Governo propõe aumento salarial e mudança no plano de carreira para docentes federais em greve

do UOL

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Após quase dois meses de greve dos professores das universidades e institutos federais, o governo federal apresentou nesta sexta-feira (13) uma proposta que prevê plano de carreira que entraria em vigor a partir de 2013 e um aumento salarial que, de acordo com o Ministério do Planejamento, pode chegar a até 45,1%.

A proposta reduz de 17 para 13 os níveis de carreira, uma das reivindicações do movimento grevista. O governo diz ainda que irá conceder reajuste salarial a todos os docentes federais de nível superior, além dos 4% concedidos pela MP 568 retroativo a março, ao longo dos próximos três anos.

Para os professores titulares com dedicação exclusiva, topo da carreira, os ganhos chegarão a R$ 17,1 mil em três anos. Segundo o Planejamento, esse valor representa um aumento de 45,1% em relação aos salários de fevereiro, que eram de R$ 11,8 mil. Em março, uma medida provisória já havia determinado um reajuste, retroativo ao período, de 4% nos salários e a incorporação das gratificações aos vencimentos básicos.

1 Comentário

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  1. Infelizmente este aumento não é verdadeiro. Os 45% serão dados apenas a uma minoria e o que é pior: será dado em três parcelas (2013, 2014 e 2015) e sobre o salário de 2010. Para a maioria dos professores este aumento não irá repor a inflação do período.
    Outras armadilhas são colocadas na proposta, tal como: reduz de 17 para 13 níveis a carreira mas aumenta de 18 meses para 24 meses o tempo para progressão de nível.