APP-Sindicato também repudia convênio com a rede Wal-Mart

A APP-Sindicato divulgou nota oficial em seu site repudiando o convênio entre a Secretaria de Estado da Educação (SEED) e a rede de supermercados Wal-Mart, que visa treinar mão de obra de alunos da rede pública estadual para atender a demanda varejista.

“A parceria com a multinacional do varejo – área sabidamente problemática pelos abusos trabalhistas – está em consonância com a política da Seed no atual governo de restrição ao ensino profissional público”, diz um trecho da nota, que ainda avisa:

“Todas estas preocupações serão trazidas para a mesa de negociações com a Seed nesta terça-feira (ontem), em Curitiba”.

A União Paranaense dos Estudantes (UPE) e a União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES) também repudiaram por meio de nota conjunta o convênio que, segundo as entidades, precariza a mão de obra.

Nós estudantes não somos mão de obra barata para sermos comercializados em convênios governamentais, apenas por interesses individuais e políticos!, disseram a UPE e UPES.

A seguir, leia a íntegra da nota oficial da APP-Sindicato:

APP repudia convênio que terceiriza educação profissional

Acordo entre Seed e Walmart vai treinar mão-de-obra para o varejo e não oferecer formação profissional aos jovens

A APP-Sindicato repudia e demonstra sua total contrariedade com a iniciativa da Secretaria de Estado da Educação (Seed), que, pondo de lado os esforços para a construção de uma educação profissional pública de qualidade para nossos jovens, celebrou acordo com a norte-americana Walmart para preparar quadros para a multinacional de supermercados.

O termo, assinado na semana passada entre a Seed e o Instituto Walmart, cria o “Programa Escola Social do Varejo”, nada mais que um serviço de treinamento de mão-de-obra para atender à s necessidades imediatas do comércio varejista – e não para oferecer uma efetiva formação profissional ao público a que nominalmente se destina, jovens de 16 a 24 anos, matriculados no ensino médio nas escolas estaduais.

A parceria com a multinacional do varejo – área sabidamente problemática pelos abusos trabalhistas – está em consonância com a política da Seed no atual governo de restrição ao ensino profissional público. Tal política já havia sido demonstrada com a terceirização do ensino – antes oferecido na própria rede estadual integrado ou subsequente ao ensino médio -, que passou a se adequar a parcerias com o “sistema S” e com as diretrizes do Pronatec.

A educação pública viu novamente a forma de o governo Richa encarar o ensino profissional com a não abertura de turmas para o segundo semestre de 2012 (parcialmente revertida na semana passada).

Todas estas preocupações serão trazidas para a mesa de negociações com a Seed nesta terça-feira, em Curitiba.

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