CPI do Cachoeira decide hoje sobre convocação de governadores

da Agência Câmara

Marconi Perillo (PSDB-GO).

A Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) que investiga as relações entre o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, decidirá hoje se convoca os governadores Marconi Perillo (PSDB-GO); Agnelo Queiroz (PT-DF) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ).

Se convocado, Marconi Perillo terá que explicar o conteúdo de gravações feitas pela Polícia Federal que indicam favorecimento em licitações ao grupo de Cachoeira. Sérgio Cabral deve esclarecer sua relação com o ex-dono da Delta, Fernando Cavendish. Já Agnello falará sobre o conteúdo de 70 gravações de telefonemas que ligam secretários do governo do Distrito Federal a Cachoeira e seus assessores.

Durante reunião administrativa, a comissão também decidirá se quebra o sigilo da Delta Construtora Nacional. Será ainda escolhido o vice-presidente da comissão. A reunião está prevista para começar à s 14 horas.

Outros depoimentos

Nesta quarta-feira (30), à s 10 horas, a CPMI ouvirá o ex-diretor da empresa Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, que está preso. Ele é investigado por supostamente ser o principal operador de Carlinhos Cachoeira. Também estão marcados para amanhã os depoimentos das seguintes pessoas ligadas ao esquema de Cachoeira: José Olímpio de Queiroga Neto; Gleyb Ferreira da Cruz; Lenine Araújo de Souza; e Jayme Eduardo Rincón.

Nesta segunda (28), Lenine Araújo de Souza, apontado como contador da organização criminosa de Cachoeira, conseguiu liminar em habeas corpus preventivo no Supremo Tribunal Federal (STF), sob a alegação de que havia o risco iminente de ter seus direitos constitucionais violados no depoimento.

2 Comentários

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  1. O Congresso Brasileiro ainda tem as cores do Brasil colonia.D pedro I cortou esses laços ,mas os republicanos golpistas continuam com os laços no coraçao.O brasil precisa de esperar os outros aprovarem a nossa politica.Não precisamos de pitaco da UE !Os estrangéiros teêm que aceitar o Brasil do nosso modo de ser..há empresas desmatadouras que sustentam ongs contra o desmatamento.isso e o fim da ..temos que pesquisaras coisa ,não precisamos acreditar no que as grandes redes de comunicação comenta..Alguem ja sabe com esse novo codigo florestal das ongs ,perderemos 80 milhões de h quadrados. ja ouviram que o arroz só produz no alagado,isso é a 500 anos no brasil, 90% da produção de arroz e na agua ,no seco as vezes colhe mas semple não.. E ai para uma refrexão!!

  2. Aí está. Isso vai ser como um estouro dos bichos no zoológico. Vai voar penas prá todo lado. Não há nenhuma dúvida que a conexão entre Cachoeira e os que se beneficiaram de suas ações ilegais será estabelecida, revelando fantasmas que se encobriam nas sombras do poder. A observação da crise de consciência que se estabeleceu nessas relações promiscuas que, dirigida por quem tinha a obrigação legal e moral de cuidar dos bons costumes do nosso povo, encaminhando ações para a moralização de nossas instituições revelará que vivenciamos uma época de desvarios, tanto na função pública como privada, enfraquecendo sobremaneira as bases de nossa sociedade. Há que se prestar contas. Regimes mudam nas crises institucionais, principalmente quando o cutelo da imoralidade atinge a face ruborecida do povo, indignado que se prosta diante dos abusos cometidos por quem deve protege-lo. Assim aconteceu no nascimento do Facismo de Mussolini, do Nazismo de Hitler, com Franco na Espanha, com Chaves na Venezuela e até com Getulio no Brasil dos anos trinta, que implanta o Estado Novo diante da onda de corrupção que se estabelecia naquele momento. Esses irresponsáveis, golpeiam a democracia tão duramente conquistada não se apercebendo que as suas condutas poderão gerar consequências irremediáveis para o futuro de nosso País. Apoderam-se dos recursos financeiros do orçamento público, tão necessários aos investimentos em infra-estrutura, e tão necessários ao desenvolvimento de uma Nação. Apropriam-se dos tributos recolhidos do suor do trabalhador e do funcionário público que trabalha cinco meses por ano apenas para fazer frente ao leão que ruge enfurecido nas portas de suas casas e em seus bolsos. Assassinos que se tornam ao apoderarem-se do dinheiro da saúde pública e da melhoria de malhas viárias elevando o Brasil como um dos mais matam em acidentes rodoviários no mundo. Fazem proliferar as doenças contagiosas quando enfiam a mão grande nos recursos para o saneamento básico matando milhares de crianças brasileiras. E, o que é pior, conseguem fazer com que uma crise de confiança da população se estabeleça nos meios políticos, afastando o povo que não mais quer participar do processo de representatividade e finalmente, como disse Rui Barbosa “ A ter vergonha de ser honesto”.