a importância dela ser eleita a primeira prefeita do município.

A TV Tarobá agendou outro debate para o dia 2 de outubro, na semana que antece as eleições marcadas para o dia 7.

5 Comentários

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  1. UM DEBATE DE REAFIRMAÇÃO DO P.D.T. EM LONDRINA, BARBOSA NETO FEZ A SUA PARTE COM REALISMO, ENQUANTO CHEIDA -P.M.D.B. FICA NERVOSO AO SABER DAS SUAS DIFICULDADES PARA ALAVANCAR A SUA CAMPANHA, ISTO FICOU DEMOSTRADO NO DEBATE, MARCIA LOPES – PT. SE SAIU MUITO BEM, ENQUANTO VALMOR DO P.SOL E MUITO FRACO, ALEXANDRE KERIF NÃO TEM CACUETI DE POLITICO, MARCELO BELINATI NÃO ATINGE 10% DA POLITICA DO TIO BILA.

    A TAROBA ESTA DE PARABÉNS PELA ORGANIZAÇÃO, DO LADO DE FORA MILITANTES DO P.D.T. FAZEM A SUA PARTE APOIANDO O NOSSO CANDIDATO.

  2. O candidato da coligação “Quem Manda é o Povo”, Barbosa Neto (PDT), mostrou ser o mais preparado para administrar Londrina, no primeiro debate promovido nesta quinta-feira à noite (2), pela Televisão Tarobá. Em cada pergunta, Barbosa desfilou as ações que foram implementadas nos últimos 3 anos na cidade e que representa mais do que os administradores antecessores fizeram em 30 anos.
    Respondendo ao servidor Nilson Ferreira da Silva, falou da Usina de Asfalto, que possibilitou a Prefeitura economizar 63% na tonelada de asfalto, garantindo o amplo programa de recuperação asfáltica realizada em todas as regiões da cidade. Abordou também a renovação de um terço da frota dos veículos oficiais, compra de maquinário e a patrulha mecanizada para as estradas rurais.
    No segundo bloco, falou da Guarda Municipal que é uma conquista de Londrina e que está contribuindo para a melhoria da segurança da cidade. Ele destacou que está aberto concurso para a contração de mais de 100 guardas, cuja prova será no dia 26 de setembro. Falou das bases da guarda na região norte, instalada na avenida Saul Elkind; no Lago Igapó e nos distritos rurais, além das central de câmeras de vídeo, que monitoram 78 pontos da cidade.
    O debate na TV Tarobá, também representou uma oportunidade para Barbosa reforçar a legalidade de sua candidatura, cujo registro foi deferido pelo juiz Álvaro Rodrigues, da 41 Zona Eleitoral e, de denunciar a verdadeira farsa e o golpe promovido pelos vereadores que interromperam o mandato do candidato da coligação “Quem Manda é o Povo” na Prefeitura. “Eles me jogaram na cova dos leões. Foi um golpe contra a democracia e contra o voto dos 135 mil eleitores que nos elegeram”, defendeu Barbosa. “Os poderosos se uniram para nos tirar da Prefeitura. Eles não querem um governo que administra com austeridade e com o menor número de cargos comissionados do Brasil, como fizemos”, apontou.
    No debate, Barbosa Neto ainda falou da saúde e lembrou que atualmente Londrina tem a segunda melhor do Estado; habitação com 7 mil moradias em três anos com prestação mínima de R$ 60,00. No bloco final, Barbosa falou de mais conquistas para a cidade de Londrina nos últimos anos, como o Restaurante Popular com refeições de qualidade a R$ 1,50; a campanha Pé na Faixa; as faixas exclusivas de ônibus; o programa de Modernização da Gestão Pública e a merenda de qualidade. “Coragem e seriedade para executar as obras necessárias para cidade e o cuidado com as pessoas”, resumiu.

  3. Sabe tenho 19 anos e é a primeira vez que vou votar para a prefeitura de Londrina, em relaçao ao Barbosa Neto não estou contra ele, pois ele fez muitas coisas para Londrina, mas poderia ter feito muito mais, en relaçao aos outros candidatosficar cutucando o Barbosa Neto não foi um ótima atitude eles poderião ter usadoas suas oportunidades para mostrar as suas intençoes sobre Londrina, pois a cidade já sabe o que o Barbosa já fez de errado, basta ele tentar mudar a sua imagem.

  4. É, mas apesar do negativismo dessa notícia segundo informações mais isentas Barbosa Neto se saiu muito bem no debate. E nem podia ser diferente porque os demais candidatos, como eles próprios sabem, pretendem subir ou se sustentam no topo ancorados no golpismo da Câmara de Vereadores, passível de ser revogado pela Justiça a qualquer momento.