Luciano Ducci à  procura do “Garganta Profunda”

Fac-símile da reportagem de Veja.

Nos anos 70, nos Estados Unidos, Bob Woodward e Carl Bernstein, dois repórteres do Washington Post, denunciaram o envolvimento do presidente Richard Nixon em operações nada republicanas contra os adversários do Partido Democrata. O informante dos celebres repórteres atendia pelo sugestivo codinome “Garganta Profunda”.

Pois bem, o prefeito de Curitiba, Luciano Ducci, do PSB, vítima de “aloprados”, como ele diz, foi alvo de denúncias nas páginas da revista Veja desta semana sobre seu suposto enriquecimento “descomunal”.

Atordoado com o bombardeio, o prefeito tomou a iniciativa de negar todas as acusações antes mesmo de a publicação chegar à s bancas da capital e de pedir ao Ministério Público que o investigue. Escancarou seu Imposto de Renda para devassa e ainda segue dando explicações à  opinião pública.

Passado esse primeiro susto, os perdigueiros de Ducci agora entraram em campo para descobrir quem é o “Garganta Profunda” das Araucárias. Não se descarta que o prefeito tenha sido alvo de “fogo amigo” devido interesses contrariados.

Um dirigente tucano de alta plumagem, em off, confessou que não acredita que a “maldade” tenha partido do ex-deputado federal Gustavo Fruet, do PDT, um dos principais adversários de Ducci nestas eleições. “Não é o estilo dele [Gustavo]”, confidenciou.

Pelo sim pelo não, a tropa de choque de Ducci continua à  procura do informante.

Para registrar, o caso que ficou conhecido como “Watergate” — nome do edifício que abrigava o Partido Democrático — teve como desfecho a renúncia de Nixon.

Nesses dias de chuva e frio em Curitiba, está aí uma boa dica de filme: “Todos os Homens do Presidente”, com os atores Robert Redford e Dustin Hoffman.

4 Comentários

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  1. Em ele procurar quem o dedou, parece aquela história do marido traído que vende o sofá…

  2. Agora,o estrago já está feito.Resultadoi:alguns pontinhos percentuais a menos no gráfico dos assessores demotucanos.

  3. Pura estratégia de marketing…

  4. Explicações que não convenceram, além do enriquecimento descomunal, ainda tem a história do capataz, trabalhando em uma das cinco fazendas do prefeito em Mato Grosso e recebendo como funcionário comissionado em Curitiba (durante 3 anos).