Globo, Abril e Folha se unem contra CPI da mídia (Cachoeira)

via Brasil 247

Os barões da mídia contra a CPI. Foto: Folhapress/Divulgação

Há exatamente uma semana, o 247 revelou com exclusividade que o executivo Fábio Barbosa, presidente do grupo Abril e ex-presidente da Febraban, foi a Brasília com uma missão: impedir a convocação do chefe Roberto Civita pela CPI sobre as atividades de Carlos Cachoeira. Jeitoso e muito querido em Brasília, Barbosa foi bem-sucedido, até agora. Dos mais de 170 requerimentos já apresentados, não constam o nome de Civita nem do jornalista Policarpo Júnior, ponto de ligação entre a revista Veja e o contraventor Carlos Cachoeira. O silêncio do PT em relação ao tema também impressiona.

Surgem, aos poucos, novas informações sobre o engavetamento da chamada CPI da Veja! ou CPI da mídia!. João Roberto Marinho, da Globo, fez chegar ao Palácio do Planalto a mensagem de que o governo seria retaliado se fossem convocados jornalistas ou empresários de comunicação. Otávio Frias Filho, da Folha de S. Paulo, também aderiu ao pacto de não agressão. E este grupo já tem até um representante na CPI. Trata-se do deputado Miro Teixeira (PDT-RJ).

Na edição de hoje da Folha, há até uma nota emblemática na coluna Painel, da jornalista Vera Magalhães. Chama-se Vacina! e diz o que segue abaixo:

O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) vai argumentar na CPI, com base no artigo 207 do Código de Processo Penal, que é vedado o depoimento de testemunha que por ofício tenha de manter sigilo, como jornalistas. O PT tenta levar parte da mídia para o foco da investigação!.

O argumento de Miro Teixeira é o de que jornalistas não poderão ser forçados a quebrar o sigilo da fonte, uma garantia constitucional. Ocorre que este sigilo já foi quebrado pelas investigações da Polícia Federal, que revelaram mais de 200 ligações entre Policarpo Júnior e Carlos Cachoeira. Além disso, vários países discutem se o sigilo da fonte pode ser usado como biombo para a proteção de crimes, como a realização de grampos ilegais.

Inglaterra, um país livre

Pessoas que acompanham o caso de perto estão convencidas de que Civita e Policarpo só serão convocados se algum veículo da mídia tradicional decidir publicar detalhes do relacionamento entre Veja e Cachoeira. Avalia-se, nos grandes veículos, que a chamada blogosfera ainda não tem força suficiente para mover a opinião pública e pressionar os parlamentares. Talvez seja verdade, mas, dias atrás, a hashtag #vejabandida se tornou o assunto mais comentado do Twitter no mundo.

Um indício do pacto de não agressão diz respeito à  forma como veículos tradicionais de comunicação noticiaram nesta manhã o depoimento de Rupert Murdoch, no parlamento inglês. Sim, Murdoch foi forçado a depor numa CPI na Inglaterra !“ não na Venezuela !“ para se explicar sobre a prática de grampos ilegais publicados pelo jornal News of the World. Nenhum jornalista, nem mesmo funcionário de Murdoch, levantou argumentos de um possível cerceamento à  liberdade de expressão. Afinal, como todos sabem, a Inglaterra é um país livre.

O Brasil se vê hoje diante de uma encruzilhada: ou opta pela liberdade ou se submete ao coronelismo midiático.

5 Comentários

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  1. Fora PIG! CPI já!

  2. Os mercenários da grande imprensa estão encurralados!!!
    CPI do Cachoeira já!!!

  3. Essa é a nossa DEMOCRACIA , estamos na mão da Rede Globo. Veja, Grupo Folha, O custo da democracia no Brasil é muito alto.

  4. Hunnnn…. Ai complico,…. e agora, não podemos ficar reféns dessa mídia burguesa.

  5. Este segmento da mídia optou por uma informação tendenciosa, distorcida, compactuando com marginais para fabricar notícias, procurando alienar e não informar seu público, podemos até classificar como um partido político ou um braço da oposição.
    O maior objetivo é criar um canal direto entre o eleitor e o candidato preferido destas corporações, o famoso voto cabresto, fruto de uma só versão. Nunca teremos notícias sobre o Livro A Privataria Tucana.
    Seria muito importante desmascarar estes representantes do PIG, primeiro passo para esterilizar os consultórios dos profissionais de saúde, varrendo este lixo das salas de espera.