Disputa nas câmaras chega a 22 candidatos por vaga

Via Folha de Londrina

Concentrando 38% dos votos no Paraná, as 10 cidades com o maior eleitorado do Estado terão disputas concorridas em 2012: são 3.757 candidatos a vereador para 211 vagas nas câmaras municipais de Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel, Foz do Iguaçu, São José dos Pinhais, Colombo, Guarapuava e Paranaguá, o que perfaz uma concorrência de 17,8 candidatos por vaga. O número de vereadores ainda pode sofrer alteração, porque candidaturas podem ser impugnadas e os partidos podem inscrever candidatos para substituí-los ou completar as chapas.

Maringá – o terceiro maior colégio eleitoral do Estado – que optou por permanecer com 15 vereadores e não aumentar até o limite de 23, tem a concorrência mais apertada, com 22,8 inscritos para cada vaga. Londrina, que também manteve as cadeiras no Legislativo, vem em seguida, com 20 candidatos para cada uma das 19 vagas. Na capital, onde são 38 vagas de vereadores, a concorrência é de pouco mais de 19 candidatos para cada uma das cadeiras.

A menor concorrência entre os 10 municípios é em Guarapuava, o nono maior colégio eleitoral do Paraná, onde há 222 candidatos a vereador para 21 vagas, o que resulta em um média de 10 inscritos para cada cadeira. A Câmara de Guarapuava, que hoje tem 12 vereadores, aumentou as cadeiras no ano passado, em decorrência de alteração da Constituição Federal que permitiu mais vereadores. Também aumentaram o número de cadeiras no Legislativo de Ponta Grossa (de 15 para 23); Cascavel (de 15 para 21); São José dos Pinhais (de 14 para 21); Colombo (de 13 para 21); e Paranaguá (de 11 para 17).

Prefeitos

Ao todo, 60 candidatos vão disputar as 10 maiores prefeituras do Estado (ver quadro). São 49 homens e 11 mulheres. Há duas candidatas em Maringá, Cascavel, Colombo e Paranaguá. Em Curitiba, Londrina e São José dos Pinhais, há uma mulher em cada cidade disputando a prefeitura e em Ponta Grossa, Foz do Iguaçu e Guarapuava não há mulheres na corrida eleitoral majoritária.

1 Comentário

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  1. Fantástico comentário.
    O ministro Dias Toffoli precisa compreender que o caminho da desonra não tem volta

    A poucos segundos da hora da verdade, os amigos repetem que José Antonio Dias Toffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal, ainda não decidiu se participará do julgamento do mensalão. A folha corrida do advogado recomenda aos berros que se declare impedido: quem passou quase 15 anos trabalhando para o PT, servindo a José Dirceu ou dando razão a Lula está desqualificado para julgar com isenção velhos companheiros. A agenda das últimas semanas grita que Dias Toffoli optou por afrontar os fatos e demitir a sensatez: a sequência de encontros com advogados de mensaleiros avisa que o mais jovem integrante do Supremo não vai cair fora do caso.

    Na tarde de 25 de junho, por exemplo, ele recebeu em seu gabinete o amigo José Luiz de Oliveira Lima, que há sete anos cuida da defesa de José Dirceu. O site do STF comunicou que, como nos demais encontros mantidos com doutores a serviço dos réus, os dois trocaram ideias sobre a AP 470, codinome em juridiquês do processo que começará a ser julgado em 2 de agosto. Se sobrou tempo, talvez tenham evocado episódios que os juntou na mesma trincheira.

    Em 2005, por exemplo, quando foi contratado para tentar evitar a cassação do mandato do deputado José Dirceu, o visitante contou com a ajuda de Toffoli, que acabara de deixar o empregão na Casa Civil em companhia do chefe despejado. No processo do mensalão, Oliveira Lima já atuou em parceria com a advogada Roberta Maria Rangel, então namorada do ministro com quem vive há quase um ano.

    ,Civil da Presidência e, a partir de março de 2007, chefe da Advocacia Geral da União. Em outubro de 2009, Lula entendeu que deveria premiar com uma toga o aplicado companheiro que também chefiara a equipe jurídica do candidato nas campanhas presidenciais de 1998, 2002 e 2006.

    Sem saber o suficiente para virar juiz de primeira instância, Toffoli tinha 42 anos quando se viu premiado com um cargo reservado pela Constituição a gente provida de “notável saber jurídico”. No País do Futebol, a torcida brasileira condenaria à morte na forca um treinador que ousasse transformar em titular da Seleção um jogador da categoria sub-20 reprovado em duas tentativas de subir para o time principal. No Brasil Maravilha, o presidente da República escalou um advogado para jogar no STF a favor do governo. Lula já deixou o Planalto, mas faz questão de ver seu pupilo em campo na final do campeonato que faz questão de ganhar.

    Sabe-se desde o Dia da Criação que, para ser justa, uma decisão não pode agredir os fatos. Sabe-se desde a inauguração do primeiro tribunal que toda sentença judicial deve amparar-se nos autos do processo. Não pode subordinar-se a vínculos partidários, laços afetivos ou dívidas de gratidão. Caso insista em viciar o julgamento mais importante da história do Brasil com o voto que endossará a institucionalização da impunidade, Toffoli será reduzido a uma prova ambulante da tentativa de aparelhar o Supremo empreendida durante a passagem do PT pelo coração do poder.

    Em princípio, o ministro ficará onde está mais 25 anos, até a aposentadoria compulsória em 2037. A Era Lula acabará bem antes. Se errar na encruzilhada, vai percorrer durante muito tempo, e sem padrinhos poderosos por perto, o caminho da desonra. É um caminho sem volta

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    Francisco SP disse:
    19 de julho de 2012 às 19:14
    Valeu Matahari, realmente muito fantastico esse comentario, alias, catedrático!

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    matahari disse:
    19 de julho de 2012 às 12:39
    Essa rede de proteção aos cardeais do PT, está sendo montada pelo casal Lula e Dilma de dentro do Gabinete da Presidência e tbem orquestrada pelo Presidente do partido Rui Falcão em conluio com Zé Dirdeu, e todos os “rabos sujos” que envergonharam a nação brasileira neste que é o maior escândalo de corrupção do Brasil de todos os tempos. Inédito é o maquiavelismo desses “cumpinchas do mal feito” que ainda tentam se acobertar através da inocência do povo; que eles acreditam idiota. Essa gente não percebe, que a ausência de sintonia com a honestidade e a verdade dos fatos tem incorporado em suas condutas a falência de suas atuações como homens públicos, o que acabará por indicar a população as inverdades de suas afirmações. A Rapôsa está no galinheiro, entretanto comeu tanta galinha que fatalmente terá uma grande dor de barriga. Não tenho nenhuma dúvida de que, caso a CPI não progrida e esses falsários de ocasião não sejam desmacarados; as urnas lhes farão justiça.

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