Defesa de José Dirceu faz apelo final ao STF

da Agência Estado

José Dirceu.

A defesa de José Dirceu protocolou ontem no Supremo Tribunal Federal (STF) um apelo derradeiro contra os argumentos da Procuradoria-Geral da República nos autos do mensalão. Os advogados do ex-ministro-chefe da Casa Civil – réu pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa – tentam, nesse texto, refutar ponto a ponto os indícios apontados pela acusação. Eles sustentam que trechos do memorial entregue pela Procuradoria aos ministros da Corte contêm “omissões incompreensíveis”.

A petição dos defensores de Dirceu, também denominada memorial, chega à s mãos dos 11 ministros do Supremo na etapa mais importante do julgamento, a apenas uma semana do início da votação – no próximo dia 16 os magistrados começam a ler seus votos. O primeiro será lido pelo relator, Joaquim Barbosa.

José Dirceu é apontado pela Procuradoria-Geral como mentor de “sofisticada organização criminosa” que teria sido montada para cooptação, mediante pagamentos mensais a parlamentares, em troca de apoio na votação de reformas promovidas pelo governo Lula.

“Basta notar que, contra José Dirceu, o único testemunho judicial que consta dos memoriais da PGR é o de Virgílio Guimarães (ex-deputado PT-MG), que de tão vago e genérico nem sequer pode ser considerado um elemento indiciário dos fatos em apuração”, assinala o documento, subscrito pelos criminalistas José Luís Oliveira Lima e Rodrigo Dall?Acqua.

Segundo a defesa do ex-ministro, “praticamente todo o memorial da PGR é constituído por citações de material probatório sem nenhuma relação com José Dirceu, como laudos contábeis, depoimentos de sacadores e recibos de saques”. Os advogados buscam desqualificar o peso do relato do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), delator do mensalão, arrolado como testemunha-chave pelo Ministério Público Federal contra o ex-ministro. “Os memoriais da PGR elencam pequenos trechos de interrogatórios de alguns corréus, como por exemplo, Roberto Jefferson.”

A defesa insiste na tese de que a procuradoria amparou seu memorial quase exclusivamente em dados obtidos fora do âmbito judicial, ou seja, na fase de inquérito da Polícia Federal e durante a CPMI dos Correios. “A PGR ignorou sumariamente toda a farta prova testemunhal, construída sob o crivo do contraditório (instrução do processo no STF), que rebate e infirma todos os trechos dos interrogatórios citados.”

4 Comentários

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  1. Já pensaram se José Dirceu for inocentado, quantos ele poderá processar por calunia e difamação, afinal foi chamado de “mensaleiro”, “quadrilheiro”, de organizar e comandar o maior escândalo político da história do Brasil por muitas pessoas e vários veículos de comunicação. OBS: a grande maioria dos juristas conhecidos, afirmam que não existe provas contra ele.

  2. esse julgamento do stf vai voltar para estancia inferiores .por stf não julga crimes de quem não foro privilegiado.o demostenes o stf não processou ,por que? o demostenes e da turminha da elite!

  3. Depois de inocentado Jose Dirceu para Presidente, so para vermos a pig e os mensaleiros privatistas tucanos se jogar da cachoeira.

  4. Falta alguma coisa nessa foto do ZD.
    Ah! Uma auréola.