
Francischini, o valentão do PIG, sendo contido pelos colegas na Câmara durante entrevero com Dr. Rosinha (PT-PR). Foto: Andre Borges/Folhapress.
O valentão do PIG estava mansinho. Defendeu a decisão do juiz José Roberto Pinto Junior, da 8!ª Vara Cível de Curitiba, que censurou PHA.
Para quem não sabe, PIG significa Partido da Imprensa Golpista. O termo foi popularizado pelo próprio PHA e adotado pela blogosfera progressista nacional para se referir à velha mídia.
Pois bem, o parlamentar tucano, que é delegado licenciado da Polícia Federal, afirmou ao blog que “não censurou ninguém e que foi a Justiça quem viu exageros nas postagens do jornalista”.
No meu ponto de vista, exagero é qualquer forma de censura. Somente o Supremo Tribunal Federal (STF), como defendeu o próprio PHA no encontro de blogueiros em Salvador, deve ter o poder para “retirar” uma matéria da internet. à‰ a tal liberdade de expressão — lembra valentão do PIG? — que está registrada na Constituição Federal.
Francischini disse que não se importa com as críticas de cunho político, mas “acusações infundadas” ele não pode admitir.
“Ele [PHA] pegou um email qualquer com um relatório da Anistia Internacional e atribuiu os supostos cadáveres a mim. Aquilo não é verdade. Tenho que defender a minha honra”, justifica-se o tucano, o mais novo bate-pau do PIG.
Renovo a minha solidariedade ao jornalista Paulo Henrique Amorim. O valentão do PIG poderia !“ como fez !“ até pedir reparação judicial, o que é justo e de seu direito. Agora, a censura é algo abominável e repugnante. Não pode censurar, não pode censura.