Em Curitiba, PSTU também aposta numa mulher para a vice

Mariane Siqueira, a vice do PSTU. Foto: Facebook.

Os partidos políticos parecem estar apostando na força das mulheres nestas eleições, em Curitiba. Depois de o PT escolher a advogada Miriam Gonçalves para a vice de Gustavo Fruet, do PDT, e de Ratinho Jr, do PSC, cogitar o nome da assistente social Elza Campos, do PCdoB, para a vice, agora é a vez do PSTU também apontar a educadora Mariane Siqueira para a vice na chapa do partido que será encabeçada pelo advogado Avanilson Araújo.

3 Comentários

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  1. Esclareço que o PSOL está construindo a candidatura de Bruno Meirinho e sua Convenção será no dia 24-06-2012.

  2. Pra mim o grande problema do PSTU e PSOL, é que eles tem boas criticas, mas ao mesmo tempo eles não se organizam pra ter representantes na câmara de Curitiba está na hora de montar uma organização para eleger um representante dessas alas acredito que será bom para a democracia de nossa cidade e para novas ideias. So que para isso tem que se montar uma chapa grande de candidatos a vereadores que na soma de votos se faz a vaga. Não fazer como em toda as eleições onde se lança meia duzia de candidatos que entram apenas pra dizer que é candidato.

    • Caro Luciano,

      Não é verdade que partidos como o PSTU e o PSOL “não se organizem para terem vereadores na câmara de Curitiba”. A verdade é que é muito difícil criar um Partido com uma orientação política clara, popular, ligada às lutas sociais da classe trabalhadora e sem financiamentos de grandes empreiteiras que amarram a política a seus interesses particulares. E os grandes financiamentos, infelizmente, são regra na política Brasileira: a estimativa de custos com marketing (e somente com marketing) de alguns candidatos à prefeitura de Curitiba passa de 10 milhões.

      É importante somente corrigir uma imprecisão desta notícia. O PSTU lançará candidato próprio e decidiu não compor a frente de esquerda este ano. Embora as campanhas sejam “diferentes” o espírito é o mesmo!

      A respeito do PSOL, é importante lembrar que se trata de um partido novo, criado em 2006, com o intuito de levar adiante as bandeiras da esquerda brasileira. Mesmo assim, não é verdade que ‘não nos organizamos’ para ter um vereador em Curitiba.

      Nossa primeira disputa eleitoral à Prefeitura de Curitiba ocorreu em 2008. Obtivemos uns 4.600 votos (mais ou menos). Apesar de parecer pouco, para nós, a votação foi muito boa! Mesmo assim, nossa campanha foi considerada a mais barata, com um custo total de 24 mil reais. (www.nqm.com.br/imprimir.php?visualizar=10152699). Isto nos levou ao primeiro lugar num ranking de que temos muito orgulho: o menor custo por voto conquistado.

      Um índice destes mostra não somente quanto “economizamos” em dinheiro. Mostra também o quanto esbanjamos em fé, em esforços militantes, acreditando em uma cidade sem catracas, mais justa e democrática, uma cidade socialista!

      O esforço se revela não somente no custo dos votos. Desde 2008, o PSOL de Curitiba, conquistou cerca de 100 novos militantes. Tudo isto não se resumiu à nossa campanha eleitoral para a prefeitura. Atuamos no movimento popular lado a lado com os que sonham com uma moradia digna, tão escassa em Curitiba, cuja região metropolitana padece de 80 mil famílias sem-teto. Atuamos também nos movimentos feministas, LGBT, na luta dos deficientes por acessibilidade, dos surdos pela universalização do ensino bilíngue, etc.

      Em 2008, tivemos apenas 3 candidatos a vereador. Este ano, contaremos com muitos mais (nossa convenção eleitoral definirá o número exato em breve!).

      Por isso, se ainda não temos um vereador na câmara de Curitiba, não é por falta de organização ou esforço. Se o eleitor ainda não elegeu um vereador do PSOL para Curitiba, sem dúvida é porque quer conhecer melhor nossas bandeiras de luta. Em 2008, tivemos uma calorosa recepção do povo curitibano. No centro e na periferia, todos lembraram da campanha que escancarou as “catracas” que separam os curitibanos pobres de seus sonhos e aspirações. Mas quem é de esquerda sabe que política é convivência… o PSOL precisa de mais tempo presente na vida política do povo curitibano. Só assim esse povo sentirá a vontade de votar num partido que já vive no seu coração.

      Gente é pra brilhar!