Presidente do PT diz que denúncia do mensalão ‘não se sustenta’

da Folha.com

Faltando menos de uma semana para o início do julgamento do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), o presidente do PT, Rui Falcão, divulgou vídeo nesta sexta-feira em que desqualifica a denúncia da Procuradoria.

O início do julgamento está marcado para o dia 2 de agosto. Entre os 38 réus da ação penal estão integrantes da cúpula do partido na época, como José Genoino (então presidente do PT), e Delúbio Soares (tesoureiro), além de José Dirceu, que ocupava a Casa Civil.

No vídeo, Falcão afirma que os crimes pelos quais os petistas são acusados não se sustenta. “O processo incluiu alguns militantes do PT, injustamente acusados por crimes cuja a comprovação não se sustenta na longa denúncia da procuradoria.”

Falcão nega que tenha havido compra de votos no Congresso ou pagamento a parlamentares para votar com o governo. Ele reafirma a tese do partido de que o partido contraiu empréstimos para pagar dívidas eleitorais do PT e de partidos aliados e que não foram usados recursos públicos na operação

“Fica claro, portanto, que não houve o chamado mensalão”, diz Falcão, que trata o termo mensalão como “apelido” dado “por um ex-deputado [o petebista Roberto Jefferson, delator do suposto esquema e também réu na ação] e pela mídia”.

“Outro fato importante que eu quero destacar: não houve, da parte dos petistas denunciados, qualquer utilização de recursos públicos, nem recursos ilícitos. Foram empréstimos contraídos junto a bancos privados, que já foram quitados pelo partido”, diz Falcão em outro trecho do vídeo.

Ele conclui o vídeo, de cerca de dois minutos e meio, manifestando “solidariedade” aos petistas denunciados e compara a eventual condenação dos “companheiros” a um “linchamento moral”.

Entre os petista que são réus no processo do mensalão estão, além de Genoino, Dirceu e Delúbio –que foi expulso do partido, mas readmitido no ano passado –, o deputado João Paulo Cunha (então presidente da Câmara), os ex-deputados Paulo Rocha (PA), João Magno (MG), Luiz Carlos Rodrigues (SP), o ex-ministro Luiz Gushiken e o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato.

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