Revista à‰poca insinua que Carlinhos Cachoeira indicou o secretário da Segurança do Paraná

Publicado em 13 maio, 2012
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Reinaldo César.
A revista à‰poca desta semana traz uma reportagem para lá de explosiva. A publicação do grupo Globo insinua que o secretário de Segurança do Paraná, Reinaldo de Almeida Cesar, foi uma indicação do grupo ligado ao bicheiro mafioso Carlinhos Cachoeira.

O Palácio Iguaçu jura que o esquema não chegou até o governador Beto Richa (PSDB).

A tropa de choque tucana afirma que o entorno de Richa está blindado, mas, reconhece, sem declinar nomes, que há gente mal-intencionada querendo furar o cerco para se aproximar dele [governador]!.

Eis o que diz trecho da matéria assinada pelos repórteres Andrei Meireles, Murilo Ramos e Leonel Rocha:

Em 23 de agosto de 2011, Lenine Araújo, um dos principais colaboradores de Cachoeira, e Miguel Marrula (DEM), ex-vereador de Anápolis, em Goiás, falam da pretensão de Cachoeira de expandir sua atuação no Paraná. Meu primo é muito!¦ do vice-governador de lá, sabe? E quer levar o Carlinhos Cachoeira para conhecer o Beto Richa, lá, e a gente pode aproveitar alguma coisa nisso, você concorda?!, diz Marrula a Araújo. Ele (Richa) é da família nossa. Você pensa num caboclo que gosta de um jogo…! Durante audiência na CPI, ficou claro que o primo a quem Marrula se refere é Amin Hannouche (PP), prefeito de Cornélio Procópio, no Paraná. Amin tem pretensões de ser o candidato a vice-governador de Beto Richa na eleição de 2014.

Marrula diz que, apesar de pequeno, o grupo ligado ao primo é forte. Está com a faca e o queijo na mão porque o pessoal de lá, o secretário de Segurança, nós que colocamos!¦ é gente da minha casa. à‰ gente do meu primo!, afirma. O secretário de Segurança do Paraná, Reinaldo Almeida César Sobrinho, seria o personagem da conversa entre Marrula e Araújo. Sobrinho foi presidente da Associação de Delegados Federais e assessor do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O delegado Sobrinho afirmou a à‰poca que não conhece Marrula nem Cachoeira. Disse, ainda, que conheceu o prefeito de Cornélio Procópio meses depois de ter assumido a Secretaria de Segurança e nega interferência dele em sua nomeação.

Antes mesmo da Operação Monte Carlo, a cúpula da Segurança Pública no Paraná já fora atingida por suspeitas de relações com jogo ilegal. Em novembro do ano passado, o então comandante da Polícia Militar no Estado, Marcos Scheremetta, foi afastado depois de dizer que conversava com os chefões do jogo do bicho no Estado. Scheremetta disse que seu pai, que já morreu, costumava trabalhar com o jogo ilegal. Scheremetta afirmou também que nunca escondeu essas informações do governador e do secretário de Segurança.!

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