14 de julho de 2012
por Esmael Morais
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Rafael Iatauro na coordenação de Luciano Richa, ops, Ducci

Rafael Iatauro. Foto: Denis Ferreira Netto.

Rafael Iatauro, ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e atual presidente da Elejor (Centrais Elétricas do Rio Jordão S.A.), empresa subsidiária da Copel, deverá integrar a coordenação de campanha do prefeito Luciano Ducci (PSB).  ... 

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14 de julho de 2012
por Esmael Morais
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Artigo de opinião: “Nós, as vadias”

por Máira de Souza Nunes*

Em 2011 ouviu-se a seguinte frase: Evitem vestir-se como vadias para não serem estupradas!. Percebendo que essa afirmação culpa a própria vítima pela agressão sexual, decidimos ir à s ruas pelo fim da culpabilização da mulher e para gritar que a culpa do estupro é sempre do estuprador.

Ao discutirmos o uso da palavra vadia! para intitular o movimento, percebemos a força de opressão que o termo carrega. Vadia é aquela que se veste como quer, que não realiza todos os desejos do homem, que tem uma personalidade forte, que exerce sua liberdade sexual. Vadia é a mulher que trabalha para sustentar a casa, que apanha do marido, que faz sexo forçado. Vadia é a mulher que não tem voz na nossa sociedade patriarcal, que existe apenas para realizar os desejos do outro, que é vítima da violência.

E então descobrimos: somos todas vadias. Esse é o lugar que nos é reservado e nos apropriamos dele. Percebemos que vadia é quem busca libertar-se da dominação machista e nos assumimos como tal. Se ser livre é ser vadia, então somos todas vadias. Não queremos mais nos sujeitar à  violência, seja ela física, sexual, psicológica, moral ou institucional. Queremos exercer o nosso direito à  igualdade sem sermos rotuladas ou agredidas. Vadia, para nós, virou sinônimo de mulher que luta e não se cala. Nós, vadias, somos hetero, homo e bissexuais. Somos cissexuais e trans. Somos cidadãs e cidadãos e exigimos os nossos direitos.

Assim, organizamos o movimento Marcha das Vadias de Curitiba e fomos conhecer a verdadeira realidade da violência contra a mulher. Fomos bem recebidas pelas secretarias municipais e por organizações que atuam na área, como Espaço Mulher e Rede Feminista de Saúde, e tivemos acesso a alguns números relativos à  violência. Descobrimos que exi Leia mais