Por Esmael Morais

Mensalão garantia apoio a prefeito Barbosa Neto, diz Gaeco

Publicado em 04/05/2012

Os quatro primeiros também foram acusados por corrupção ativa, e o vereador Eloir, por corrupção passiva. A promotoria tem prazo até o dia 11 para denunciá-los judicialmente. Enquanto isso, continuam presos. Hoje, o Gaeco entra com pedido para converter as prisões temporárias em preventivas.

O Gaeco também vai investigar outros casos de suspeita de compra de votos. Os investigadores suspeitam que o mensalão de Londrina pode ter sido usado durante outras votações importantes feitas pela Câmara de Vereadores.

São todos integrantes de um grupo criminoso formado para defender os interesses da administração!, acusou Alan Flore, delegado do Gaeco. Temos elementos probatórios fortes e pedimos desculpas para a sociedade por não poder revelá-los por estarem sob sigilo!, disse o promotor Claudio Esteves.

Para o Gaeco, o grupo ofertava propina e cargos na administração e prometia financiamento para as campanhas eleitorais dos vereadores dispostos a apoiar Barbosa Neto na Câmara. O Gaeco afirma que desde o fim de março, após a morte do vereador Renato Lemes, que era da base aliada, o grupo de apoio tentou cooptar um substituto. Para o vereador Eloir, foi ofertada a possibilidade de financiamento eleitoral da mesma forma que para o vereador Amauri Cardoso!, declarou o delegado.

Eloir alega inocência. Amauri foi quem denunciou o caso ao Gaeco, que passou a monitorar o caso. O esquema veio à  tona na semana passada, quando Bonato foi preso em flagrante após a entrega de R$ 20 mil a Amauri. O prefeito pode não saber? Perfeitamente pode e nada temos para indicar a participação direta dele no caso!, afirmou Esteves.

O Gaeco informou que não sabe a origem dos R$ 20 mil. Com base em uma confissão informal de Bonato no dia da prisão, concluíram que o dinheiro foi levado pelo diretor da Sercomtel Alysson Carvalho e entregue para Marco Cito no estacionamento nos fundos da prefeitura.