Engenheiros da Sanepar entram em greve

Em assembleias realizadas ontem (2) nas cidades de Cascavel, Curitiba, Maringá e Londrina, 78% dos engenheiros da Sanepar optaram por paralisar suas atividades.

Participaram das assembleias 242 profissionais, sendo que 182 optaram pela greve e apenas 51 decidiram continuar trabalhando.

à‰ a primeira vez na história da empresa que os engenheiros decidiram realizar uma paralisação.

O Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (Senge-PR) já comunicou por meio de ofício a decisão à  empresa.

Os profissionais cumprirão o prazo legal de 72 horas para iniciar a greve, que será a partir das 8 horas da próxima terça-feira, dia 8, em todo o estado. Nesse dia, nova assembleia definirá sobre a continuidade do movimento.

A decisão dos engenheiros foi motivada pela divulgação (no último dia 20) do enquadramento individual no novo Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR), elaborado pela diretoria da empresa com uma consultoria externa, contratada especificamente para isso.

No novo PCCR, apesar de ter criado um clima prévio de que resolveria a questão, a empresa nada fez para corrigir as distorções na carreira dos engenheiros, geólogos e geógrafos, trabalhadores representados pelo Sindicato. Dessa forma, profissionais que atuam há até mais de dez anos na empresa continuarão ganhando o mesmo que um recém-ingressado. O problema já atinge 65% dos quadros representados pelo Senge-PR.

Segundo o presidente do Senge-PR, Ulisses Kaniak, o PCCR apresentado pela diretoria da Sanepar frustou significativamente as expectativas dos profissionais de engenharia da empresa.

“Mais uma vez, a diretoria da empresa não resolveu as distorções de carreira, que nivela pelo piso mínimo profissional a grande maioria dos engenheiros, geólogos e geógrafos da Sanepar. Com isso, ano após ano a empresa vem perdendo profissionais qualificados para o mercado de trabalho, que encontra-se cada vez mais aquecido, em função do bom momento da economia do país.”

Os engenheiros da empresa reivindicam 4 pontos principais:

1 – Enquadramento inicial da carreira em 9 salários mínimos, garantindo proporcionalmente os steps já ganhos em avaliações anteriores.

2 – Formalização da tabela salarial bem como das possibilidades de promoção do novo PCCR.

3 – Manutenção do cargo/função conforme atribuição profissional (engenheiro, geólogo, geógrafo).

4 – Elaboração de curva salarial específica para os profissionais de engenharia, geologia e geografia.

O presidente do Senge-PR ressalta que caso a empresa se proponha a negociar os itens até a próxima segunda-feira, a greve pode ser suspensa.

“Esperamos que a diretoria da Sanepar se sensibilize e se comprometa a negociar com os engenheiros da empresa para resolver as distorções na carreira desses profissionais, que se acumulam ano após ano, governo após governo”, ressaltou.

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