Estou tranquilo”, diz Ricardo Barros em nota de esclarecimento

Secretário Ricardo Barros.

O secretário de Estado da Indústria e Comércio, Ricardo Barros (PP), distribuiu na manhã desta terça-feira (31) uma nota de esclarecimento sobre reportagem, divulgada pelo jornal Gazeta do Povo, acerca de escuta telefônica que o envolve em fraude de licitação na prefeitura de Maringá. Barros nega as acusações feitas pelo Ministério Público e se diz vítima de perseguição dos promotores José Aparecido Cruz e Laércio Januário de Almeida.

A seguir, leia a íntegra da nota de esclarecimento do secretário Ricardo Barros:

Em relação à  reportagem publicada pelo jornal Gazeta do Povo nesta terça-feira (31) sobre as investigações conduzidas pelo Ministério Público de Maringá, segue o esclarecimento:

– Para justificar o início da investigação sobre a licitação de publicidade em Maringá, o promotor alegou que a gravação havia sido feita no dia 17/10/2012, data final para a entrega dos envelopes, e que Ricardo Barros desejava que houvesse apenas uma concorrente. Com as provas apresentadas, a reportagem da Gazeta refutou as alegações do promotor e tampouco citou-as na matéria. A conversa ocorreu no dia 18/10/2012, um dia depois da entrega das propostas em envelopes lacrados. Não havendo, assim, possibilidade de interferência ou de prejuízo ao erário, já que as duas empresas apresentaram o menor preço estipulado pelo edital;

– O diálogo expressa a preocupação de Ricardo Barros com o possível cancelamento da licitação de publicidade já anunciada pelos promotores em conversas informais na cidade de Maringá. Motivado pela falta de mais de um concorrente, como mostra a transcrição da gravação: Claro, corremos o risco do Ministério Público mandar suspender, ficamos sem propaganda pô, entendeu ?!!;

– Em relação à  conversa entre as empresas sugerida por Ricardo Barros, percebe-se novamente a preocupação de que nenhuma delas desistisse do processo, o que colocaria em risco o andamento da licitação. Já que havia uma investigação em andamento sobre o contrato anterior de publicidade e que poderia ser usada pelo promotor Cruz para coagir a empresa Meta a se afastar do processo. Esta investigação que vinha ocorrendo desde 2005 virou uma ação civil pública em 10/01/2102. O promotor já adotou, em outros momentos, a reprovável prática de pressionar pessoas sob investigação;

– O fato do próprio Ministério Público de Maringá não ter requisitado, a época, a suspensão da licitação comprova a não existência de irregularidades no processo. Até porque, conhecendo os fatos e não agindo, o agente do MP estaria incorrendo no crime de prevaricação;

– Novamente, não houve prejuízo aos cofres públicos. Os licitantes ofereceram o menor preço possível estipulado pelo edital da prefeitura de Maringá. A licitação foi concluída e o contrato está em vigor;

– A investigação é mais um capítulo da histórica trajetória de perseguição e atuação política dos promotores José Aparecido Cruz e Laércio Januário de Almeida. São diversas investigações conduzidas ao arrepio da lei, desrespeitando ritos processuais e incorrendo em erros formais. Ações motivadas por interesses pessoais, aquém do interesse público e da função constitucional do Ministério Público;

– Neste caso são mais de dois anos de repetidas interceptações telefônicas contra secretários, servidores municipais e pessoas ligadas ao grupo político liderado por Ricardo Barros. A maior parte das escutas é requisitada sem a existência de fato determinado, como pede a lei. São cerca de 27 meses de grampos, que geraram apenas uma denúncia. E esta denúncia foi refutada pelo Tribunal de Justiça por falta de consistência nas provas ;

– Ressalte-se ainda que Ricardo Barros requisitou a suspeição de José Aparecido Cruz e de Laércio de Almeida no Ministério Público. Cruz já se afastou, declarando-se suspeito e confirmando a sua falta de isenção. A suspeição de Laércio aguarda manifestação do procurador-geral do Ministério Público;

– Ricardo Barros também protocolou nesta segunda-feira (30) cinco representações contra os promotores José Aparecido Cruz e Laércio Januário de Almeida do Ministério Público de Maringá. As ações na corregedoria do órgão em Curitiba apontam irregularidades e ilegalidades em investigações conduzidas por Cruz e Laércio. As representações pedem a instauração de processos administrativos disciplinares que podem resultar até na demissão dos dois promotores.

– As ilegalidades nas ações dos promotores também obrigaram Ricardo Barros a pedir o trancamento das investigações no Tribunal de Justiça. Barros aguarda confiante o julgamento favorável do mérito, que já que não foi concedida a liminar;

– O vazamento das investigações que correm sob segredo de Justiça comprova mais uma vez que a ação política dos promotores. Assim como no caso da denúncia contra Ricardo Barros à s vésperas da eleição de 2002;

Por fim, Ricardo Barros salienta que esteve há onze dias por de mais de duas horas com a reportagem da Gazeta do Povo (sábado, 21), para tomar conhecimento da investigação e esclarecer os fatos. Fatos vazados de processos que correm em segredo de Justiça e que em nenhum momento haviam sido disponibilizados aos investigados.

Estou tranquilo quanto a nossa conduta na defesa do bem de Maringá e aguardo mais uma vez que a Justiça seja feita!, afirma.

15 Comentários

Os comentários não representam a opinião do Blog do Esmael; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

  1. I value the blog article.Thanks Again. Much obliged.

  2. Wow, great article.Thanks Again. Will read on…

  3. I truly appreciate this blog post.

  4. Thanks again for the article. Awesome.

  5. Really appreciate you sharing this article post.Really thank you! Much obliged.

  6. A big thank you for your article post.Really looking forward to read more. Fantastic.

  7. Fantastic blog post.Really looking forward to read more. Great.

  8. Appreciate you sharing, great blog.Much thanks again. Keep writing.

  9. “Attractive portion of content. I just stumbled upon your weblog and in accession capital to assert that I get in fact loved account your weblog posts. Any way I’ll be subscribing for your augment or even I achievement you get entry to persistently quickly.”

  10. Ele não é da turma do Barbosa mas é do mesmo partido dos Belinati. Ele e o candidato Marcelo Belinati até tiraram foto juntinhos na abertura da 52ª exposição em Londrina. Haja apoio né? http://www.folhaweb.com.br/?id_folha=2-1–2003-20120313

  11. imagine se ricardo barros fosse do partido do barbosa netto!qual seria o desfecho? con certeza não seria diferente.mas como ele e da thurma não dá nada..

  12. Com foro privilegiado até eu ficaria tranquilo… Ainda mais neste paisinho onde o poder econômico e político tem relações estreitas com o poder judiciário…

  13. Baseados nos mesmos fatos os Senadores caçaram o Demostenes Torres. E aqui heim, Governador, Ministério Publico?

  14. O Demóstenes também tava tranqüilão…

  15. Imagina se ele ganha eleições da FIEP em 2011…. sai uruca!