Por Esmael Morais

Palácio torce para que Flávio Arns deixe a Secretaria da Educação

Publicado em 19/04/2012

* Na corda bamba, tucano retoma negociação com prefeitos

Flávio Arns vai pedir para sair?

Nos corredores do Palácio Iguaçu, sede do governo do Paraná, por contraditório que possa parecer, uma penca de tucanos graúdos, secretamente, tem aplaudido a postura do presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) e prefeito de Piraquara, Gabriel Samaha (PPS), o Gabão, pelo embate que vem travando publicamente com o vice-governador e secretário da Educação, Flávio Arns (PSDB), acerca da crise no transporte escolar.

Há, inclusive, graduados palacianos que torcem para que Arns peça para sair da Secretaria da Educação, pois analisam que seu desempenho à  frente da pasta é sofrível!. Nisso, eles concordam com os prefeitos que chamam Arns de enrolão!. Segundo o prefeito de Foz do Iguaçu, Paulo Mac Donald, o tucano não cumpriu acordos firmados para o repasse de recursos aos municípios e ainda teve a pachorra de entrar na Justiça contra os iguaçuenses!.

Com a cabeça a prêmio, o vice e secretário da Educação deverá reabrir nos próximos dias nova rodada de negociações com os prefeitos sobre o transporte escolar, que, é bom frisar, o serviço é de responsabilidade integral do governo do estado.

Além do imbróglio político com os prefeitos paranaenses, o Palácio tem recebido muitas reclamações de diretores de escolas. Os gestores denunciam que estão tendo que pedir esmolas e se humilhar! nos Núcleos Regionais de Educação (NREs) para ganhar funcionários mesmo que as demandas estejam em aberto. A má-gestão da Seed, segundo os palacianos, está comprometendo, por exemplo, a implantação dos agentes de leitura, dentre outros programas que não saem do papel.

Some-se à  crise com os prefeitos e diretores o descontentamento dos professores. No próximo dia 26 de abril, em Curitiba, os educadores voltam à s ruas pela implantação imediata de 1/3 de hora-atividade. à‰ a terceira vez, neste ano, que a categoria deixa as salas de aula para fazer reivindicações. Na gestão Arns, percebe o Palácio, os professores ficaram mais tempo nas ruas do que nas salas de aula.

De acordo com os palacianos, por ser vice-governador, é quase impossível o governador Beto Richa (PSDB) demitir Arns do cargo. “No entanto, sempre é esperado um gesto de grandeza do secretário”, ironizam.