Maringá versus Londrina; sobrou para a Assembleia Legislativa

Vereadores de Maringá aprovam moção de repúdio à  Alep por status de feira oficial à  ExpoLondrina

por Rosângela Gris e Luiz Fernando Cardoso, via O Diário

Governador Beto Richa (PSDB) abriu a ExpoLondrina 2012.

Os vereadores de Maringá aprovaram por unanimidade, na sessão desta terça-feira (10), uma moção de repúdio aos deputados estaduais que votaram a favor do projeto de lei que garante à  Feira Agropecuária e Industrial de Londrina (ExpoLondrina) o status de “Feira Agropecuária Oficial do Estado do Paraná”.

O documento foi assinado por todos os membros da Casa e será encaminhado à  Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e ao governador Beto Richa (PSDB), cobrando dele que o projeto seja vetado. A sanção da lei estadual estava prevista para a semana passada, durante a abertura da ExpoLondrina, porém não ocorreu.

O projeto de autoria do deputado Hermas Brandão Junior (PSB) – aprovado na Assembleia com 29 votos favoráveis e 13 contrários – causou muita polêmica e já havia sido tema de discussão na sessão da Câmara de Maringá da semana passada.

Todos os vereadores comentaram o caso em tom de indignação. As críticas mais pesadas foram destinadas ao deputado Brandão Junior. O governador Beto Richa também foi citado. “Esse projeto foi a pedido do governador, que para agradar a cidade onde ele nasceu conseguiu ficar de mal como o resto do Estado”, disse Mário Verri (PT), na sessão da última terça-feira.

Os presidentes das outras feiras agropecuárias paranaenses também se manifestaram sobre o polêmico projeto. O manifesto assinado por doze representantes de sociedades rurais do Estado diz que “eleger uma única feira como a oficial do Paraná desmerece as demais realizadas dentro do segmento. Pecuária de corte, produção de grãos, as grandes cooperativas, por exemplo, não estão centralizadas na região de Londrina”.

Os deputados estaduais que representam Maringá, Dr. Batista (PMN), Evandro Junior (PSDB) e àŠnio Verri (PT), votaram contra o projeto e defenderam que a cada ano uma feira agropecuária tivesse o status de feira oficial do Estado, o que evitaria privilégios. A proposta foi recusada.

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